ATÉ QUE A SORTE NOS SEPARE 3 (Crítica)

Ate que a sorte nos separe 3

4emeio

Por Elisabete Alexandre

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Conseguir uma boa bilheteria nos cinemas brasileiros com um filme nacional já não é uma tarefa fácil, imagina então tentar emplacar uma trilogia. Pois bem, “Até que a Sorte nos Separe” aceitou o desafio e estreia agora em dezembro a terceira e última parte da franquia.

Para Faustino (Leandro Hassum, de O Candidato Honesto) ficar rico duas vezes e falir duas vezes parece que não foi o bastante, então para fechar com chave de ouro ele vai levar o próprio Brasil para o buraco. Após ser atropelado pelo filho do homem mais rico do país enquanto vendia biscoitos Globo no semáforo, Tino fica em coma por meses, durante esse tempo o garoto que o atropelou, Tom (Bruno Gissoni, da novela da Globo “Babilônia”), e a filha de Tino, Tete (Júlia Dalávia), engatam um namoro que vira casamento logo depois que Tino acorda. O pai de Tom, Rique (Leonardo Franco), sabendo das dificuldades financeiras de Tino e sua família, oferece a ele um cargo de confiança em sua empresa e essa é a deixa para que Tino coloque tudo a perder, pela terceira vez.

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Confesso que fui ao cinema totalmente incrédula, sem qualquer esperança de achar esse filme bom, bem, o negócio foi que eu paguei para ver e fui surpreendida. Nós, brasileiros, somos acostumados a consumir comédias, a prova disso está na enorme bilheteria que os filmes desse gênero têm nos cinemas nacionais, o problema é que eles tendem ao efeito looping, ou seja, mais do mesmo, coisa que não aconteceu com “Até que a Morte…”, de certa forma. Sim, é verdade, o tema do filme é o mesmo dos outros dois: a falência de Tino e sua família, só que nesse terceiro longa da franquia essa premissa é retomada em proporções absurdas, Tino não só fali, como leva o Brasil todo com ele, e não, não é mera coincidência com a situação econômica atual em nosso país. O filme foi gravado em tempo recorde, quatro semanas apenas, tudo para que conseguissem lançá-lo ainda em 2015, e não poderia vir em melhor momento. Grande parte das piadas são boas sacadas, inclusive as relacionadas ao nosso governo (capacidade do brasileiro de rir da própria desgraça mode on), destaque para o boneco com cara de Chuck que há no filme, sério mesmo, ele é o protagonista de uma das melhores partes da história. Também há Leandro Hassum fazendo piada com o próprio peso, agora com a perda dele (Hassum perdeu 53Kg após uma cirurgia de estômago), há uma cena logo no início do filme em que mostra a justificativa para a repentina magreza de Tino.

Esse final de ano tem reservado algumas surpresas, essa comédia brasileira que tinha tudo para ser repetitiva e monótona veio para renovar os ânimos garantindo boas risadas. Se você já é fã dos outros dois filmes da franquia, não pode perder esse último, ou mesmo que você não tenha visto nenhum deles, “Até que a Sorte nos Separe 3″ pode ser um filme para você também, pois o fará rir, com certeza.

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SINOPSE

Tino (Leandro Hassum) e sua família estão de volta, após ficar rico e falir duas vezes, agora ele terá a oportunidade de levar o Brasil inteiro para o buraco com ele. Ao ser atropelado pelo filho do homem mais rico do país, Tino entra em coma e meses depois, quando acorda, descobre que o garoto que o atropelou, Tom (Bruno Gissoni), irá casar com a sua filha, Tete (Júlia Dalávia). O pai de Tom, Rique (Leonardo Franco), sabendo das dificuldades financeiras de Tino e sua família, oferece um cargo de confiança a ele em sua empresa, a oportunidade que faltava para Tino superar as duas últimas vezes em que conseguiu estragar tudo.

DIREÇÃO

Marcelo Antunez e Roberto Santucci

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Paulo Cursino e Leo Luz
Título Original: Até que a sorte nos separe 3: a falência final
Gênero: Comédia
Duração: 1h 46min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 12 anos
Lançamento: 24 de dezembro de 2015 (Brasil)

TRAILER

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