A POSSESSÃO DO MAL (Crítica)

A POSSESSAO DO MAL

2emeio

Por Elisabete Alexandre

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No cinema, na minha opinião, há dois gêneros muito difíceis de se trabalhar: comédia e terror. Comédia, porque ser engraçado, fazer boas piadas, nunca será algo simples. Terror, porque para o resultado final ficar beirando o ridículo, ou de fato chegar lá, acredite, é muito fácil, e bem comum, inclusive. Sendo assim, tenho uma dificuldade enorme em gostar de produções de ambos os gêneros.

Naquela quinta-feira de manhã, fui ao cinema sem quaisquer expectativas. Eu sabia muito bem o que estava indo assistir, e sabia melhor ainda que provavelmente eu não fosse gostar. Muito bem, entro no cinema e o filme escrito e dirigido por David Jung, diretor que assina seu primeiro longa para a telona, A Possessão do Mal (que, na verdade, é de 2014, mas só veio para os cinemas brasileiros esse ano), começa. Não sei se foi porque eu não esperava nada ou por qualquer outro motivo sobrenatural (desculpem o trocadilho), mas eu comecei a me interessar pela história, de verdade. Todos nós sabemos que esse recurso de falso documentário em filmes de terror já está mais do que manjado (obrigada Bruxa de Blair), mesmo assim eu gosto do artifício. Pena que a minha felicidade não durou muito.

Michael King (Shane Johnson, de Atrás das Linhas Inimigas), após perder a esposa em um acidente, decide sair de seu luto iniciando um documentário para provar que as mais diversas formas de “existência do sobrenatural” são, na verdade, uma farsa. Ateu convicto, ele começa a fazer vários testes, desde a cartomante, até necromancia (que é, teoricamente, uma “arte” para se adivinhar o futuro falando com os mortos), mas, a coisa parece desandar quando ele tenta invocar um demônio em seu próprio corpo.

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Os efeitos sonoros são muito bons e foram justamente eles os responsáveis pelos meus poucos sustos. Já a maquiagem, essa sim, deixa muito a desejar, parece amadora, e eu sei que eles tinham orçamento para algo melhor. O plot (história central) do roteiro é bom, mas, infelizmente, não foi bem explorado. Em determinado momento do filme nada de novo acontece, tudo se repete e isso o deixa cansativo (estamos falando de um longa de pouco mais de 80 minutos, somente).

Shane é um ator mediano, não extraordinário, mas também nada que nos faça sentir vergonha alheia. Aliás, a minha nota de 1 ½ estrelas é resultado dos bons efeitos sonoros e a atuação ‘ok’ de Shane. E o final, esse também não trouxe nada de novo, é o que se imagina que pode acontecer desde o começo. Triste, porque David poderia ter tirado um coringa da manga e ter surpreendido a todos nós com uma conclusão melhor em seu filme. Esperei por isso, admito.

Por fim, recomendo A Possessão do Mal para quem gosta de outros filmes do gênero, tais como: O Último Exorcismo, O Ritual e Filha do Mal. Para esse público sim, será um bom divertimento e, ouso dizer, motivo para alguns sustos. Porém, se você, como eu, não se assusta assim tão fácil e também não acredita em “possessões”, preciso dizer, é bastante provável que serão 83 minutos longos na sua vida.

Pensando bem aqui, essa ideia do documentário provando a farsa do “sobrenatural” é boa mesmo, bem que poderia ser feito. Ok, talvez não. Vai que né? Brincadeira.

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SINOPSE

Michael (Shane Johnson), após perder a esposa em um acidente, inicia um documentário para ajudá-lo a sair do luto. Todavia, o tema escolhido por ele não agrada a sua família: provar a farsa de ações com suposta natureza sobrenatural. Mas, como Nietzsche disse: “Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro”.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: David Jung
Título Original: The Possession of Michael King
Gênero: Terror
Duração: 2h 02min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 16 Anos
Lançamento: 01 de outubro de 2015 (Brasil)

TRAILER

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