AS PONTES DE MADISON (Crítica)

AS PONTES DE MADISON

4estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: The Bridges of Madison County
Ano do lançamento: 1995
Produção: EUA
Gênero: Romance
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Richard LaGravenese

Sinopse: A história começa com o encontro dos filhos de Francesca Johnson (Meryl Streep) na leitura de seu testamento, através de cartas que ela deixa para os herdeiros eles descobrem o romance secreto da mãe com o fotógrafo da National Geographic chamado Robert Kincaid (Clint Eastwood), este fato acontece no momento em que a família se ausenta de sua propriedade rural no Iowa, deixando a mãe sozinha para cuidar das terras.

Por Loverci Ferreira

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Um dos grandes problemas de muitos diretores é se meterem em atuar e dirigir o filme ao mesmo tempo pois ao meu ver nem sempre eles conseguem fazer um trabalho bom com o seu personagem, afinal não há o olhar de fora para corrigir alguns detalhes, então o cara tem que ser bom demais para agradar nas duas funções.

Na história do cinema há muitos atores que também estão na direção e nos dias atuais se tornou uma febre, bem diferente da época que Woody Allen começou a participar de filmes como ator, diretor, roteirista entre outras funções e muitos outros desta geração.

Confesso que não sou um fã fervoroso do ator Clint Eastwood, tirando uma ou outra atuação dele em filmes que mostra o lado mais bruto do homem e vale citar alguns do gênero western que o consagraram como “Três homens em conflito” , “Os imperdoáveis”, “O estranho sem nome”, mas realmente papéis como em “Gran Torino” caem como uma luva para ele, talvez por causa de sua expressão sempre carrancuda e porte físico duro, mas eu ainda prefiro ele na direção apenas como do incrível filme “Sobre meninos e lobos”.

Então aí a escolha foi errada em colocá-lo como protagonista de “As pontes de Madison”, porque representar um fotógrafo que acaba tendo um romance de 04 dias com uma dona de casa de uma propriedade rural do Iowa não me convenceu.

Mas fora isso eu não sei ao certo porque gosto deste filme, volte e meia quando vou mudando de canal em canal na TV e por um acaso acaba caindo neste filme sempre dou uma parada para revê-lo de qualquer trecho que esteja.

Apesar de minha antipatia pela atuação dele o que mais me atrai no filme é terem escalado Meryl Streep para o papel da mãe de família cansada que tem um breve romance com esse viajado homem.

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A história começa a ser contada por seu filhos durante a leitura dos diários de Francesca através de flashbacks e revelam que durante a passagem do fotógrafo da National Geographic por Iowa, ele acaba se perdendo e chega até a fazenda de Francesca que o acompanha para mostrar as famosas pontes da região e logo o romance deles se torna tão intenso quanto rápido.

O filme é tão água com açúcar que é capaz de matar um diabético, mas é amarrado de uma boa forma apesar da insistência em transformar tudo em um grande drama e foi muito elogiado pela critica, tanto que Meryl Streep recebeu indicação para o Oscar por este seu trabalho.

Da direção de Clint Eastwood não há muito o que falar, afinal o longa se pauta mais num bom roteiro e algumas externas bem cuidadas, neste caso vemos como a boa escolha de um lugar para filmar pode ser indispensável para agradar o público e claro Meryl Streep como sempre se entrega de corpo e alma para sua personagem, a ponto acredito de ter se desidratado de tanto chorar durante as gravações.

O fato é que contrariando o que a história prega acredito que sempre há tempo de resolver a sua vida caso você não se sinta feliz, claro que tudo se torna um drama maior quando estamos falando de 1965 que é quando a história acontece, .pois Francesca acaba sofrendo entre deixar sua família e seguir com seu novo amor, o que poderia manchar para sempre o seu nome e a reputação de sua família.

Em alguns momentos o filme se arrasta quase um chove e não molha, falando de chuva uma das cenas mais marcantes ocorre (já é comum no cinema) durante uma chuva, Francesca vai ao mercadinho fazer compras junto do marido e vê o amante na rua todo molhado a sua espera para partirem juntos, ela fica entre a vontade de seguir com ele e a realidade que a cerca e a atuação da protagonista é como sempre marcante.

Os momentos em que aparecem os filhos apenas servem como base para a história principal e não tem muito que acrescentar, talvez o fato de mudarem a forma de pensar seus casamentos após lerem toda a história secreta de sua mãe, mas de uma forma muito superficial e rasa na trama.

É um bom filme apesar de simples e sem muitos recursos, de uma época que dois atores e um bom texto já bastavam para fazer um clássico tanto que a história rendeu algumas versões teatrais, talvez não muito expressivas ao falar de um assunto que já não faz mais parte da nossa realidade atual.

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CURIOSIDADES

*Sydney Pollack diretor de “Entre dois amores” (1985) era o indicado para a direção deste filme e Robert Redford seria o protagonista.

*No papel de Meryl Streep foram também cotadas as atrizes Susan Sarandon, Jessica Lange, Barbara Hershey e Anjelica Huston para a protagonista feminina.

*Meryl Streep engordou alguns quilos para viver a dona de casa de meia idade.

*A casa de fazenda que foi usada nas filmagens estava abandonada há mais de 30 anos e foi totalmente renovada pela equipe de produção do longa.

*A ponte que a personagem Francesca conhece Robert foi destruída em um incêndio em 03 de setembro de 2002.

PRÊMIOS

OSCAR
Indicação: Melhor Atriz – Meryl Streep

GLOBO DE OURO
Indicações: Melhor Filme – Drama, Melhor Atriz – Drama – Meryl Streep

CÉSAR
Indicação: Melhor Filme Estrangeiro

TRAILER

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10 Comentários

  1. roberto mendonça

    Esse comentário é de um falso intelectual pedindo desculpas por ter gostado de um filme maravilhoso, mas que não lhe fica bem ter chorado pela linda e triste história de amor. Intelectual não chora e não pode gostar de filmes que apenas contam uma história bonita. Intelectual gosta dessas bostas de cinema com corredores escuros e de tramas que se os rolos do filme forem trocados são capazes de achar genial a trama sem pé nem cabeça.

    • marcos

      EXCELENTE OBSERVAÇÃO rOBERTO MENDONÇA!

      • Ana Helcias

        Excelente observação. Roberto, Parabéns. Esse filme é excelente. A atuação do Clint Eastwood é imbatível, Maravilhosa…. aliás desses dos monstros do cinema Clint Eastwood e Maryl streep. O filme é de uma sensibilidade impecável.

  2. sabina

    Concordo em genero, numero e grau. filme lindo e de uma sensibilidade a flor da pele que até eu que não gosto de ve-los pq me fazem chorar por horas, nao poderia deixar de assistir. linda atuação da merryl e do clint. linda historia de amor e de perda.

  3. Maria de lurdes

    Adoro histórias de amor de perdas muita sensibilidade. .Mary está divina

  4. cÍNTIA

    esperava UMA AVALIAÇÃO MELHOR DESTE FILME. acho DE UMA SENSIBILIDADE INCRIVELMENTE TÁCITA. UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR, DE ENTREGA PLENA E DE PERDA. nÃO HÁ COMO NÃO SE EMOCIONAR COM ESSE FILME, ATUAÇÕES EXTREMAMENTE VERDADEIRAS (ATÉ MESMO O CLINT) E IMPECÁVEIS (MARYL DISPENSA COMENTÁRIOS). rECOMENDO SUPER, ATÉ MESMO PRA AQUELES QUE NÃO SÃO MUITO FÃS DO ROMANCE IRÃO SE SURPREENDER. eNFIM ASSITAM!

  5. VALDELICE

    a cena da chuva,ela colocando a mão na MAÇANETA do carro, pensando se vai ou se fica, me deu desespero pois eu queria que fosse.

  6. Marta

    The bridges of madison county foi o filme mais lindo a que assisti. eu sempre me emociono quando assisto. O FINAL É REALMENTE EMOCIONANTE, MAS VEJO QUE fRANCESCA NUNCA PODERIA TER IDO COM ELE PORQUE SE ISSO TIVESSE ACONTECIDO O LINDO AMOR DELES IA DESMORONAR JÁ QUE ELA NÃO CONSEGUIRIA LIDAR COM O REMORSO DE TER ABANDONADO A FAMÍLIA QUE TANTO PRECISAVA DELA. ELA FOI UMA MULHER INCRÍVEL E MUITO FORTE. MERYL E CLINT ESTÃO IMPECÁVEIS NOS SEUS PAPÉIS.

  7. Conceição faria

    Filme maravilhoso, sensível, enfim uma linda história de amor atemporal.
    Atores perfeitos na linda mensagem de amor e perda…
    Um clássico que a gente não se cansa de ver, nunca!

  8. Julia

    Se você tivesse vivido um romance com um fotógrafo da NG saberia que Eastwood está mais do que perfeito no papel que representa. Vi uma parte da minha vida passar na tela do cinema ao me identificar porque ela se apaixona por ele. É um lindo filme, sensível e real, onde os amores da vida muitas vezes não ficam “juntos para sempre”.