À BEIRA DO ABISMO (Crítica)

A BEIRA DO ABISMO

2estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: Man on a Ledge
Ano do lançamento: 2012
Produção: EUA
Gênero: Policial, Suspense
Direção: Asger Leth
Roteiro: Pablo F. Fenjves
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: Nick Cassidy (Sam Worthington) é um ex-policial procurado pela justiça que decide se matar pulando do alto de um prédio de Nova York. A polícia da cidade se mobiliza e convoca a psicóloga Lydia Mercer (Elizabeth Banks) para impedir que o sujeito se suicide. A medida que conversa com Nick vai avançando, percebe-se que a situação não passa de um jogo de cena para acobertar um plano de vingança contra David Englander (Ed Harris), o homem que acabou com a vida do ex-policial.

Por Kadu Silva

Diversão fraca

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Existem alguns gêneros de filmes que ao meu ver requerem uma certa experiência para que o longa-metragem não caia no obvio ou no clichê costumeiro, Asger Leth estreia sua direção em um filme que mistura suspense com policial, dois dos gêneros que estão nesse nicho, e como era de se esperar já no trailer o filme não consegue desenvolver todo o potencial que ele poderia.

A premissa mesmo não tendo nada de novo é interessante para quem gosta do estilo. Nick Cassidy (Sam Worthington) é um ex-policial procurado pela justiça que decide se matar pulando do alto de um prédio de Nova York. A polícia da cidade se mobiliza e convoca a psicóloga Lydia Mercer (Elizabeth Banks) para impedir que o sujeito se suicide. A medida que conversa com Nick vai avançando, percebe-se que a situação não passa de um jogo de cena para acobertar um plano de vingança contra David Englander (Ed Harris), o homem que acabou com a vida do ex-policial.

Outro estreante, Pablo F. Fenjves, que escreve o roteiro e mostra que precisa melhor muito, principalmente no desenvolvimento dos diálogos. Nesse longa o ponto mais negativo sem dúvida, são os péssimos diálogos, chega ser incomodo certas conversas entre os personagens.

Só que Fenjves não para só ai nos erros, o formato escolhido para a narrativa também acaba deixando o filme previsível demais, mostrar a real situação do protagonista logo de cara, não faz o melhor sentido, sem contar que o final chega a ser patético.

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Já o estreante Asger Leth, mostra que pode ter um futuro mais promissor, mesmo errando em alguns momentos, nas cenas em que cria o clima de tensão (suspense), ele acerta, principalmente entre Joey e Angie.

O principal problema do diretor é não explorar a fobia que é estar à beira do abismo, o que deixaria o filme muito mais sufocante, tanto é que muitas pessoas devem ir ao cinema imaginando que irão ver algo como Por um fio, mas não querendo decepcionar, o filme não tem nada que lembre o bom filme de Joel Schumacher que foi estrelado por Colin Farrell.

Por falar em nomes famosos, o elenco também é muito fraco, o único que merece ser lembrado por uma boa interpretação é Jamie Bell que faz o irmão de Nick conseguindo nos fazer rir, e ficar tensos com seu jeito atrapalhado mais bem intencionado de ajudar o irmão. O restante fica no mais do mesmo ou muito fracos na interpretação, nem Ed Harris (O Show de Thurman) faz um bom trabalho, seu vilão é caricato ao extremo, infelizmente.

Mesmo apontando tantas falhas o filme não é uma bomba, tem seus acertos e além de ser uma boa diversão para quem procura aquela sessão pipoca, como puro passatempo, fraco em vários pontos, mas consegue divertir.

Mas o Ccine10 recomenda que o filme seja visto somente em DVD, afinal temos ótimos filmes em cartaz e com certeza vale muito mais a pena ver um filme que além de entreter passe uma boa mensagem no seu final. Fica a dica.

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DESTAQUES

Para mais um bom aspecto da direção de Asger Leth, deixando de lado o apelo em estrondosos efeitos visuais e investindo na narrativa mais ágil.

Não posso deixar de elogiar também o ótimo pôster de divulgação, nele contém tudo que faltou no filme que é o clima claustrofóbico de altura.

TRAILER

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