A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE (Crítica)

Kadu Silva

O “fraco” início do fim

A franquia “teen” do momento, A Série Divergente, ganha a primeira parte do seu desfecho, intitulada Convergente. E apesar da grande expectativa dos fãs, vários dos erros dos anteriores e novos deslizes, se repetem ou aparecem nessa primeira parte, infelizmente.

Na trama após a revelação da mensagem de Edith Prior, Tris (Shailene Woodley) e seus amigos deixam Chicago, para descobrir o que há além da cerca e nessa empreitada descobrem uma outra sociedade.

O roteiro de Noah Oppenheim, Adam Cooper e Bill Collage segue o mesmo estilo dos antecessores, conflitos rasos e soluções pouco criativas, existe na elaboração do enredo uma subestimação da inteligência do espectador. Para não contar spoilers, em vários momentos do filme é como num longa-metragem de terror em que a vítima resolve entrar num porão escuro mesmo sabendo que lá pode ter algo que pode machuca-la, enfim o filme segue esse padrão em quase toda sua totalidade. Sim, ele aborda críticas pertinentes e importantes, mas nesse quesito também erra em não focar em algo e dispara para vários lados, deixando temas que mereciam mais aprofundamento de lado para privilegiar cenas de ação ou de romance.

Outro problema que o roteiro acabou reforçando é a NÃO química entre os personagens Tris e Quatro, não é possível torcer pelo amor deles. Com o decorrer da história eles parecem mais irmãos, amigos do que um casal apaixonado.

O diretor Robert Schwentke do filme anterior (que foi o que mais gostei), repete a formula e consegue encontrar uma narrativa adequada, já que mesmo com os problemas no roteiro é possível acompanhar o filme do início ao fim, sem causar tédio. Seu maior acerto é conseguir dar ao filme o teor de ficção cientifica futurista que a história pedia.

No entanto a equipe de efeitos visuais não conseguiu repetir o acabamento do anterior, é fácil notar erros na execução em várias cenas importantes. Todavia as cenas de ação que estão mais presentes, em relação aos dois primeiros, conseguem um resultado ok, mas nada empolgantes.

O elenco em geral se apresenta bem, sem nenhuma grande atuação, o que se mostra um pouco acima da média é Miles Teller (Whiplash: Em Busca da Perfeição) que novamente consegue dar vida ao ambicioso Peter de forma precisa. Ainda falando de elenco, se tem algo faz do filme algo que merece um credito extra é na diversidade de raças no elenco, óbvio que isso acontece em função da trama, mas é bom ver um filme plural nesse quesito.

A Série Divergente: Convergente consegue apresentar certos dilemas dos adolescentes (seu principal público-alvo), entre eles, o de não se enquadrarem nas normas impostas pela sociedade, de uma forma interessante, mas para que isso tivesse ainda mais relevância precisaria desenvolver um roteiro a altura do tema.

CONVERGENTE

SINOPSE

Após a mensagem de Edith Prior ser revelada, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller), Christina (Zoë Kravitz) e Tori (Maggie Q) deixam Chicago para descobrir o que há além da cerca. Ao chegarem lá, eles descobrem a existência de uma nova sociedade.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Robert Schwentke” espaco=”br”]Robert Schwentke[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Noah Oppenheim, Adam Cooper e Bill Collage
Título Original: The Divergent Series: Allegiant
Gênero: Ficção científica, Aventura, Ação
Duração: 2h 1min
Ano de lançamento: 2016
Classificação etária: 14 Anos
Lançamento: 10 de março de 2016 (Brasil)

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