CARRIE – A ESTRANHA (Crítica)

CARRIE A ESTRANHA

4emeio

Por Emilio Faustino

Carrie a “não tão” estranha

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Ela voltou! A menina de ouro criada pelo gênio do suspense Stephing King esta de volta ao cinema em uma versão com muito mais sangue e efeitos especiais.

Para quem não conhece a história, existe um porque da bela de cabelos longos e dourados ter ganhado a fama de “A estranha”. Tímida, sem vida social e totalmente desapegada da moda e de garotos, Carrie vive uma vida limitada tendo como único objetivo não irritar a mãe, uma fanática religiosa.

Um verdadeiro prato cheio para os babacas da escola zombarem dela. É minha gente, embora a nova versão se passe nos dias de hoje, quando a história foi escrita em 1974, Carrie já era pioneira na arte de sofrer bulling, em uma época em que o termo ainda nem existia.

A coisa piora para o lado da nossa protagonista no dia em que ela fica menstruada pela primeira vez. Ingênua, se desespera e acha que vai morrer ao ver o sangue escorrer por entre suas pernas no chuveiro do vestiário feminino, onde as outras garotas a ridicularizam sem dó. (Na nova versão a ridicularizarão fica potencializada graças ao advento ao vídeo postado no youtube que a expõem para toda a escola.)

Ainda sobre a reação dela a menstruação, é preciso ser dito que a cena não faz muito sentido, afinal, como uma garota que vive na era do Google consegue chegar a puberdade sem saber o que é uma menstruação? Nesse sentido acredito que a refilmagem seria muito mais feliz se tivesse optado por se passar em algumas décadas atrás. Seria mais coerente, haja vista que a personagem usa o Google em outro momento para pesquisar sobre Telecinese e desenvolver seus poderes.

É interessante observar que com o desabrochar de sua feminilidade vem também o fortalecimento de seu poder de telecinese, poder esse que é super valorizado nesta versão, uma vez que os efeitos de hoje possibilitam a execução de cenas antes inimagináveis.

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A história é a mesma, porém existem algumas diferenças a serem pontuadas entre a primeira versão dirigida por Brian De Palma em 1976, para a atual dirigida por Kimberly Peirce (Meninos não Choram).

Na primeira versão, enquanto as garotas desfilam seus cabelos pomposos e cheios de cachos, Carrie destoa das demais por ser a única a usar um cabelo liso e escorrido.

Na nova versão, com o advento da chapinha, a diretora não conseguiu criar artifícios visuais para diferenciar Carrie das demais garotas. O que de certa forma a torna menos estranha que na versão anterior.

A atriz escolhida para o papel também não colabora, Chloe Grace Moretz (A invenção de Hugo Cabret / Kick-Ass) esta bem longe do estereótipo de estanha. No comparativo com a atriz da primeira versão ela perde por não possuir um olhar tão expressivo que tanto falava sem dizer nada.

Mas que fique claro que embora a primeira versão seja infinitamente melhor no que diz respeito à condução de cenas e criação de clímax, a nova versão não é ruim, na verdade ela aprimora aquilo que a anterior não pode abusar: os efeitos especiais.

Carrie a Estranha, não chega ser o tipo de filme que deixa as pessoas com medo ou as fazem roer as unhas, isso porque existe uma inversão interessante nessa história: ao invés do público torcer para que a pessoa X sobreviva ao ser sobrenatural, aqui a torcida é diferente.

Após sofrer uma série de provocações dos colegas que a expõem ao ridículo por mais de uma vez, o público torce para que o “monstro” (no caso a Carrie em seu dia de fúria) pegue as pessoas. Afinal, a vingança nunca esteve tão em voga.

O filme não é tudo aquilo que se esperava, isso porque “Carrie – A Estranha”, deixou de ser um terror psicológico e passou a ser um terror visual. De qualquer forma ainda vale a pena conferir o filme que estreia hoje nos cinemas.

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SINOPSE

Carrie retrata um grande desastre ocorrido na cidade americana de Chamberlain, Maine, destruída pela jovem Carietta White. Nos anos anteriores à tragédia, a adolescente foi oprimida pela sua mãe, Margaret, uma fanática religiosa. Além dos maus tratos em casa, Carrie também sofria com o abuso dos colegas de escola, que nunca compreenderam sua aparência, nem seu comportamento. Um dia, quando a jovem menstrua pela primeira, ela se desespera e acredita esta morrendo, por nunca ter conversado sobre o tema em casa. Mais uma vez, ela é ridicularizada pelas garotas do colégio. Aos poucos, ela descobre que possui estranhos poderes telecinéticos, que se manifestam durante sua festa de formatura, quando os jovens mais populares da escola humilham Carrie diante de todos.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Kimberly Peirce” espaco=”br”]Kimberly Peirce[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Roberto Aguirre-Sacasa e Stephen King
Título Original: Carrie
Gênero: Drama, Terror
Duração: 1h 40min
Ano de lançamento: 2013
Classificação etária: 16 anos

TRAILER

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