DEADPOOL (Crítica)

DEADPOOL

4estrelas

Por Kadu Silva

Pura zoeira e diversão

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Deadpool tinha tudo para ser só mais um filme de super-heróis, dos muitos que chega aos cinemas todos os anos, mas o estreante diretor Tim Miller e os produtores do longa, que incluir Ryan Reynolds, resolveram extrapolar o óbvio e se divertir com a produção. Ainda que outros filmes do gênero já tenham usado o deboche ao extremo, e a violência fortíssima, Deadpool, busca em detalhes uma forma de tirar humor em tudo, inclusive da Fox, que financia mais um filme de super-herói com Reynolds e assim por diante. Nessa grande brincadeira usa-se a metalinguagem, a quebra da quarta parede (quando se fala diretamente para o espectador) e diversos outros recursos, sempre para colocar humor e leveza ao arco dramático.

A trama originalmente criada nos HQs por Fabian Nicieza e Rob Liefeld é sobre um ex-militar e mercenário Wade Wilson (Ryan Reynolds) que descobre que está com câncer terminal, porém acaba sendo procurado por uma organização clandestina que faz experiências cientificas, onde prometem além de curar o câncer dar super poderes a ele. Wade aceita participar do experimento, mas durante o processo de transformação se senti abusado pelo cientista Ajax (Ed Skrein) e resolve se vingar.

O roteiro de Rhett Reese (Zumbilândia) e Paul Wernick (G.I. Joe: Retaliação) ainda que apresente ótimas sacadas ao tirar “sarro” deles mesmo, perdeu a chance de ser mais ousado e criativo. Tudo bem que já no começo o filme, na abertura, eles deixam claro que se trata de mais uma produção de super-herói, com mais uma garota gostosa, mais um vilão de sotaque britânico, mais um personagem inteiramente gerado em CGI, e assim por diante, mas isso acaba sendo pouco diante do rico personagem que eles tinham em mãos. No entanto é inegável que no quesito piadas interessantes o filme acerta e consegue elevar o nível da produção como um todo.

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Muitos ficaram com o pé atrás com a escalação de Ryan Reynolds (Enterrado Vivo), depois de duas experiências más sucedidas em filmes de super-heróis (X-Men Origens: Wolverine e Lanterna Verde), mas nesse longa ele está ótimo, com o timing perfeito no humor ácido e sabendo nos raros momentos usar o seu lado dramático e principalmente despido (literalmente) de qualquer vaidade.

Tecnicamente o longa acerta em cheio, efeitos visuais convincentes, trilha sonora que ajuda na narrativa seja para criar o clima de ação ou para fazer piadas, a maquiagem também está excelente, enfim, o filme consegue ser uma ótima produção para quem curte o estilo.

E o diretor Tim Miller consegue segurar o espectador diante da trama do começo ao fim. Ele também se destaca em criar as cenas de ação e de luta, que são ótimas, ainda que no total do filme se mostra abaixo do esperado, mas por ser o filme que apresenta o anti-herói ao grande público, é aceitável.

Deadpool é irreverente, politicamente incorreto, cheio de palavrões, com cenas de nudez e sexo, mas consegue ser bem humorado e apontar seus próprios defeitos (se é que tenha) enquanto filme adaptado de quadrinhos.

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SINOPSE

Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Tom McCarthy e Josh Singer
Título Original: Deadpool
Gênero: Ação, Aventura, Comédia
Duração: 1h 49min
Ano de lançamento: 2016
Classificação etária: 16 Anos
Lançamento: 11 de fevereiro de 2016 (Brasil)

TRAILER

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