ASSÓ, ADOREI O JONGO! (Crítica)

Igor Pinheiro

Durante a direção dos documentários que formam o festival Reimagine Rio, uma das preocupações de Kátia Lund e Lili Fialho era que seus filmes não fossem institucionais, apesar de terem como base os projetos sociais instalados nas comunidades. Assó, Adorei o Jongo é um bom exemplo de que elas foram muito bem sucedidas nesse fator.

A Casa do Jongo da Serrinha fica localizada na comunidade da Serrinha, em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro. É um projeto social que incentiva a ações culturais envolvendo arte, história, dança e desenvolvimento social de trabalho e renda.

O documentário parte da história das crianças que aprendem o jongo justamente para explicar o que é o jongo para quem assiste. A partir daí, vamos amadurecendo a ideia e conhecendo os membros mais importantes do projeto sociais enquanto entendemos um pouco mais da história de séculos por trás da iniciativa.

Sem cair no clichê, radicalismo ou exagero, Assó, Adorei o Jongo passa por temas como a intolerância religiosa, racismo e machismo, todos a partir das situações vividas pelos próprios personagens e da história. Vale destacar a importância do momento em que uma mulher assumiu o grupo, pois só a partir daí as atividades começaram a ser mais liberadas para outras mulheres e crianças, que antes não participavam de tudo.

Seguindo a linha dos outros documentários do festival, no sentido de mostrar pessoas realizadas com o que estão fazendo, Assó, Adorei o Jongo acerta ao mostrar três gerações afetadas muito positivamente por uma tradição cultural muito bonita e tão desconhecida, tornando um pouco mais leve a vida dos moradores da comunidade da Serrinha.

ASSO ADOREI O JONGO

SINOPSE

Dizem que o jongo engravidou em Angola, mas nasceu no Brasil. E, se foi nas fazendas de café do Vale do Paraíba que ele deu seus primeiros passos, foi na Serrinha, subúrbio do Rio, que ele floresceu e ganhou novos ares. Se antes era apenas jogado por quem tinha a cabeça coberta de fios brancos, hoje ele é dançado por crianças e jovens. Tia Maria, Pretinho da Serrinha, Suelen, Deli, Luiza, Lazir são alguns dos personagens dessa história.

DIREÇÃO

Kátia Lund e Lili Fialho

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