DURO DE MATAR (Crítica) Na estante

DURO DE MATAR

Ficha Técnica

Título Original: Die Hard
Ano do lançamento: 1988
Produção: EUA
Gênero: Ação
Direção: John McTiernan
Roteiro: Jeb Stuart, Roderick Thorp, Steven E. de Souza

Sinopse: John McClane (Bruce Willis) é um detetive de Nova York que está indo a Los Angeles para se encontrar com sua esposa (Bonnie Bedelia), que trabalha em uma empresa japonesa. Porém, ao chegar no prédio onde ela trabalha, percebe que o edifício está sendo assaltado por um bando de terroristas e decide atrapalhar seus planos para resgatar sua mulher.

Por Kadu Silva

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Um dos grandes motivos de manter o Ccine no ar é a possibilidade de ampliar minha visão cinematográfica e assistir coisas que sem ele, nunca teria vontade ou animo de ver. Esse “trabalho” que para mim é um verdadeiro hobby, me dá o privilegio de assistir filmes que aparentemente teria em meu pré conceito uma visão menor ou ruim. O bom é que as vezes após assisti-los, chego a conclusão que se tratam de bons ou excelentes obras. Duro de Matar é um desses – por incrível que pareça eu nunca tive vontade de assistir esse filme e agora em função do lançamento do novo filme estou revisitando a franquia para esse especial no site e o longa metragem me causou grande espanto pelo roteiro muito bem amarrado e pela direção repleta de referencias de John McTiernan. É um filme acima da média no estilo ação e que me deixou mais empolgado pelo seu quinto longa que vem por ai.

Nesse primeiro filme da franquia John McClane (Bruce Willis) é um policial de Nova York que está indo a Los Angeles para se encontrar com sua esposa (Bonnie Bedelia) e seus dois filhos. Ela trabalha numa empresa multinacional e foi exatamente por esse emprego que ela o deixou em Nova York e foi para Los Angeles assumir um cargo importante. John chega na cidade e vai diretamente encontrar sua esposa em seu trabalho que está fazendo a tradicional festa de natal, só que John percebe que o prédio está sendo assaltado por um bando de terroristas internacionais. Descalço e sozinho ele terá que atrapalhar os planos do bando para resgatar sua mulher.

Tudo começa pelo excelente roteiro, que não deixa brechas e sabe amarrar com grande destreza a narrativa. O roteiro faz uma “sátira” velada aos clássicos filmes de faroeste, usando a metrópole e os efeitos visuais modernos para repaginar as famosas histórias de “bang bang”. E isso é facilmente percebido pelos diálogos e as referencias que aos poucos são introduzidas no decorrer do filme.

Além disso o roteiro faz uma crítica pesada a TV, mostrando como o lema é; vale tudo para ter audiência e ainda não esquece de brincar com o FBI que na maioria dos filmes dessa época era visto como a salvação do mundo.
O que não se perde é o nacionalismo americano que está sempre presente na maioria dos filmes hollywoodianos – mostrando como eles fazem qualquer coisa para salvar a humanidade de estrangeiros do mal, ou pelo menos para salvar o grande amor que é o caso do filme Duro de Matar. Mas mostrar o estrangeiro como o inimigo era praxe e ainda continua nas produções atuais, um clichês que eles preferem manter.

O interessante é que o filme consegue criar um ótimo enredo de ação e suspense, e ainda traz o romance entre John e a esposa, sem contar que também coloca um policial que faz o elo de John com o mundo externo e que consegue equilibrar as emoções do herói diante das sucessivas tentativas dos terroristas de o mata-lo. Essa relação cria entre eles uma fácil identificação surgindo diante da plateia uma forte amizade.

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Não há em nenhum momento a busca por tornar tudo aquilo real, crível, essa leveza no contar da trama é um forte aspecto para o filme, um verdadeiro trunfo, já que deixa a direção do filme livre para abusar da licença dramática e assim produz cenas inimagináveis e que claro cai diretamente no gosto popular. Essa forma de narrativa vem sendo novamente bastante usadas nos filmes de ação. Mercenários 2, O último Desafio são exemplos.
Duro de matar mesmo sendo produzido em 1988 ainda consegue convencer nos efeitos especiais, nas cenas de explosões e de tiroteio. O cuidado nos detalhes técnicos dão para o filme uma legitimidade ainda hoje. É claro que algumas coisas como a não existência de celular e uma ou outra tecnologia já ficaram datadas, mas nos aspectos de efeitos visuais o filme não deixa a desejar em nada aos blocksbusters atuais.

Existe várias cenas de ação que fazem o espectador se levantar do sofá pela ótima forma que são conduzidas. Seja pela tensão do quase… ou mesmo pelas sequencias de luta muito bem coreografadas.

Bruce Willis com seu carisma enorme e mesmo fazendo um herói não muito perfeito consegue da plateia o total apoio para todas suas mirabolantes ações. Como sempre excelente nas cenas de luta e genial no aspecto ironia do anti-herói.

É sem duvida um dos melhores filmes do gênero que assisti até hoje da década de 80 e ele apresenta sutilezas que vão muito além da trama de ação principal. Um filme de natal bem original – nada daquela visão tradicional que estamos acostumados a ver, é um filme que tem estilo próprio e que revitaliza mesmo de forma velada os clássicos filmes de faroeste. Imperdível!

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TRAILER

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