DARK – 1ª TEMPORADA | (CRÍTICA)

Kadu Silva

Viagem no tempo “pé no chão”!

Uma das coisas mais interessantes do serviço de streaming é a possibilidade de conhecer obras de países que não são polos industriais do áudio visual, tornando democrático a distribuição mundo a fora. Um exemplo disso, é o sucesso estrondoso que a série nacional 3% fez nos Estados Unidos, se tornando a série em língua não inglesa mais assistido na Netflix por lá.

Dark a série alemã é o novo sucesso mundial da Netflix, tudo porque “brinca” com a viagem no tempo, usando um olhar mais verossímil na abordagem do tema.

A série acompanha a vida de quatro famílias que vivem numa pequena cidade alemã, que em determinando momento vêem suas vidas virarem de cabeça para baixo quando crianças desaparecem misteriosamente, fato esse, que ocasiona a revelação de segredos obscuros dos membros dessas famílias.

O roteiro bem escrito consegue desenvolver os personagens e a narrativa ao mesmo tempo, tornando a experiência de acompanhar a história envolvente, o espectador logo de início se conecta com os dramas, as histórias e os personagens, assim a narrativa flui facilmente.

DARK - 1ª TEMPORADA | (CRÍTICA)

Com uma ambientação primorosa, a direção do filme chama atenção pelo uso de técnicas complexas de forma muito bem executadas, um exemplo são os exuberantes planos-sequencias que surgem durante os capítulos. Outro belo acerto é na iluminação e fotografia que ressaltam o tom sombrio de suspense que acompanha a história durante todo seu desenrolar.

Merece destaque também o uso das cores para imprimir signos e simbologias durante a narrativa, uma escolha que deu a série uma identidade única e marcante.

O elenco todo formado por atores alemães é brilhante, das crianças aos veteranos, todos entregam atuação acima da média, o que torna a empatia com a série ainda mais fácil. Surpreendente também foi na escolha de atores, todos são parecidos vivendo o mesmo personagem em épocas diferentes, para quem ainda não assistiu a série se passa no passado, no presente e no futuro. Dentre os atores, destaque para Louis Hofmann (Terra de Minas) que vive o Jonas.

Negativamente, (mas por um gosto pessoal), apontaria a trilha sonora, que é em determinados momentos invasiva na construção do suspense, faltou sutileza e o uso do silencio para esse fim.

Apesar de toda a sofisticada trama de ficção cientifica, o interessante da série é conseguir através do tema discutir a complexidade da vida, mostrando que nossos atos são decisivos para o que iremos viver nos anos que se seguem.

Dark é uma série simples, mas não é simplória, seu grande acerto é conseguir usar um tema batido e mostrar uma visão mais realista a ele.

P.S.: A Netflix já anunciou a 2ª temporada da série.

Pôster de divulgação: DARK - 1ª TEMPORADA

Pôster de divulgação: DARK – 1ª TEMPORADA

FICHA TÉCNICA

Título Original: Dark
Ano: 2017
País: Alemanha
Criação: Baran bo Odar, Jantje Friese
Direção: Baran bo Odar
Elenco: Louis Hofmann, Oliver Masucci, Stephan Kampwirth, Jördis Triebel, Karoline Eichhorn entre outros.
Duração: 10 episódios de 52 a 55 minutos cada

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