DEZESSEIS LUAS (Crítica)

DEZESSEIS LUAS

Uma história madura apesar dos elementos fantásticos

Confesso que quando estava elaborando mentalmente meu texto sobre o filme, não queria utilizar a comparação com Crepúsculo, mas é evidente que Dezesseis Luas só existe hoje como produção cinematográfica devido ao sucesso do longa dos vampiros. O arco dramático que envolve principalmente o romance do casal protagonista é muito semelhante, mas só nisso que as produções se equivalem de resto Dezesseis Luas é bem superior.

A história se passa na cidade de Gatlin, na Carolina do Sul, local bem afastado e sem grandes perspectivas para a população local, lá vive Ethan (Alden Ehrenreich) um jovem que foi criado pela mãe com ambição de crescer profissionalmente em alguma cidade grande, seu passaporte para não se acomodar com a vida que leva é através dos livros que ele consome como água. Os proibidos são a de sua preferência.

Ethan e seus colegas estão voltando as aulas no terceiro ano e descobrem que uma nova aluna irá fazer parte da turma, ela é Lena Duchannes (Alice Englert) uma jovem de 15 anos que vive numa casa afastada com seu tio Macon (Jeremy Irons).

Ethan ao conhecer Lena estranhamente lembra da garota que a meses está povoando seus sonhos, esse fato acaba aproximando ele da garota, que inicialmente não se mostra interessada na amizade de Ethan, mas aos poucos acaba se encantando pelo garoto, surgindo assim uma paixão arrebatadora, mas Lena guarda um segredo que pode afastar os dois, ela é uma bruxa que está prestes a completar 16 anos – nesta data existe uma espécie de ritual onde a bruxa vai seguir o lado negro ou o bom na vida adulta de bruxa.

Sarafine (Emma Thompson) líder do lado negro usa todo seu poder para que Lena seja uma de suas aliadas do mal, o que vai por em risco o romance do casal.

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Como se vê a premissa é muito parecida com Crepúsculo, por isso fica difícil não fazer paralelos, a grande diferença no roteiro de Dezesseis Luas é que é possível apesar dos elementos fantásticos estabelecer veracidade com o universo jovem atual.

De forma pop e fantástica é possível enxergar ali a rebeldia da idade, os anseios, a insegurança com o futuro, a certeza de ter encontrado o amor da vida e assim por diante, essas características dão para película mais aproximação com o espectador, e torna a história mais interessante.

Além disso, o roteiro apresenta de forma sutil uma critica social e religiosa. Do lado social é destacado como o ser humano não aceita o diferente, vemos o preconceito já presente desde da juventude passando de pai para filho, evidencia também o quanto a sociedade é hipócrita, querendo crucificar algo, e esquecendo do que ela mesma faz de “errado”. Já do lado religioso o texto sugere que as religiões só existem porque a sociedade não busca nos livros respostas para a vida – como diz um personagem do filme o verdadeiro santuário é a biblioteca (algo a se pensar).

Richard LaGravenese o diretor do filme consegue equilibrar muito bem a história mítica das bruxas com o romance principal, não há uma exploração do melodrama que a relação do casal passa, ela é desenvolvida com o desenrolar da trama, mas seu maior mérito é saber desenvolver bem os personagens da trama, principalmente o personagem de Ethan que foi muito ajudado pela boa interpretação de Alden Ehrenreich.

Há ainda dois pontos positivos em destaque no filme, o primeiro, são os personagens carismáticos que envolvem a trama, que como citei foi muito bem desenvolvido na narrativa o outro fica por conta dos ótimos efeitos visuais, realmente enchem os olhos.

Dezesseis Luas tem grandes chances de não ter o resultado financeiro esperado, já que as comparações com Crepúsculo e a má vontade da crítica especializada em analisar o filme de forma imparcial, podem prejudicar nisso, mas acredito que se você der uma chance vai se surpreender com um filme que é muito mais profundo que aparentemente se mostra ser.

DESTAQUES

Para os figurinos e maquiagem que conseguiram não pesar no lado fantástico da trama.

Vale menção também para Emma Thompson, que está sensacional em sua performance, mostrando um leque dramático maravilhoso.

SINOPSE

Cidade de Gatlin, na Carolina do Sul, Estados Unidos. Ethan Wate (Alden Ehrenreich) é um estudante do terceiro ano do colegial, que não vê a hora de sair do local. Ele considera Gatlin uma cidade pacata demais, onde nada de interessante acontece, mas se vê preso ao local por ter que cuidar de seu pai, que não deixa o quarto desde que a esposa faleceu em um acidente de carro, um ano antes. Já há alguns meses Ethan é atormentado por sonhos misteriosos, onde vê uma garota desconhecida. Um dia, ele a encontra em sua sala de aula. Trata-se de Lena Duchannes (Alice Englert), uma jovem de 15 anos que está morando com o tio, Macon Ravenwood (Jeremy Irons), descendente da família que fundou Gatlin. O problema é que Macon e seus familiares têm fama de serem satanistas, o que faz com que boa parte da população da cidade se volte contra eles. Não demora muito para que Ethan se interesse por Lena, sem saber que ela e os integrantes de sua família possuem poderes. Eles precisarão lutar pelo amor que sentem um pelo outro, especialmente devido à uma maldição que assombra a união.

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ELENCO

[do action=”cast” descricao=”Alden Ehrenreich (Ethan Wate)” espaco=”x”]01 Alden Ehrenreich[/do][do action=”cast” descricao=”Alice Englert (Lena Duchaness)” espaco=”x”]02 Alice Englert[/do][do action=”cast” descricao=”Emma Thompson (Mrs. Lincoln / Sarafine)” espaco=”x”]03 Emma Thompson[/do][do action=”cast” descricao=”Jeremy Irons (Macon Ravenwood)” espaco=”br”]04 Jeremy Irons[/do]

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Richard LaGravenese” espaco=”br”]Richard LaGravenese[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Kami Garcia, Margaret Stohl, Richard LaGravenese
Título Original: Beautiful Creatures
Gênero: Drama
Duração: 2h 4min
Ano de lançamento: 2013
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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