AS SUFRAGISTAS (Crítica)

AS SUFRAGISTAS

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Por Elisabete Alexandre

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A estreia desse filme não poderia ser mais pertinente para o momento, para o ano de 2015, na verdade, chamado por muitos de “O Ano das Mulheres”, vimos o movimento feminista ganhar força novamente, tomar as ruas do Brasil e voltar a ser notícia nos jornais. “As Sufragistas” vem para fechar o renascimento dessa onda com chave de ouro.

O filme conta a história de Maud Watts (Carey Mulligan, de Drive), uma mulher que trabalha como lavadeira e que inicialmente não quer qualquer relação com as Sufragistas, muito por influência do próprio marido que a controla e diz que seria uma vergonha para ele a família a ver fazer parte do movimento. Mas, logo Maud reconhece a importância da luta e, principalmente, que o que o seu marido fazia era errado.

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Mais do que contar o momento histórico do movimento feminista pelo direito ao voto na Inglaterra, o filme também aborda outras maneiras de como nós mulheres éramos injustiçadas, até nossos próprios filhos não eram realmente nossos por lei. Infelizmente, tenho certeza de que o filme dirigido por Sarah Gavron (Brick Lane) não será bem recebido por aqui. Há uma falta de informação com relação aos movimentos feministas, muitos acreditam, erroneamente, claro, que ser feminista é ser “anti-homem”. Talvez, “As Sufragistas” sirva justamente para esse público, ele vem como que para mostrar que a luta das mulheres por direitos iguais é legítima e ainda muito necessária. O direito ao voto, tema central do filme, é apenas a ponta do iceberg, ainda há muito pelo que lutar. Tudo é tão fiel ao movimento feminista que a própria produção do longa foi feita por mulheres, desde a já mencionada Sarah como diretora, passando pelas atrizes Helena Bonham Carter e Meryl Streep, conhecidas por apoiar a causa, até a roteirista Abi Morgan (A Dama de Ferro).

Se ainda são necessários mais motivos para ver “As Sufragistas”, partimos para os técnicos: direção notável, roteiro muito bem construído, feito com as devidas pesquisas de contexto histórico, ótimas atuações (Meryl Streep, preciso dizer mais?), com destaque para a própria Carey que está ótima, figurino e fotografias maravilhosos. Então, mesmo que você não simpatise com os movimentos feministas, o filme tem outros ótimos argumentos que fazem dele uma boa escolha para esse final de ano, mas se você é uma pessoa que abraça a causa, ou até mesmo é ativista, “As Sufragistas” torna-se praticamente obrigatório.

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SINOPSE

Maud (Carey Mulligan) é uma lavadeira que percebe que há algo de errado com o papel que as mulheres ocupam na sociedade, em comparação ao dos homens. Ela, então, conhece o movimento feminista das Sufragistas, um grupo de mulheres que luta pelo direito ao voto na Inglaterra do início do século XX, e junta-se a ele. Mas, em uma sociedade e época extremamente machistas, essa escolha trará indesejáveis consequências.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Sarah Gavron” espaco=”br”]Sarah Gavron[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Abi Morgan
Título Original: Suffragette
Gênero: Drama
Duração: 1h 46min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 14 anos
Lançamento: 24 de dezembro de 2015 (Brasil)

TRAILER

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1 Comentário

  1. Verdade na cara

    Enquanto isso as feministas do Brasil lutam pelo direito de serem putas e vadias mesmo sendo casadas e pelo direito de serem literalmente homens …( engraçado dizem que odeiam os homens mas querem ser eles ) …
    Resumindo metade quer ser vagabunda a outra metade que ser sapatão essas são as lutas das feministas brasileiras …