CONDENAÇÃO BRUTAL (Crítica)

CONDENACAO BRUTAL

3estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: Lock Up
Ano do lançamento: 1989
Produção: EUA
Gênero: Ação, Thriller
Direção: John Flynn
Roteiro: Richard Smith, Jeb Stuart e Henry Rosenbaum
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: Faltam apenas seis meses para Frank Leone (Sylvester Stallone), um prisioneiro modelo, terminar de cumprir sua pena por um crime menor, em uma prisão de segurança mínima. Até que, repentinamente, ele é transferido para uma prisão de segurança máxima que é administrada pelo diretor Drumgoole (Donald Sutherland), que nutre um imenso ódio por Leone e vai fazer de tudo para que ele nunca mais seja solto, pois transformará o que resta da sua pena em um inferno. Drumgoole espera que fazendo isto Leone irá se descontrolar, justificando uma ação violenta dos guardas ou mesmo dos detentos, que provocam Leone para conseguir algum favor de Drumgoole.

Por Jason

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Em Condenação Brutal, Stallone é Frank Leone, um prisioneiro em condicional que após um fim de semana em liberdade, é transferido de presídio sem nenhuma informação. Faltavam apenas seis meses para completar a sentença, quando a transferência acontece para Gateway, onde, desde o começo, ele é maltratado pelos guardas. Pouco depois, ele descobre que foi o único prisioneiro a fugir de um presídio anterior, controlado por Drumgoole (Donald Sutherland). Por causa disso, o diretor foi castigado com uma transferência para Gateway, que seria o mesmo que ele ser rebaixado de cargo, tirando seus privilégios.

A partir daí, o diretor começa a puni-lo de todas as formas possíveis e imagináveis para saciar seu gosto por vingança e fazer com que Leone cometa erros, para que sua sentença seja esticada pelo resto de sua vida. Na prisão, ele conhece Dallas (Tom Sizemore) e o passado de Leone como mecânico o ajuda na amizade com um grupo de prisioneiros, que inclui o grandalhão Eclipse e o jovem First Base – que acaba fazendo com que Leone vá parar na solitária involuntariamente. Alguns guardas que discordam do tratamento do diretor auxiliam Leone, principalmente contra o prisioneiro de perpétua Chink (Sonny Landham, de O predador) que é comandado pelo diretor.

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O filme é a cara da breguice e dos exageros dos anos 80: já começa com uma música de piano ao fundo para ilustrar o casal feliz e sorridente. Depois, explora o corpo sarado de Stallone de todas as formas possíveis, seja com closes em seus músculos trabalhando, seja na sua figura musculosa e suada de regata ou sem blusa – testosterona naquela época devia vender filme para o público. Um simples jogo de futebol americano na prisão vira uma espécie de sequência épica, com direito a trilha grandiloquente. Como não poderia deixar de ser, o final traz uma música romântica típica dos anos 80 nos créditos. Esqueça atuações, todos são canastrissimos, incluindo o vilão Donald Sutherland, cuja profundidade da personalidade é rasa como um pires – como bônus, o filme foi indicado ao Framboesa de Ouro de pior ator (Stallone), pior ator coadjuvante (Sutherland) e pior filme.

Ao menos o filme diverte e entretém, seja pela boa química do elenco, seja pelas sequências de tortura de Stallone e por coisas absurdas como a traição e redenção de Dallas em poucos minutos ou o final na cadeira elétrica que faz com que o diretor confesse seus atos. Faz o espectador torcer para que Leone arranje uma saída daquela situação e o diretor pague por isso, ou seja, o filme entrega aquilo que se quer e ainda traz pelo menos uma sequência marcante, a do prisioneiro que nunca aprendeu a dirigir correndo com um Mustang vermelho dentro do presídio. Tem coisas piores por aí ainda hoje. Mais sessão da tarde, impossível.

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TRAILER

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