BENNY & JOON – CORAÇÕES EM CONFLITO (Crítica)

Benny e John  Coracoes em Conflito

4estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: Benny & Joon
Ano do lançamento: 1993
Produção: EUA
Gênero: Comédia , Romance
Direção: Jeremiah S. Chechik
Roteiro: Barry Berman
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: Benjamin “Benny” Pearl (Aidan Quinn) é um mecânico que cuida da sua irmã, Juniper “Joon” Pearl (Mary Stuart Masterson), uma jovem com problemas mentais. Joon vai à loucura quando, por ter perdido em um jogo, se vê obrigada a tomar conta de um excêntrico jovem, Sam (Johnny Depp), que parece ser a reencarnação de Buster Keaton. Mas Sam, com seu jeito peculiar, irá transformar muito a vida deles.

Por Davi Gonçalves

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Há quem diga que, após a saga Piratas do Caribe, Johnny Depp carrega os trejeitos de seu icônico Jack Sparrow em todos as produções em que atua. Tudo bem, não deixa de ser um pouco verdade – mas também é certo que Depp nunca foi um ator excepcional e desde muito cedo tinha “uma cara só”, apesar de ser um camaleão em cena com o poder de se transformar naquilo que bem quiser. Esse fato curioso me vem à mente toda vez em que assisto a algum filme do artista em início de carreira – como o elogiado Benny & Joon – Corações em Conflito.

Não que aqui Depp faça um número expressivo de “caras e bocas”, mas é possível notar desde sempre as mesmas expressões e gestos (que mais tarde se tornariam marcas clássicas de sua personagem), ainda que de forma atenuada. Isso não diminui em nada o carisma de Johnny diante das câmeras, mas joga por terra a tese de que o ator se transformou neste pandemônio ambulante ao longo dos anos (apenas desenvolveu esta “arte”). Nem mesmo quero argumentar que Depp não tenha sido competente ao interpretar Sam, um jovem esquizofrênico que passa seu tempo imitando os comediantes Charles Chaplin e Buster Keaton – mas não há nada desconcertante em sua performance que sugira que Depp tenha se corrompido com o passar do tempo.

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A trama de Benny & Joon segue os dois irmãos do título: Benny (Aidan Quinn) é um mecânico que, como irmão mais velho, tem a responsabilidade de cuidar de Joon (Mary Stuart Masterson), portadora de uma deficiência mental. Após perder uma aposta, Sam é obrigado a receber em sua casa o excêntrico Sam. Joon e o hóspede acabam se apaixonando e, por medo de perder a família, Benny passa a sentir ciúmes da irmã – lutando para aceitar a difícil realidade de que ela é uma pessoa como qualquer outra e, como tal, quer viver a sua própria vida. O roteiro, apesar de simplista, traz personagens cativantes, construindo uma atmosfera especial para tratar das relações interpessoais entre seres ditos como “diferentes”. Benny & Joon é um filme que narra o amor entre pessoas não “convencionais”, mas nem por isso inferiores – e é neste aspecto que se desenvolve o grande drama da fita: como aceitar isso? Como entender que as pessoas, por mais dependentes que sejam de outras, tem seu livre arbítrio e desejam viver suas vidas no pleno exercício de uma liberdade que não pode ser comprada?

Com boas atuações e uma banda musical exemplar (assinada por Rachel Portman, que foi a primeira mulher a ganhar o Oscar de melhor trilha sonora por Emma, de 1996), Benny & Joon é um daqueles filmes que são feitos com a intenção de serem “fofos”: o tipo de produção que não é grandiosa, aposta na abordagem delicada e sensível de uma história aparentemente simples e que, através disso, se torna grande aos olhos da crítica e, principalmente, do público – cujo coração fica apertado. Apesar de não ser totalmente regular em sua condução, Benny & Joon é um resgate da inocência – em uma época onde predominavam tiros e pancadaria no cinema. Benny & Joon começa até meio sem graça e chatinho, mas cresce de forma tão acolhedora que, sem sombra de dúvidas, pode ser considerado um dos pontos mais fortes do cinema da década de 90.

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PRÊMIOS

GLOBO DE OURO
Indicação: Melhor Ator em Comedia ou Musical – Johnny Depp

MTV MOVIE AWARDS
Indicações: Melhor Dupla – Johnny Depp e Mary Stuart Masterson, Melhor Performance Comica – Johnny Depp e Melhor Canção

TRAILER

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1 Comentário

  1. marcos

    nunca tinha ouvido falar desse filme! Deep é um cara talentoso que maneirismos a parte se deu mais do que bem na carreira de ator!é só ver que ele começou sua carreira no filme A hora do pesadelo!