A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO (Crítica)

A MAO QUE BALANCA O BERCO

4emeio

FICHA TÉCNICA

Título Original: The Hand That Rocks the Cradle
Ano do lançamento: 1992
Produção: EUA
Gênero: Drama , Suspense
Direção: Curtis Hanson
Roteiro: Henry James
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: Claire Bartel (Annabella Sciorra) e Michael (Matt McCoy), seu marido, estão cansados de procurar uma babá. Até que Peyton Flanders (Rebecca De Mornay) se candidata ao emprego. Elegante, educada e dedicada, ela é simplesmente perfeita. Ela toma conta do bebê como se fosse seu e logo conquista o coração da filha mais velha do casal. Com o tempo, no entanto, Peyton começa a se comportar estranhamente e parece querer assumir o lugar de Claire que, desconfiada, resolve investigar o passado de Peyton, sem saber que na verdade está nas mãos de uma mulher perigosa e obcecada em se vingar da morte do seu marido, um ginecologista que cometeu suicídio quando foi acusado de ter molestado cinco de suas clientes. Este fato fez Peyton Flanders, que não é seu verdadeiro nome, perder o bebê que estava esperando.

Por Davi Gonçalves

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Rebecca De Mornay não faria nada tão expressivo em sua carreira após o sucesso de A Mão Que Balança o Berço, um thriller de Curtis Hanson (de Los Angeles – Cidade Proibida) que foi amplamente elogiado pelo público e crítica na época de seu lançamento. Na trama, Rebecca dá vida a Peyton Flanders, uma babá que passa a atormentar a vida de uma família para vingar a morte de seu esposo.

Com um roteiro simples mas conciso, que vai nos dando pistas sobre os atos de Peyton mas sem se perder no meio-campo tentando explicar suas motivações, Hanson é eficiente quanto diretor ao transpor a história para a tela sem grandezas ou inventices. Do ponto de vista técnico, inclusive, A Mão que Balança o Berço é um filme que não chega a ser brilhante – na verdade, é bem mediano em diversos momentos. Porém é nítido o talento do cineasta para as sequências de suspense, que cresce à medida que a fita se desenrola e quase chega a alcançar o terror psicológico – não ao nível de um Polanski (com sua excepcional Trilogia do Apartamento) ou um Kubrick (com o aclamado O Iluminado), mas o suficiente para despertar o interesse do espectador com a trama de uma mulher com sede de vingança.

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Rebecca faz uma atuação coerente e bem articulada, sendo a escolha perfeita para o papel. Seu talento é imprescindível para a construção de Peyton, que ora é pura inocência, ora é pura maldade – o anjo e o demônio na mesma pessoa. As nuanças de Peyton são bem delineadas por De Mornay, que recebeu bastante atenção na época (não ao ponto de ganhar uma indicação a um grande prêmio, mas o suficiente para coloca-la no rol de personagens femininas mais interessantes do cinema). Soma-se ao elenco Annabella Sciorra, a dona de casa tranquila, porém frágil, alheia a todos atos da babá – a mocinha ideal, que ainda tem crises de asma, aumentando sua fraqueza diante das telas; e também uma Julianne Moore em início de carreira, com um tipo extravagante e esperto que chega a ter seu devido ponto alto na narrativa.

Apesar de a história não apresentar nada significativamente novo, A Mão que Balança o Berço nos traz personagens que são verossímeis – e isso é importante para que o público se identifique com o núcleo central. Trata-se de um filme bem feito e redondo, com um roteiro bem construído que pode até não marcar a vida do espectador, mas é suficiente para prender sua atenção durante a projeção.

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PRÊMIOS

MTV MOVIE AWARDS
Ganhou: Melhor Vilão – Rebecca De Mornay

Indicação: Melhor Atriz – Rebecca De Mornay

TRAILER

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2 Comentários

  1. LUCAS

    Boa tarde
    A atriz rebecca de mornay, digo é um pitel, esta loura, mostrou ser talentosa, bonita e atraente. visualmente é uma mulher desejável. as louras são as mulheres mais atraentes. o homem que é casado com ela é um privilegiado.

  2. LUCAS

    BOA TARDE
    A ATRIZ REBECCA DE MORNAY É UMA MULHER DESEJÁVEL. TER-LA DEVE-SE UM SINÔNIMO DE PRAZER