2:22 – ENCONTRO MARCADO (Crítica)

Kadu Silva

Confuso e repleto de falhas

A religião espirita por carregar tanto ocultismo e mistério, é sempre fonte de inspiração para histórias cinematográficas, o grande problema é saber encontrar o tom para que não se torna algo fantasioso demais e que aquela história que não se tem explicação, encontre o mínimo de veracidade. 2:22 – Encontro Marcado tinha tudo para apresentar uma ótima história espirita, mas erra demais em diversos aspectos.

Bom, a história apresenta o Dylan (Michiel Huisman) um homem que tem uma vida tranquila e cotidiana, até que uma série de eventos que se repete sempre às 2:22 da tarde começa a mudar sua rotina. Exatamente no início desses eventos ele se apaixona por Sarah (Teresa Palmer), e logo ele percebe que esse encontro também faz parte desses eventos misteriosos, é então que ele percebe que terá que correr contra o tempo para salvar a vida de sua amada.

2:22 - ENCONTRO MARCADO (Crítica)

O roteiro de Nathan Parker e Todd Stein é uma sucessão de equívocos, a começar por não conseguir dividir corretamente o espaço dos três personagens principais durante a narrativa. Obvio que o Dylan teria que ter mais espaço, já que ele é o sensitivo que terá o papel fundamental para o andamento da trama, mas os demais personagens sua namorada Sarah e o ex-namorado dela, o Jonas, não são desenvolvidos corretamente e assim, tudo que acontece parece sem sentido. Além disso, a conexão dos personagens acontece de forma inverossímil, não tem como acreditar no romance, no vilão e assim por diante. Não se deixar de falar ainda que tudo é extremamente previsível, ainda que muito confuso.

O diretor Paul Currie é estreante em longas-metragens de ficção e essa falta de bagagem é rapidamente notada na condução da trama, o tempo narrativo não consegue ser claro, o personagem está conversando durante o dia e logo já é noite, mas na história esse tempo não passou de fato, só para detalhar um dos problemas, a condução dos personagens também é muito ruim, tanto que o romance não consegue transparecer real, impossível torcer pelo casal, o vilão se torna uma mega ameaça num estalar de dedos, até uma cena de sexo consegue ser extremamente frívola e sem tesão.

A fotografia é a única coisa que se salva no filme, a escolha da palheta azulada reforça o tom espirita da trama, já que a cor azul representa o espirito, o céu. É uma pena que o tom místico que a história poderia ter não conseguiu ganhar forma na narrativa.

2:22 – Encontro Marcado é o típico filme que desperdiçou um ótimo enredo por errar demais em suas escolhas.

Pôster de divulgação: 2:22 - ENCONTRO MARCADO

Pôster de divulgação: 2:22 – ENCONTRO MARCADO

SINOPSE

Dylan Branson (Michiel Huisman) é um homem que tem a sua vida permanentemente mudada quando uma série de eventos se repete exatamente no mesmo horário todos os dias, às 2:22 da tarde. Quando Dylan se apaixona por Sarah (Teresa Palmer), uma jovem mulher que tem sua vida ameaçada pelos eventos ocorridos, ele deve resolver o mistério que o cerca para preservar o amor que a vida lhe ofereceu como uma segunda chance.

DIREÇÃO

Paul Currie

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Nathan Parker e Todd Stein
Título Original: 2:22
Gênero: Ação, Suspense
Duração: 1h 38min
Classificação etária: 12 Anos
Lançamento: 7 de setembro de 2017 (Brasil)

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