EMOJI: O FILME (Crítica)

Kadu Silva

Boa mensagem!

Eu geralmente não faço meu texto em primeira pessoa, mas como eu entendi a proposta de Emoji: O Filme, quero dar a cara a tapa, e vou explicar abaixo o porquê de entender e gostar da mensagem do filme.

Antes vou explicar a trama, trata-se de uma história que se passa na cidade de Textopolis, onde vivem os Emojis. Nessa cidade existe a central do smartphone, por onde eles são usados pelos humanos em suas mensagens. Gene é o emoji “eh”, que está indo para seu primeiro dia no trabalho, mas ele não se enquadra no padrão social e tem outras expressões. Essa confusão acaba sendo sentida no mundo real, quando um garotinho usa o Gene para responder uma mensagem de uma garota que ele está gostando e assim começa a confusão, já que o garoto pensa que seu celular está bugado, Gene então precisa tentar se reprogramar e voltar a ser o que todos esperam dele.

O roteiro de Tony Leondis (A Nova Onda do Kronk) e Mike White (Amor pra Cachorro) é completamente inspirado no Divertidamente, tanto no visual, como na construção do enredo, e isso é infelizmente um sério problema, mostra a clara falta de originalidade, no entanto, o filme busca fugir do obvio e construir uma trama com camadas reflexiva, sobre a ditadura comportamental, o feminismo, a falta de coragem de expressão os sentimentos e assim por diante, e nisso deixa de explorar o lado lúdico e cômico que os emojis poderiam apresentar. O filme não é engraçado, pelo contrário, ele é até sério demais, e isso certamente vai incomodar muitas pessoas.

EMOJI: O FILME (Crítica)

Mas temos que admitir que emoji é algo que não se poderia imaginar ser protagonista de um filme, e os roteiristas e o diretor escolheram um caminho a seguir, que eles imaginam ser o correto para poder dar vida a algo que não teria como se tornar uma produção cinematográfica. O diretor Tony Leondis (Igor), acabou se arriscando nesse formato, pois as pautas que ele coloca para discussão nunca são aprofundadas completamente, sem contar que a trama não é empolgante o suficiente para criar um ritmo e um envolvimento duradouro, no entanto os personagens são carismáticos e uma ou outra cena são realmente interessantes, ou seja é um filme hiper colorido que tem como foco principal os pequenos.

Existe outro “problema” que muitos irão reclamar, que são os espaços enormes de divulgação de app dentro da história, mas essa é uma escolha que se torna inerente diante do filme, pois os aplicativos mostrados, estão em quase todos os celulares hoje em dia.

Mesmo apontando acima todos os equívocos que de fato são presentes na produção, o filme apresenta uma mensagem de liberdade de escolha que para as novas gerações da tal o filme é direcionado, pode ser uma sementinha para um mundo melhor e pensando nisso, que eu digo que gostei de Emoji: O Filme.

Pôster de divulgação: EMOJI: O FILME

Pôster de divulgação: EMOJI: O FILME

SINOPSE

Textopolis é a cidade onde os Emojis favoritos dos usuários de smartphones vivem e trabalham. Lá, todos eles vivem em função de um sonho: serem usados nos textos dos humanos. Todos estão acostumados a ter somente uma expressão facial – com exceção de Gene, que nasceu com um bug em seu sistema, que o permite trocar de rosto através de um filtro especial. Determinado à se tornar um emoji normal como todos os outros, eles vai encarar uma jornada fantásticas através dos aplicativos de celular mais populares desta geração – e no meio do caminho, claro, fazer novos amigos.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Tony Leondis” espaco=”br”]Tony Leondis[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Tony Leondis e Mike White
Título Original: The Emoji Movie
Gênero: Aventura, Comédia
Duração: 1h 26min
Classificação etária: Livre
Lançamento: 31 de agosto de 2017 (Brasil)

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