CAÇADORES DE OBRAS-PRIMAS (Crítica)

CACADORES DE OBRAS PRIMAS

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Por Emílio Faustino

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Com um elenco de peso encabeçado por George Clooney (que também dirige o filme), Matt Damon e Cate Blanchett, o filme “Caçadores de Obras-Primas” traz ao cinema aquele tipo de história que se não tivesse os dizeres: “Baseado em fatos reais”, dificilmente daria para acreditar que aquilo de fato ocorreu.

Afinal, em meio a uma guerra onde milhares de pessoas estão sendo mortas e outras milhares precisam ser salvas, quem iria dedicar tempo e esforço para salvar obras de artes?

O filme narra um dos grandes casos de caça ao tesouro do mundo, onde um grupo improvável composto por especialistas, curadores, galeristas e artistas assumem a função de resgatar grandes obras de arte que foram roubadas pelos nazistas.

É uma corrida contra o tempo para evitar a destruição de mais de mil anos de cultura, arriscando vidas para proteger alguns dos maiores feitos da humanidade. Caçadores de Obras-Primas consegue de forma inteligente e com bom humor questionar o real valor da arte e coloca-la em pé de igualdade com a vida humana.

Em tese é a mesma receita do filme “O Resgate do soldado Ryan”, só que ao invés de serem soldados que saem em busca de resgatar outro soldado, são artistas e pessoas ligadas à arte que sem nenhum preparo se dispõem a encarar uma guerra afim de salvar aquilo que para eles é tão sagrado quanto a vida humana: a arte.

Porém, diferentemente do filme de Spielberg, “Caçadores de Obras-Primas”, não goza de cenas de batalhas superproduzidas ou de atuações brilhantes como a de Tom Hanks. Embora o elenco seja de peso as atuações são do tipo “Ok”, exceto é claro por Cate Blanchett, que mesmo tendo uma participação pequena consegue roubar a cena com sua personagem forte e ao mesmo tempo doce.

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A forma como o filme é conduzido não é das melhores, tudo bem se fazer um filme “leve” sobre a 2 Guerra Mundial. Filmes como “A Vida é Bela” já provaram que isso pode dar certo e funciona muito bem obrigado, mas no caso desse filme, a comédia esta tão presente, que fica difícil levar a história a sério.

Os “caçadores” que eram em sua maioria pessoas estudadas e ligadas a arte (e exatamente por isso que foram escolhidos para a missão), mais pareciam escoteiros perdidos em uma aventura sem se dar conta do real perigo que estavam correndo.

De qualquer forma, as piadas do filme funcionam, é um humor inteligente que deve agradar ao telespectador que possui um mínimo de conhecimento sobre historia. Aliás, este é um bom filme para ser passado em escolas do ensino médio, tanto pelos professores de arte, quanto os de história.

É a oportunidade ideal para se ter mais contato com obras de Renoir, Leonardo da Vinci, Ghent, Picasso e Michelangelo. Além é claro, de saber mais sobre o passado frustrado de Hitler como pintor de quadros. (O que certamente explica o seu recalque e desejo de destruir as obras dos grandes nomes da arte mundial).

Embora o filme tenha sido conduzido muito no “oba-oba” e as soluções dos problemas apresentados na trama tenham sido encontradas mais por sorte do que por mérito, o filme consegue cumprir o seu papel que é o de nos fazer repensar sobre o valor da arte e o seu papel na sociedade.

Aos mais curiosos que se interessaram pela história, a boa notícia é que junto ao filme também esta sendo lançado aqui no Brasil pela editora Rocco o livro “Caçadores de Obras-Primas” de Robert M. Edsel. As histórias relatadas no livro baseiam-se em extensa pesquisa em diários de campo, agendas, relatos de guerra e, especialmente, nas cartas escritas pelos soldados às famílias.

O livro concentra-se na atuação de oito “caçadores”, mas, a partir de suas histórias, o autor traça um amplo panorama do trabalho desempenhado silenciosamente por esses homens e mulheres – ao todo, eles somavam 350 soldados de 13 diferentes países.

O filme Caçadores de Obras-Primas estreia nos cinemas nesta sexta feira e é o típico filme pipocão que deve agradar toda a família.

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SINOPSE

Durante o declínio de Hitler na Alemanha, um grupo de 13 especialistas vindos de países diferentes é reunido para reencontrar obras de arte roubadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. George Stout (George Clooney), um oficial americano e conservador de obras de arte, lidera a equipe.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: George Clooney, Grant Heslov e Robert M. Edsel
Título Original: The Monuments Men
Gênero: Ação, Drama
Duração: 1h 59min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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