ERIN BROCKOVICH, UMA MULHER DE TALENTO (Crítica)

ERIN BROCKOVICH UMA MULHER DE TALENTO

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FICHA TÉCNICA

Título Original: Erin Brockovich
Ano do lançamento: 2000
Produção: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Susannah Grant

Sinopse: Erin (Julia Roberts) é a mãe de três filhos que trabalha num pequeno escritório de advocacia. Quando descobre que a água de uma cidade no deserto está sendo contaminada e espalhando doenças entre seus habitantes, convence seu chefe a deixá-la investigar o assunto. A partir de então, utilizando-se de todas as suas qualidades naturais, desde a fala macia e convincente até seus atributos físicos, consegue convencer os cidadãos da cidade a cooperarem com ela, fazendo com que tenha em mãos um processo de 333 milhões de dólares.

Por Igor Pinheiro

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Desde a primeira cena, Erin Brockovich mostra que será um filme sobre aquela mulher que já vemos falando de forma tão forte e decidida durante a entrevista de emprego, sentimos que o filme será só dela. Com o passar do tempo, o longa foge um pouco disso, mas nada que tire o mérito desse bom longa baseado em uma história real.

Erin, vivida por Julia Roberts, é uma mulher desempregada, mãe de três filhos e com dois divórcios nas costas. Depois de muito procurar, ela consegue um emprego numa empresa de advocacia, onde se envolve em um dos maiores processos da história dos Estados Unidos e muda sua vida para sempre.

O fato de ser baseado em uma história real impede um pouco do julgamento quanto ao roteiro, mas como foi dito anteriormente, quando achamos que tudo será sobre Erin, nos vemos em um monte de termos técnicos e uma penca de personagens secundários, por mais que sejam importantes, e muito, para a história.

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A direção de Steven Soderbergh é muito boa e o filme não perde o ritmo, tudo parece muito rápido. O diretor sabe explorar os atores e situações, parece trabalhar bem com improviso (isso é um chute) e, como eu sempre falo que deve ser difícil trabalhar com crianças em sets, prende o elenco infantil muito bem.

Julia Roberts dá um show e realmente se parece com a Erin da vida real, vencedora de um concurso de beleza quando mais nova. A beleza, que eu julgo atrapalhar Julia em alguns casos, cai muito bem no papel aqui. O figurino (que eu não costumo elogiar) é excelente, Erin se veste de maneira vulgar, sem ser sexy, e o jeitão aplicado por Julia Roberts faz com que a personagem caia logo nas graças do público e nos participantes do caso da água contaminada, que se identificam com Erin e se sentem mais livres para falar sobre tudo. O resto do elenco também rouba a cena, Albert Finney está excelente como o advogado que aprendemos a gostar e Aaron Eckhart também, quase irreconhecível no visual de motoqueiro, com cabelão e barba.

O longa também possui um ótimo fundo feminista, com discussões que poderiam ser levadas um pouco mais adiante. O grande problema é, inicialmente, prometer um pouco mais do que cumpre. Mas as atuações, o roteiro animado e curiosa história real do caso da água contaminada não deixam as duas horas de filme serem em vão e nos entrega um bom resultado geral, vale a pena conferir.

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PRÊMIOS

OSCAR
Ganhou: Melhor Atriz – Julia Roberts

Indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante – Albert Finney e Melhor Roteiro Original.

GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Atriz em Drama – Julia Roberts

Indicações: Melhor Filme – Drama, Melhor Diretor e Melhor Ator Coadjuvante – Albert Finney

BAFTA
Ganhou: Melhor Atriz – Julia Roberts

Indicações: Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Ator Coadjuvante – Albert Finney e Melhor Edição

MTV MOVIE AWARDS
Ganhou: Melhor Atriz – Julia Roberts

Indicações: Melhor Filme, Melhor Frase no filme

TRAILER

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