ANNIE (Crítica)

ANNIE

3emeio

Por Kadu Silva

Remake mediano

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Após assistir Annie, aquela minha frase famosa voltou com força em minha mente. “O gênero musical é um dos mais difíceis do cinema”. Tudo porque, requer do diretor encontrar o equilíbrio entre a narrativa da trama e os momentos musicais, não deixando que um seja mais importante que o outro. Além disso as canções precisam além de também contar a história serem agradáveis (empolgantes).

Annie tinha tudo para conseguir isso com facilidade, primeiro por ser um remake e segundo por ter uma trama leve, inocente, mas não é bem isso que encontramos no longa.

A história super conhecida é da garotinha Annie (Quvenzhané Wallis), uma órfã, que vive com a senhora Hannigan (Cameron Diaz) num cortiço de Nova Iorque. Sua vida muda quando o milionário Benjamin Stacks (Jamie Foxx) a escolhe para passar um tempo em sua mansão. Este encontro traz para o durão empresário um ar de doçura e amizade que ele não estava acostumado no seu dia-a-dia, transformando de vez a vida dos dois.

O roteiro foi baseado no livro de Thomas Meehan e teve entre os roteiristas a atriz Emma Thompson. A ideia dessa nova adaptação foi trazer para os dias atuais o drama da órfã Annie, tanto na história que teve pequenas alterações, como nas famosas canções que ganharam um toque mais moderno com soul e rap, além de mais percussão nas melodias. No entanto o enredo do conto de fadas da esperta garotinha pobre que virá uma princesa, continua seguindo os moldes originais, ou seja, será inevitavelmente uma experiência previsível.

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O diretor Will Gluck (Amizade Colorida), segue a cartilha hollywoodiana dos musicais e não inova em nada, é o famoso “mais do mesmo”. Ainda assim, sua narrativa consegue envolver a plateia, ainda que comece bem, caia no segundo ato e feche novamente em grande estilo. Um pouco dessa oscilação, pode-se creditar ao elenco, já que nem todos estão no mesmo nível de atuação. Cameron Diaz por exemplo, exagera no tom, a protagonista também não sabe dublar as canções de forma ideal (isso na versão orginal), ou seja estas e outras pequenas falhas que no contexto geral atrapalham o ritmo narrativo.

Para quem não sabe, Annie é um remake de um longa lançado em 1982, que tinha Aileen Quinn como protagonista, o ruivinha esperta, nesta produção vivia no orfanato, mas próximo da trama do livro.

No Brasil Annie será lançando exclusivamente dublado, inclusive as canções em versão para o português. Assisti algumas cenas na versão original, afim de fazer o comparativo e notei que realmente temos os melhores dubladores do mundo. Ouso dizer que o filme se tornou melhor dublado. O único problema foi que as versões nacionais das canções, em alguns casos, tiveram a tradução literal, e a melodia não se encaixou perfeitamente (uma pena). Mas vale destacar o dublador do personagem Benjamin vivido por Jamie Foxx – infelizmente não consegui descobri o nome dele. Ele é sensacional, principalmente quando canta, é sem dúvida a melhor coisa do filme, por ele vale a pena conferir e prestar bastante atenção em seu canto (de arrepiar). Destaque para a cena no helicóptero com a Annie.

Annie é o típico filme de entretenimento fácil, que você senta na poltrona do cinema para se divertir e não precisa usar muito de seu intelecto, apenas curtir.

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SINOPSE

Annie (Quvenzhané Wallis) é uma jovem órfã que vive em um orfanato comandado com mão de ferro pela senhora Hannigan. Sua vida muda ao ser escolhida para passar alguns dias na mansão de um milionário, onde acaba fazendo amizade com os funcionários do local.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Will Gluck, Aline Brosh McKenna e Emma Thompson
Título Original: Annie
Gênero: Comedia, Musical
Duração: 1h 57min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 10 Anos

TRAILER

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