De Repente Uma Família (Crítica)

Kadu Silva

Divertido ainda que desequilibrado em alguns momentos

O diretor e roteirista Sean Anders (Pai Em Dose Dupla), ao buscar inspiração para seu novo projeto notou que em sua casa tinha uma história muito interessante e que poderia divertir, informar e inspirar várias pessoas. Sean é casado e pai de três filhos adotivos, essa mudança radical em sua vida trouxe angustias e felicidades que somente quem vive ou viveu algo semelhante é capaz de saber. De Repente uma família é baseado nessa experiência única Sean e sua família.

O jovem casal Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) decide adotar um filho, e após cursos e terapia vão até uma feira destinada a proporcionar o encontro com a criança que pode se tornar esse rebento. A ideia inicial era escolher uma criança, mas o casal se encanta pela pré-adolescente Lizzie (Isabela Moner), uma garota de temperamento difícil e irmã de duas crianças menores. Mesmo fora do planejado o casal resolve adotar os três, mas a chegada deles transforma a vida do casal completamente.

De Repente Uma Família (Crítica)

O roteiro é muito didático ao retratar todo o processo de adoção e as complicações que podem surgir no caminho, um problema na obra de Sean é que ele não consegue encontrar um equilíbrio no tom do humor e o drama, tudo é um pouco acentuado, tornando a produção ora um melodramático ora um show patético de humor sem necessidade em determinados momentos, ainda assim, o arco principal é muito bem construído e cheio de nuances que envolve o espectador com os acontecimentos que norteiam a narrativa.

Outro aspecto muito interessante do roteiro é não criar uma história antiquada ao retratar a trama. Sean coloca um casal evangélico super fervoroso ao lado de um casal gay dividindo as experiências de criar um filho adotivo, sem criar peso sobre um ou outro lado, tornando natural a diversidade de família que existe nos EUA e no mundo todo.

Outro grande acerto é no elenco que consegue acompanhar essas mudanças de tom dramático e de humor que o filme surfa ao longo da narrativa. A composição de cada um dos membros da família é muito bem desenhada por Sean, o que torna todos muito carismáticos e empáticos rapidamente ao espectador, todas as situações que eles vivem são conduzidas de forma muito sincera e leve pelo diretor, o que ajuda nessa identificação rápida.

De Repente uma Família além de divertido e emocionante tem um papel importante na quebra de tabu das adoções.

Pôster de divulgação: De Repente Uma Família

Pôster de divulgação: De Repente Uma Família

SINOPSE

O jovem casal Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) decide adotar uma criança, e busca uma feira destinada a proporcionar encontros entre adultos e jovens sem lar. O casal se apaixona pela pré-adolescente Lizzie (Isabela Moner), uma garota de temperamento forte, e decide adotá-la. Mas Lizzie tem dois irmãos menores, que se mudam com ela. Logo, Pete e Ellie se veem com três crianças barulhentas e indisciplinadas, que mudam as suas vidas por completo.

DIREÇÃO

Sean Anders Sean Anders

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Sean Anders
Título Original: Instant Family
Gênero: Comedia, Drama
Duração: 1h 57min
Classificação etária: 10 anos
Lançamento: 29 de novembro de 2018 (Brasil)

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