MINHAS MÃES E MEU PAI (Crítica)

MINHAS MAES E MEU PAI

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FICHA TÉCNICA

Título Original: The Kids Are All Right
Ano do lançamento: 2010
Produção: EUA
Gênero: Comédia Dramática
Direção: Lisa Cholodenko
Roteiro: Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: Dois irmãos adolescentes, Joni (Mia Wasikowaska) e Laser (Josh Hutcherson), são filhos do casal Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening), concebidos através da inseminação artificial de um doador anônimo. Contudo, ao completar a maioridade, Joni encoraja o irmão a embarcar numa aventura para encontrar o pai biológico sem que as mães saibam. Quando Paul (Mark Ruffalo) aparece tudo muda, já que logo ela passa a fazer parte do cotidiano da família.

Por Davi Gonçalves

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Nic e Jules (respectivamente, Annette Bening e Julianne Moore) estão casadas há anos e tem dois filhos, concebidos por inseminação artificial a partir da doação de esperma de um desconhecido. As crianças crescem e decidem encontrar o doador do sêmen que os gerou – descobrindo, então, o boa praça Paul (Mark Ruffalo), o que colocará em risco a paz familiar.

Se no início de Minhas Mães e Meu Pai o público chega a pensar estar diante de uma comédia descartável, aos poucos o filme de Lisa Cholodenko cresce até se tornar uma narrativa de gênero não definido, mas nem por isso inferior. O roteiro bem construído deixa de lado o tom cômico para trilhar um caminho mais propenso ao dramático, mas fugindo dos clichês característicos do gênero e focando principalmente as relações entre os personagens. Minhas Mães e Meu Pai não é uma trama sobre um casal homossexual apenas: é uma história sobre pessoas e relacionamentos – tanto que o longa funcionaria da mesma forma se os protagonistas fossem um casal formado por um homem e uma mulher.

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Bening e Moore abrilhantam a película com suas atuações concisas. Enquanto a primeira está ótima em sua composição da lésbica masculinizada (mas em nenhum momento estereotipada, como poderíamos esperar), Julianne empresta suavidade e leveza ímpares para a segunda mãe. Fica claro quem é quem na história: a mãe crítica que pega no pé e preza pelo futuro das crianças e aquela que é mais carinhosa e se preocupa com a felicidade dos filhos independente de suas escolhas. Ruffalo também desempenha bem sua tarefa na trama, assim como os promissores Josh Hutcherson e Mia Wasikowska – que parecem muito a vontade em cena e mantêm ótima interação com os veteranos.

Apesar de não apresentar nenhum grande clímax, Minhas Mães e Meu Pai é um filme sobre uma família incomum – ou melhor, sobre um novo e moderno modelo de “família”. Não procura promover muitos debates, tampouco trazer algum tipo de ruptura ao abordar um casamento gay ou levantar questões sobre preconceito – o que seria o esperado ao lermos a sinopse superficialmente. Com um ar de cinema independente, Minhas Mães e Meu Pai é leve, redondo e bem feito, mérito não somente do ótimo trabalho do elenco mas também da direção de Lisa, que faz uma obra que apesar de não ser tão grandiosa quanto cinema “social”, é um entretenimento para se apreciar sem medo.

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PRÊMIOS

OSCAR
Indicações: Melhor Filme, Melhor Atriz – Annette Bening, Melhor Ator Coadjuvante – Mark Ruffalo e Melhor Roteiro Original

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Filme – Comédia/Musical e Melhor Atriz – Comédia/Musical – Annette Bening

Indicações: Melhor Atriz – Comédia/Musical – Julianne Moore e Melhor Roteiro

BAFTA
Indicações: Melhor Atriz – Annette Bening e Julianne Moore, Melhor Ator Coadjuvante – Mark Ruffalo e Melhor Roteiro Original

INDEPENDENT SPIRIT AWARDS
Ganhou: Melhor Roteiro

Indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor – Lisa Cholodenko, Melhor Atriz – Annette Bening, Melhor Ator Coadjuvante – Mark Ruffalo

FESTIVAL DE BERLIM
Ganhou: Teddy Bear de Melhor Filme (prêmio dedicado à temática GLS)

TRAILER

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