ÊXODO: DEUSES E REIS (Crítica)

EXODO DEUSES E REIS

4emeio

Por Kadu Silva

Uma visão realista da famosa história do profeta Moisés

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Ridley Scott (Gladiador) volta a direção de um épico. Desta vez contando a história bíblica de Moisés, e o mais interessante, fazendo isso em tons realistas.

Grande parte dos leitores já devem conhecer, mas vamos lá. A trama é sobre Moisés, um homem que foi criado por um faraó como filho, sem saber que ele era um hebreu (Os hebreus eram escravos no Egito, nesta época). Após a morte do faraó, seu filho mais velho Ramses (Joel Edgerton) assume o reinado e começa a desconfiar que seu irmão adotado não é egípcio, o que faz com que Moisés tenha que fugir. Após anos longe, já com sua família constituída, ele recebe um chamado de Deus e se torna um profeta em busca da libertação do povo hebreu.

Sem fugir do que já é de conhecimento geral, o roteiro de Adam Cooper, Bill Collage e Steven Zaillian, narra está épica história de forma neutra, não existe espaço, para novas teorias, tudo ressalta o tom, que é de mostrar de forma cinematográfica o que já conhecemos, mas o diretor é Ridley Scott, e ele resolveu dar a está trama, que parece meio ficcional, um tom realista, o que engrandece seus feitos lá mostrados. Mas o roteiro, infelizmente tem um sério problema, exatamente, por querer englobar toda a história do profeta, ele acaba perdendo ritmo narrativo. Este problema confere ao filme a sensação que ele tem uma duração maior do que de fato tem.

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Ainda assim o trabalho de direção de Ridley Scott e a equipe técnica, superam qualquer “problema”. A começar pela direção de arte. Foram construídos cenários grandiosos, com uma perfeição impressionante. Temos também a equipe de efeitos visuais, que faz um trabalho memorável, principalmente na recriação das pragas do Egito, e não se pode esquecer da trilha sonora que é marcante.

Mas além da parte técnica há de se destacar o ótimo elenco. Joel Edgerton que faz o maléfico ou podemos dizer o inseguro Ramsés, é super convincente com o seu personagem, mas sem dúvida a relevância das atuações é na composição genial de Christian Bale para o profeta Moisés, seu conflito interno sobre assumir a responsabilidade de liderar um povo ou apenas ser um pai de família é facilmente compartilhado com o espectador. Bale dá a Moisés uma simpatia e uma fácil identificação, perfeito para a forma realista que Scott optou por narrar a história.

Não se pode finalizar este texto, sem compartilhar a sensação visual, sobre a forma que Ridley Scott filma a abertura do mar Vermelho para a passagem do povo hebreu, é simplesmente de arrepiar. Principalmente, porque ele faz isso de forma totalmente “crível”. É um deslumbre visual de encher os olhos.

Êxodo: Deuses e Reis não apresenta nada de novo (nem na história e nem em sua direção), mas é sem dúvida uma experiência visual imperdível, sem contar que em boa parte de sua narrativa, você se envolve com a trama, e de alguma forma, está visão realista de Scott, pode ser capaz de dar-lhe uma nova perspectiva sobre está famosa aventura.

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SINOPSE

Exodus é uma adaptação da história bíblica do Êxodo, segundo livro do Antigo Testamento. O filme narra a vida do profeta Moisés (Christian Bale), nascido entre os hebreus na época em que o faraó ordenava que todos os homens hebreus fossem afogados. Moisés é resgatado pela irmã do faraó e criado na família real. Quando se torna adulto, Moisés recebe ordens de Deus para ir ao Egito, na intenção de liberar os hebreus da opressão. No caminho, ele deve enfrentar a travessia do deserto e passar pelo Mar Vermelho.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Adam Cooper, Bill Collage e Steven Zaillian
Título Original: Exodus: Gods And Kings
Gênero: Ação
Duração: 2h 31min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 14 Anos

TRAILER

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1 Comentário

  1. mila

    Acho que vc viu demais…nao encontrei metade do que vc escreveu ao assistir o filme.