EM TRANSE (Crítica)

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Por Silas Mendes

Com um elenco talentoso (McAvoy, Dawson e Cassel) Danny Boyle realiza um thriller visualmente primoroso, sonoramente interessante e com um roteiro ágil e bem construído.

James McAvoy é Simon. Um cara comum que trabalha em uma casa de leilões e que está envolvido com o roubo de uma pintura de Goya que está para ser leiloada.

O problema? Simon é atingido por um parceiro na cabeça e perde a memória.

Por que isso é um problema? Por que antes de entregar a pintura para Franck (Vincent Cassel), Simon a retirou de seu quadro e a escondeu. Onde?

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E esse é o real problema.

E como eles tentam resolver esse problema? Indo atrás de uma terapia alternativa, hipnose. E acabam no consultório de Elizabeth (Rosario Dawson), que por alguma razão, decide ajudá-los sem hesitar, após descobrir o verdadeiro motivo da consulta.

O que mais me chamou atenção no filme além da bela fotografia, da trilha sonora enérgica e do elenco muito competente, foi a edição e a montagem. O filme transita entre “dois mundos”, a mente em estado de transe hipnótico de Simon e a realidade e o controle sobre esses dois “ambientes” do filme permitem que o espectador só fique “confuso” ou em dúvida sobre onde a ação se decorre quando é necessário para a trama, do contrário saberemos exatamente onde a ação tem lugar.

Realizada por Anthony Dod Mantle (Anticristo, 127 Horas), a fotografia abusa das cores e das luzes dos ambientes e em conjunto com os planos e movimentos de câmera criam uma atmosfera interessante de beleza e suspeita.

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A trilha sonora de Rick Smith carrega toda a aura do filme em si, desde a sensação de lembrar algo esquecido a tensão e suspense presentes em muitos momentos na história, é animada e cheia de batidas empolgantes que dão um ar interessante as belas cenas do filme.

O único ponto que me incomodou, foi a rapidez com que toda a história acontece. Sem pausas para nada, o filme é repleto de montagens que aceleram as coisas. Não que seja algo ruim para a trama, considerando o plot twist próximo ao final do filme pode até ser algo útil, mas é apenas algo que pode vir a incomodar.

“Em Transe” é um filme ágil, visualmente belo, um deleite sonoro, um roteiro interessante e uma direção segura e inventiva.

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SINOPSE

Um profissional (James McAvoy) ligado aos leilões de peças de arte acaba envolvido com uma gangue responsável pelo roubo de quadros. Para se livrar destas pessoas, ele deve se unir a uma hipnoterapeuta (Rosario Dawson), mas logo a relação entre desejo, realidade e sugestão hipnótica começa a colocar todos em perigo.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Joe Ahearne, John Hodge
Título Original: Trance
Gênero: Drama, Thriller
Duração: 1h 35min
Ano de lançamento: 2013
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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