CORRIDA SILENCIOSA (Crítica)

CORRIDA SILENCIOSA

3estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: Silent Running
Ano do lançamento: 1972
Produção: EUA
Gênero: Ficção Cientifica
Direção: Douglas Trumbull
Roteiro: Steven Bochco e Deric Washburn

Sinopse: Década de 80. Em Lawrence, uma pequena cidade próxima a Kansas City, Russell Oakes (Jason Robards) está ocupado com seus afazeres como chefe de cirurgia do hospital local e a família Dahlberg cuida dos preparativos para o casamento da filha mais velha. Paralelamente o exército russo invade Berlim Oriental, o que cria uma crise entre a União Soviética e os Estados Unidos. Logo ambos os lados enviam seus mísseis nucleares, na intenção de vencer a guerra. Nos Estados Unidos um dos alvos é Kansas City, onde estão armazenados dezenas de mísseis nucleares.

Por Jason

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A abertura de Corrida Silenciosa dá uma ideia da personalidade e do caráter de Lowell (Bruce Dern). Cuidadoso com os vegetais, ele quase agride os amigos que brincam de kart destruindo o jardim. O personagem passou oito anos cuidando do projeto de recriação de florestas, porque o planeta Terra foi completamente devastado no futuro que conhecemos do filme.

Ao receber ordens para destruir o projeto, porque a Terra conseguiu um meio artificial de viver sem o verde das florestas e sem os animais que nela habitavam, Lowell entra em colapso psicológico. A partir daí, ele se vê obrigado a defender a floresta que construiu durante todo o tempo custe o que custar, mesmo que para isso precise matar seus companheiros de viagem que querem destruir as redomas carregadas de vegetais, já que estas são as únicas memórias de um planeta que não existe mais.

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Conduzindo a nave para Saturno, Lowell começa a sabotá-la. Despacha os outros companheiros, usa os robôs assistentes (percursores de R2 D2 da saga Star Wars) para uma cirurgia numa perna e para enterrar sua primeira vítima. Começa a conviver e a se comunicar com os robôs e, quando a floresta começa a morrer por falta de sol, uma equipe que acredita que ele esteja perdido no espaço é enviada para o seu resgate. Lowell solta a carga, para que ela vague no espaço e seja cuidada pelos robôs e o espectador presencia o final que mistura poesia e pessimismo.

Chama atenção no filme todo o esmero visual e os belos efeitos especiais. As naves possuem redomas gigantes, verdadeiras cúpulas de estufas que carregam pequenas florestas e ecossistemas, que são o que restou da Terra decadente. Já Bruce Dern segura o filme passando toda a piração de Lowell e despertando tanto amor quanto ódio na mesma medida. Descarte a trilha sonora, que inclui uma terrível música tema que toca no filme por três vezes e a lentidão com que o filme se arrasta miseravelmente e não desenvolve os outros personagens companheiros de Lowell na empreitada – são todos descartáveis e unidimensionais.

Contudo, Corrida Silenciosa é um alarme para a sociedade, uma mensagem ecológica violenta que ecoa desde a década de 70 em que foi realizado. Curiosamente, o tema ainda se mantém atual e faz sucesso – Avatar que o diga – mas pelo jeito, de lá pra cá, quase ninguém aprendeu a lição.

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TRAILER

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