A CIDADE É UMA SÓ? (Crítica)

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3estrelas

Por Emílio Faustino

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A mesma Brasília que hoje é foco de uma série de protestos e está em todos os jornais do país e do mundo, é apresentada neste filme que tem como proposta gerar uma Reflexão sobre os 50 anos de Brasília.

Polêmica desde sempre, “O filme explora a discussão sobre o processo permanente de exclusão territorial e social que uma parcela considerável da população do Distrito Federal e do Entorno sofre, e de como essas pessoas restabelecem a ordem social através do cotidiano”.

Traduzindo a sinopse: O filme mostra a contradição de uma cidade que foi construída planejada, mas que não soube planejar a vida daqueles que ajudaram a construir a mesma. Operários, serralheiros, pedreiros, se estabeleciam como podiam em Brasília, (através de barracos e acampamentos) enquanto ajudavam a construir a cidade.

Retrato de um momento histórico nacional, o filme mostra o impacto da chamada Campanha de Erradicação de Invasões (CEI), que, em 1971, removeu os barracos que ocupavam os arredores da então jovem Brasília.

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Tendo a CEILÂNDIA como destino, os personagens do filme vivem e presenciam as mudanças da cidade. Dividindo-se em dois núcleos de uma mesma família humilde, os personagens saem em direções opostas tendo como o mesmo objetivo Brasília.

O personagem Dildo caminha visando o futuro, se lançando em uma candidatura política, afim de poder promover a sua comunidade aquilo que nem mesmo ele teve acesso: educação. (Isso fica nítido na precária campanha que ele faz, que embora muito bem intencionada, não tem nenhuma proposta objetiva ou plano de governo).

Já Nancy, sai em busca de memórias de um passado que se repetem desde a origem da capital até os dias de hoje : a especulação territorial/imobiliária.

Sem maiores destaques ou queixas, o filme cumpre o seu papel, dando ferramentas para que o telespectador questione os porquês e as intenções por de trás das ações dos políticos. O que é muito pertinente no atual cenário político nacional.

O filme “A cidade é uma só?”, é uma pergunta que sonha em se tornar afirmação, através da pequena Ceilândia, vemos a história do descaso de um país. Dirigido por Adirley Queirós, é o filme de julho da Sessão Vitrine e estreia dia 12 nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Curta da Sessão Vitrine:

Antes de cada exibição do longa A CIDADE É UMA SÓ? será exibido o curta-metragem, escolhido por Adirley Queirós, PIOVE de Thiago Brandimarte Mendonça. O curta foi exibido nos festivais Vale Curtas (Pernambuco – Brasil) onde ganhou o premio de Melhor Filmes, Brasília Short Film Festival (Brasília – Brasil) – UCDF Award 2012, É Tudo verdade – Festival de Documentários de São Paulo, entre outros.

PIOVE não é um retrato do cineasta esquecido Pio Zamuner. É o estabelecimento de uma relação entre dois diretores e a explicitação de suas regras. O retrato de uma paixão compartilhada por duas gerações em um botequim da Boca. Mas quem dirige quem?
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SINOPSE

Além de Brasília, são cinco os personagens principais da história. Nancy narra um passado que se repete desde a origem da capital: a especulação territorial/imobiliária. Dandara mora em Águas Lindas de Goiás e tem o sonho de mudar para o Plano piloto de Brasília. Candidato a deputado distrital, Dildu mora em Ceilândia e vive a expectativa do resultado das eleições, contando sempre com o apoio de Marquim, um ex-rapper que agora é marqueteiro político. Já Zé Antônio vende lotes irregulares nas periferias do Distrito Federal.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Adirley Queirós
Título Original: A Cidade é uma só?
Gênero: Documentário
Duração: 1h 13min
Ano de lançamento: 2013
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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