10 FILMES FRANCESES INESQUECÍVEIS

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Por Davi Gonçalves

O cinema francês é um dos mais cultuados da sétima arte – e rendeu obras que realmente mudaram a forma de como se fazer filme.

Para comemorar o Festival Varilux de Cinema Francês 2015 – que neste ano acontece dos dias 10 a 17 de junho – , o CCine10 listou abaixo dez filmes franceses que ficaram na memória de todos os cinéfilos mundo afora. Procuramos listar os mais diversos gêneros e diretores, propiciando a você, leitor, a oportunidade de conhecer melhor este cinema que ainda hoje nos presenteia com ótimas produções.

OS VAMPIROS (Les Vampires – Louis Feuillade, 1915)

OS VAMPIROS

Com quase 400 minutos de duração (daí sendo considerado por alguns como um seriado), Os Vampiros é tido como o criador do gênero thriller, chegando até mesmo a influenciar cineastas como Hitchcock e Fritz Lang em suas técnicas de suspense. Comumente referenciado na cultura pop, Os Vampiros é um dos primeiros grandes clássicos do cinema francês.

A PAIXÃO DE JOANA D’ARD (Le Passion De Jeanne d’Arc – Carl Theodor Dreyer, 1928)

A PAIXAO DE JOANA DARD

Considerado o mais fiel (e melhor) filme à história da heroína francesa, A Paixão de Joana d’Arc é reconhecidamente um marco na história do cinema. Última produção muda do cineasta e com roteiro baseado em documentos históricos do julgamento da guerreira, o longa constantemente figura na lista dos dez maiores filmes de todos os tempos.

AS DIABÓLICAS (Les Diaboliques – Henri-Georges Clouzot, 1955)

AS DIABOLICAS

As Diabólicas foi citado como um dos 25 maiores filmes de terror pela revista Time, em 2007 – e se você acha que isto é pouco, basta dizer que este clássico do suspense foi uma das inspirações de Alfred Hitchcock para o seu Psicose, lançado na década seguinte. A obra já ganhou algumas refilmagens, inclusive com as musas Sharon Stone e Isabelle Adjani, em 1996, sob o título Diabolique.

OS INCOMPREENDIDOS (Les Quatre Cents Coups – François Truffaut, 1959)

OS INCOMPREENDIDOS

Indicado a um Oscar de melhor roteiro e vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes, Os Incompreendidos narra a história de Antoine Doinel, um adolescente rejeitado pela família que, tentando chamar a atenção, comete alguns delitos ao lado de seu amigo René. Título obrigatório na filmografia de Truffaut, Os Incompreendidos é praticamente uma obra-prima da nouvelle vague.

HIROSHIMA, MEU AMOR (Hiroshima, Mon Amour – Alain Resnais, 1959)

HIROSHIMA MEU AMOR

Frequentemente considerado um dos filmes mais importantes da história do cinema, Hiroshima, Meu Amor narra o relacionamento amoroso entre uma francesa e um japonês. Recorrendo ao uso inovador de flashbacks, a película é estrelada por Eiki Okada e a musa Emmanuelle Riva e se tornou um dos mais influentes trabalhos cinematográficos da França.

ACOSSADO (À Bout de Souffle – Jean-Luc Godard, 1960)

ACOSSADO

Acossado foi o primeiro longa dirigido por Godard e é até hoje considerado um dos grandes marcos da nouvelle vague. O cineasta ganhou o prêmio de melhor diretor no Festival de Berlim e logo se tornaria um dos maiores nomes do cinema em todos os tempos – amplamente citado e praticamente um sinônimo de filmes intelectualizados. Com roteiro escrito pelo próprio diretor a partir de um texto de François Truffaut, o filme ganhou uma refilmagem hollywoodiana em 1993, A Força do Amor.

A BELA DA TARDE (Belle de Jour – Luis Buñuel, 1967)

A BELA DA TARDE

Obra máxima de Buñuel e que eternizou Catherine Deneuve como musa do cinema francês, A Bela da Tarde narra a trajetória de uma mulher rica, porém infeliz no casamento. A trama envolve temas como traição, lesbianismo, sadomasoquismo – e se hoje já é bastante polêmica, imagine na época de seu lançamento, em plena efervescência da década de 60.

O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN (Le Fabuleux Destin D’Amélie Poulain – Jean-Pierre Jeunet, 2001)

O FABULOSO DESTINO DE AMELIE POULAIN

Com uma trilha sonora impecável e fotografia primorosa, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain conquistou plateias e cinéfilos por todos os cantos do mundo. O filme ainda faturou cinco indicações ao Oscar, incluindo o de melhor filme estrangeiro.

PIAF – UM HINO AO AMOR (La Môme – Olivier Dahan, 2007)

PIAF

Arrebatado pela crítica, Piaf – Um Hino ao Amor é a cinebiografia da cantora Edith Piaf, uma das maiores intérpretes da música francesa de todos os tempos. A produção rendeu o Oscar de melhor atriz a Marion Cotillard, provavelmente na melhor atuação de sua carreira.

INTOCÁVEIS (Intouchables – Eric Toledano e Olivier Nakache, 2011)

INTOCAVEIS

Intocáveis foi o longa mais visto na França em seu lançamento e logo se tornou o mais rentável filme francês da história. Baseado em fatos reais, a trama gira em torno da improvável amizade entre um milionário tetraplégico e seu auxiliar de enfermagem, um negro sem instrução para o cargo e que mora no subúrbio parisiense.

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1 Comentário

  1. Helena Stumpf Morelli

    Eu acrescentaria: A Bela e a Fera de Jean Cocteau, e As Loucas Aventuras do Rabi Jacob, uma das melhores comédias que já assisti na vida.

    Se desenhos animados estão valendo, Kiriku e a Feiticeira, de Michel Ocelot.