DEIXA ROLAR (Crítica)

DEIXA ROLAR

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Por Davi Gonçalves

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Ele é um roteirista que precisa entregar urgentemente o texto para uma comédia romântica (estrelada pelos astros Ashley Tisdale e Matthew Morrison, que fazem uma ponta na fita), porem está passando por um bloqueio de criatividade. Jovem, bonito e bem sucedido, ele troca de mulheres com a mesma facilidade com que muda de roupa e evita a todo custo se envolver. Então, algo acontece: ele se apaixona quase à primeira vista por uma moça, já comprometida. Como o sentimento aparentemente é recíproco, os dois decidem continuar o contato apenas como amigos – e, obviamente, isso não é tão simples como o casal pensava.

Algumas fórmulas do cinema são batidas – aí temos os clichês. E alguns dizem sobre clichês: “ruim com eles, pior sem eles”. A verdade é que Deixa Rolar, comédia romântica do estreante Justin Reardon, é um poço interminável dos mais conhecidos e utilizados recursos deste gênero. Não que o filme seja totalmente ruim – e seria injustiça de minha parte dizer isto. Deixa Rolar entrega justamente aquilo que se propõe: uma comédia leve, sem muita pretensão, que não demonstra muita disposição para ir alem do status quo e, dessa forma, é apenas uma opção morna dentro de um período sem muita empolgação no circuito cinematográfico.

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Deixemos claro: Deixa Rolar talvez tenha até um mérito, que é a sua honestidade. O filme não tem a menor intensão de ser inovador; ele descaradamente é uma colcha de retalhos de várias outras produções do gênero, recorrendo até mesmo a recursos visuais para tornar a película mais “fofa” e atrativa (como efeitos especiais banais ou uma sequência rodada em animação). Este emaranhado de clichês, no entanto, não é o grande problema do filme, que chega até a despertar certo interesse no início. Falta charme, falta aquela “pegada”, aquele “algo mais” que você tenta a todo custo descobrir exatamente o que é mas nunca consegue identificar.

Talvez seja a química inexistente entre o casal de protagonistas. Apesar de Chris Evans estar interessante em tela (é bom vê-lo despido do uniforme de Capitão América), não rola bom entrosamento com Michelle Monaghan – com uma personagem que, definitivamente, não desce (aliás, eles não são nomeados durante a projeção). O núcleo de amigos da persona de Chris também é pouco inspirador (um desperdício de atores, especialmente Luke Wilson – que entrou e saiu da trama do mesmo jeito), não acrescentando nenhum momento marcante à narrativa. Fica impossível ao público sentir algum tipo de compaixão: apenas acompanhamos o desenrolar da história, totalmente previsível.

Mas nem tudo é perdido: Deixa Rolar chega por aqui em 11 de junho – um dia antes do Dia dos Namorados. O que isso quer dizer? Bom, é capaz que você passe no cinema e veja filas de garotas com seus respectivos pares, todas querendo acompanhar uma história água-com-açúcar, bobinha e sem muita dificuldade. E nisso Deixa Rolar cumpre bem seu papel. Você pode até não sair do cinema surpreendido com uma grande produção, mas também não deixará a sessão totalmente decepcionado porque, afinal, vai ter exatamente aquilo que procura ao entrar nela.

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SINOPSE

Um roteirista (Chris Evans) se vê em apuros quando um produtor, Bryan (Anthony Mackie), lhe encomenda o roteiro de uma comédia romântica típica. O problema é que ele acredita que filmes deste tipo idealizam o amor de uma forma que ele nunca é na vida real, mas Bryan lhe promete que, caso aceite esta tarefa, o colocará para escrever o sonhado roteiro de um filme de ação. Desta forma, ele aceita a tarefa. Entretanto, em meio a todo seu pessimismo sobre o romantismo em geral, ele conhece uma garota (Michelle Monaghan) com um senso de humor bastante sarcástico, por quem acaba se apaixonando.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Justin Reardon” espaco=”br”]Justin Reardon[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Chris Shafer e Paul Vicknair
Título Original: Playing It Cool
Gênero: Comédia , Romance
Duração: 1h 35min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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