BRIGHT (Crítica)

Kadu Silva

Mistura fora de tom

A Netflix está correndo na produção de seu material próprio, já que as novas empresas de streaming começam a se destacar no mercado, isso porque a Disney ainda nem lançou o seu serviço próprio que deve estar no ar em 2019, e que certamente deixará a concorrência ainda maior. O grande beneficiado disso tudo é o espectador, mas a Netflix quando o quesito é filme, não tem acertado muito a mão, Bright, infelizmente é mais uma produção que peca em suas ambições.

O filme que mistura uma história policial com um universo fantástico, apresenta um policial humano (Will Smith), especialista em crimes mágicos, que é forçado a formar dupla com um policial Orc (Joel Edgerton), para evitar que uma poderosa arma mágica caia nas mãos erradas.

O roteiro de Max Landis (American Ultra: Armados e Alucinados), além de simplório demais, apresenta diversos problemas, além de ser extremamente autoexplicativo, ele ainda mostra diversos núcleos e arcos de forma superficial, mas o pior equivoco é que o filme não consegue mesclar o realismo urbano com o universo fantástico, tornando a história artificial, dificultando assim a empatia do público com que está sendo mostrado.

BRIGHT (Crítica)

Onde o filme funciona é na construção das cenas de ação, o diretor David Ayer (Marcados para Morrer), consegue criar um ambiente de perigo de forma muito convincente, tanto é que o terceiro ato, onde o clímax é exibido, se encontra o melhor momento do longa.

Apesar dos equívocos é interessante notar a intenção do filme em discutir o preconceito, a ambição desmedida, desigualdade social e a lealdade que aflora diante da dificuldade, uma pena que tudo isso acontece sem o necessário aprofundamento e isso se estende para a composição dos personagens que acabam sendo rasos diante da trama.

Vale mencionar entre os pontos positivos: a trilha sonora empolgante, e a direção de arte brilhante, o acabamento excelente dos efeitos visuais e a química enorme entre Will Smith (Esquadrão Suicida) e Joel Edgerton (Loving).

Diante disso, podemos concluir que Bright é apenas regular, pois peca principalmente em tentar misturar o fantástico com o realista, o que é o alicerce da trama.

Pôster de divulgação: BRIGHT

Pôster de divulgação: BRIGHT

SINOPSE

Em um mundo futurista, seres humanos convivem em harmônia com seres fantásticos, como fadas e ogros. Mesmo nesse cenário infrações da lei acontecem e um policial humano (Will Smith) especializado em crimes mágicos é obrigado a trabalhar junto com um orc (Joel Edgerton) para evitar que uma poderosa arma caia nas mãos erradas.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”David Ayer” espaco=”br”]David Ayer[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Max Landis
Título Original: Bright
Gênero: Fantasia, Policial, suspense
Duração: 1h 58min
Classificação etária: 16 Anos
Lançamento: 22 de dezembro de 2018 (Brasil) Netflix

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