A LENDA DE TARZAN (Crítica)

Kadu Silva

Entre erros e acertos, o resultado é um bom filme

Tarzan é um dos personagens que vira e mexe volta a telona do cinema, seja em formato de animação ou mesmo com atores em live-action. Todo esse fascínio é fruto de uma história envolvente de ação que exala sensualidade e sexualidade e que por isso, encanta o grande público a décadas.

Nessa versão de David Yates (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 e 2), que tem como base a história clássica de Edgar Rice Burroughs, somos levados a fantasia (forte do diretor) que a história proporciona e ainda conseguimos ir além, já que o longa consegue fazer uma forte crítica política e social sobre a dominação dos países mais ricos sobre os pobres que usam de seu poder bélico na ilegal exploração de riquezas, deixando para trás a destruição das culturas locais e ainda da natureza.

Para quem ainda não conhece a história, ela acontece na década de 30, onde o Tarzan (Alexander Skarsgård) está vivendo em Londres junto de sua esposa Jane (Margot Robbie), mas ao saber dos planos do Capitão Rom (Christoph Waltz) de explorar ilegalmente as riquezas da selva africana onde ele viveu boa parte de sua infância quando foi criado por uma família de gorilas, Tarzan volta como emissário do Parlamento Britânico para tentar deter esse que pode ser um grande golpe quanta a natureza local, mas ele não imagina que Rom está querendo “usá-lo” como parte de seu plano ainda maior de conquistar todo uma região africana.

Por mais que a história seja fruto de uma ficção fantástica, o roteiro acaba caindo em armadilhas que poderiam ser melhores desenvolvidas, a começar pela narrativa previsível e maniqueísta que escolhe, por deixar também passar pontas que atrapalham no desenvolvimento dos personagens que devido a isso demonstram uma inteligência que não reflete o seu caráter orgânico durante a projeção, enfim, são considerações que podem incomodar aqueles mais atentos a detalhes de construção de enredo. Mas se pensarmos que a obra é para entretenimento propriamente dito, há que se destacar os méritos de Yates em envolver o espectador na aventura que consegue encantar ao mostrar sua relação com a natureza e os animais e empolgar nas diversas cenas de lutas entre ele e os vilões.

Ainda sobre o roteiro, merece destacar um velado interesse do vilão Rom sobre o Tarzan, que segundo Yates seria mais explicita, mas depois de alguns cortes resolveram deixar de lado, por acharem que não se encaixava na história.

Falando do cineasta, infelizmente a direção de Yates não é a das melhores, já que suas escolhas clichês em diversos momentos incomodam demais e acabam ressaltando ainda mais o teor previsível do roteiro.

Alexander Skarsgård (O Doador de Memórias) que não é um dos mais carismáticos galãs de Hollywood consegue convencer como Tarzan, seja nas cenas de ação, no seu sex apple inerente ou mesmo quando exige um certo talento dramático. Os demais atores ficam abaixo da média, de modo geral, seja por lembrarem fortemente outros papeis como é o caso de Christoph Waltz (Bastardos Inglórios) e Samuel L. Jackson (Os Oito Odiados) ou mesmo por não encantar na composição, como é o caso de Margot Robbie (A Grande Aposta) como Jane.

CGI deslumbrantemente bem elaborados, trilha sonora empolgante, bela fotografia e a direção de arte adequadas são alguns dos elementos técnicos que favorece ao filme ter um resultado final bem interessante, ou seja, entre erros e acertos A Lenda do Tarzan entrega um bom filme no final da sessão.

A LENDA DE TARZAN

SINOPSE

Um homem (Lauande Aires), que vive no limite entre razão e loucura, está em busca de seu passado. Para isso, ele percorre diversas cidades do interior do Maranhão para tentar reconstruir sua história. Nesse “road movie”, ele vai conhecer os mais variados tipos de pessoas e reencontra signos de sua vida, mostrando um possível caminho para sua salvação.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”David Yates” espaco=”br”]David Yates[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Stuart Beattie, Craig Brewer e John Collee
Título Original: The Legend of Tarzan
Gênero: Aventura, Ação
Duração: 1h 50min
Ano de lançamento: 2016
Classificação etária: 12 Anos
Lançamento: 21 de julho (Brasil)

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1 Comentário

  1. mula

    Pelo jeito acabaram COM MAIS UM, AGORA O TARZAN VOA!