Deadpool 2 (Crítica)

Emílio Faustino

Filme levanta a bandeira da neutralidade de gênero e dá protagonismo para heróis negros e plus size

Empoderamento e representatividade foram temas das piadas do herói mais irreverente do cinema.

Os fãs dos quadrinhos mal se recuperaram do impacto de “Vingadores – Guerra Infinita” e já terão pela frente a continuação da história de um dos heróis mais queridos e controversos do universo Marvel. Deadpool retorna aos cinemas nesta quinta, dia 17 de maio com um novo repertório de piadas ácidas devidamente antenadas com o contexto de empoderamento que vivemos nos dias de hoje.

A trama que dessa vez se desenvolve em um roteiro mais elaborado apresenta: um casal lésbico interracial, um indiano, uma heroína negra que se destaca frente aos demais e um super herói plus size que, inclusive, em uma de suas falas salienta a falta de representatividade de heróis fora dos padrões.

Piadas sobre apropriação cultural e racismo também deram o tom no filme que conseguiu a proeza de tocar em temas sensíveis de forma muito inteligente e engraçada.

E quem diria que seria no filme do super herói mais zoeira da Marvel que questões tão sérias e pertinentes como estas seriam abordadas, não é mesmo? Talvez o que o mundo estivesse precisando era da leveza de uma figura como Deadpool que consegue penetrar em vários temas usando do humor escrachado como uma ferramenta de crítica e reflexão.
Se existe uma certeza para quem irá assistir ao filme é que a risada esta garantida. O que determina o quão engraçado o filme se torna é a quantidade de referências que cada telespectador conseguirá absorver.

Deadpool 2 (Crítica)

A chuva de referências variam desde o universo pop como: Harry Potter, Star Wars, o universo Marvel ,e claro, também não poderia faltar aquela cutucada na concorrente DC. Como também passam por piadas políticas envolvendo o ex presidentes dos EUA George W. Bush e até mesmo o próprio ator (Ryan Reynolds) não se poupa e zoa a si mesmo no filme.
Existem algumas surpresas para quem é fã de quadrinhos e participações mais que especiais que contribuíram para levar o filme a outro patamar.

Outro ponto interessante da história é que a trama consegue humanizar o vilão e mostrar que vilão e herói é uma questão de ponto de vista e que não são as atitudes isoladas que determinam o lado que estamos. Alias, a questão do que é certo e errado é explorada com maestria nesta trama que respeita a integridade da personalidade deste herói que tem como essência uma alma anarquista que despreza regras, normas e padrões.

Deadpool 2 conseguiu o feito de elevar o nível de sua produção sem perder a sua essência e irreverência.

Pensa que acabou? A piada final de Deadpool pode vir em fevereiro do ano que vem durante o Oscar 2018. O filme tem grandes probabilidades de ser um dos indicados na categoria de melhor canção graças a música “Ashes” interpretada pela vencedora de dois Oscar, a inigualável Celine Dion.

Prepare-se pois o mundo ainda poderá ver uma performance de dança contemporânea de Deadpool em pleno Oscar. Uma grande loucura? Sim! Mas totalmente possível. Para quem não quiser esperar até o ano que vem, a performance pode ser conferida no filme e é um dos momentos mais cômicos de Deadpool 2.

Divertido sem ser ofensivo, inteligente sem ser entediante, talvez as palavras que melhor definam a continuação desta franquia sejam: atual e equilibrado.

Pôster de divulgação: Deadpool 2

Pôster de divulgação: Deadpool 2

SINOPSE

Deadpool (Ryan Reynolds) está de volta maior, melhor e mais engraçado do que nunca. Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) chega em uma missão assassina, o mercenário precisa aprender o que é ser herói de verdade, recrutando pessoas poderosas, ou não, para ajudá-lo.

DIREÇÃO

David Leitch David Leitch

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Ryan Reynolds, Paul Wernick, Rhett Reese
Título: Deadpool 2
Gênero: Ação, Comédia , Aventura
Duração: 2h 00min
Classificação etária: 16 anos
Lançamento: 17 de maio de 2018 (Brasil)

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