A DAMA DOURADA (Crítica)

A DAMA DOURADA

4emeio

Por Kadu Silva

A DAMA DOURADA01

Um dos temas mais explorados pela sétima arte, sem dúvida, é o holocausto, ainda mais, o cinema realizado nos EUA, afinal para quem não sabe, muito dos sobreviventes deste horror, vivem hoje por lá e trabalham no meio do entretenimento.

A Dama Dourada foi baseado no livro “The Lady in Gold: The Extraordinary Tale of Gustav Klimt’s Masterpiece, Bloch-Bauer” que retrata os fatos reais de Maria Altmann (Helen Mirren) uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, que após perder sua irmã, resolve processar o governo austríaco, para reaver o quadro A Dama Dourada, que foi realizado por Gustav Klimt e retratava sua tia. A obra foi roubada pelos nazistas durante a ocupação do país. Para esta missão ela solicita ajuda a um inexperiente advogado, Randol (Ryan Reynolds), filho de uma amiga.

O roteiro de Alexi Kaye Campbell, infelizmente apresenta diversos problemas. A começar pelo fato de não conseguir expressar as reais intenções dos personagens, ao longa da narrativa. Tanto o advogado Randol como a Maria Altmann, deixam no ar diversas interrogações sobre seus estímulos para se dedicarem nesse complicado caso judicial. Além disso, os coadjuvantes são extremamente mal compostos, alguns deles, entram e sai da história, sem nenhuma explicação cabível. E para terminar outro problema que o diretor Simon Curtis, também tem sua parcela de culpa é nos frágeis momentos dos julgamentos, não existe tensão entre as partes, tudo se passa de forma muito superficial e rapidamente. Não se pode esquecer também do uso excessivo dos flashbacks durante a trama, por mais que a equipe técnica tenha feito um trabalho primoroso, diferenciando cada época, cansa o vai e vem da história.

A DAMA DOURADA03

E por falar da parte técnica, um dos acertos do longa, foi neste quesito, a fotografia, direção de arte, trilha sonora, montagem, é tudo realizado de forma muito adequada. Até pelo filme retratar duas épocas bem distintas (os anos 40 e 80), este trabalho técnico, precisava ser muito bem feito, para passar credibilidade visual ao espectador, e neste ponto, não tem o que criticar.

Outro destaque do longa é a dupla de protagonistas. A sempre competente Helen Mirren (RED – Aposentados e perigosos) mostra sua multiplicidade artísticas, sabendo dosar perfeitamente o drama e o humor de sua personagem. O mesmo podemos creditar a Ryan Reynolds (Lanterna Verde), que além disso, merece elogios, por fazer um advogado humano, de fácil identificação do publico, um homem que erra, se atrapalha, mas nunca perde a esperança.

A Dama Dourada, tinha tudo para ser uma obra muito mais impactante, ainda assim, apresenta elementos interessantes, que merece sua atenção.

A DAMA DOURADA02

SINOPSE

Década de 1980. Maria Altmann (Helen Mirren) é uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que decide processar o governo austríaco para recuperar o quadro “Woman in Gold”, de Gustav Klimt – retrato de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a ocupação. Ela conta com a ajuda de um jovem advogado, inexperiente e idealista (Ryan Reynolds).

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Simon Curtis” espaco=”br”]Simon Curtis[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Alexi Kaye Campbell
Título Original: Woman in Gold
Gênero: Drama
Duração: 1h 50min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 10 Anos

TRAILER

Comente pelo Facebook