FOGO CONTRA FOGO (Crítica)

FOGO CONTRA FOGO

Grandes falhas que comprometem

Toda semana com feriado prolongado é usado pelas distribuidoras para “desovar” alguns títulos que não encontram espaço no apertado calendário de estreias no mercado brasileiro (apertado pelo pequeno número de salas disponíveis no Brasil). Fogo contra fogo é um desses títulos que poderiam muito bem ser lançados direto em DVD, como aconteceu nos EUA, já que o resultado final dessa produção deixa muito a desejar, mas ele conseguiu espaço para o lançamento, principalmente pela presença de Bruce Willis no elenco.

A trama até que é interessante Jeremy Coleman (Josh Duhamel) é um jovem bombeiro, dedicado completamente a seu trabalho, já que não tem uma família estabelecida, após uma serie de acontecimentos trágicos na infância.

Jeremy após um dia exaustivo de trabalho, entra numa loja de conveniência para fazer algumas compras, mas acaba sendo testemunha de um crime brutal. Após se recuperar do tiro que acaba levando durante a fuga, ele descobre que os assassinos são de uma quadrilha perigosa que foi responsável pela morte do amigo e da mulher do deteve Mike Cella (Bruce Willis). Jeremy então é uma peça importante para conseguir de vez colocar toda a quadrilha na prisão, mas para isso ele precisa se privar de tudo que já viveu e assumir nova identidade. Faltando poucos dias para o julgamento o chefe da quadrilha acaba descobrindo o paradeiro de Jeremy, transformando assim os dias do rapaz em puro terror. Então o bombeiro decide que irá atrás do líder da gangue para fazer justiça com suas próprias mãos e ter novamente paz em sua vida.

O roteiro mesmo com essa trama interessante, se perde com grandes falhas em sua composição – além de situações sem logica nenhuma, há também várias pontas que ficam soltas sem explicação dos porquês, e como é meio que praxe em produções de ação há um abuso de clichês desnecessários.

Mas o roteiro não é totalmente uma bomba ele introduzir mesmo que superficialmente algumas questões interessantes sobre o aspecto humano diante de situações limites, como por exemplo, quando Jeremy se vê obrigado a realizar coisas que não condiz com seu caráter – é uma pena, se o filme seguisse mais para esse lado humano com certeza sairia algo bem interessante da trama proposta.

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Mas “Fogo contra fogo” é entretenimento e ação, e nisso até que o filme funciona, o inexperiente diretor David Barrett consegue boas sequencias de tensão, destaque no recurso usado no momento em que Jeremy é emboscado pelos capangas de Neil Hagan, o acompanhar da trajetória da bala causam um efeito bem interessante, mesmo que não tenha a menor função na narrativa. É apenas um efeito visual para agradar o público.

Mesmo o grande nome do filme sendo Bruce Willis ele faz somente uma pequena participação, sua função está nos bastidores da ação principal e talvez por isso sua interpretação seja bem preguiçosa.

O protagonista Josh Duhamel tem atuação discreta, diante desse roteiro não tinha como conseguir algo diferente. Ele até tenta ser esforçado em momentos chaves, mas os diálogos pobres e o próprio desenrolar da trama impedem de algo mais marcante.

Ah ainda a participação de certa forma, até inusitada de 50 Cent como líder da gangue rival a que Jeremy está caçando – os poucos minutos em que o cantor aparece em cena é completamente constrangedor, ele não se mostra nenhum pouco a vontade.

Além de todos esses equívocos, o que mais incomoda no filme são os estereótipos manjados do vilão com a suástica tatuada no peito, do negro marginal e assim por diante, tudo soa forçado ao extremo, algo que dificulta passar uma mensagem marcante.

Mas como a intenção é somente as várias cenas de ação, para quem gosta de filmes assim, é uma pedida interessante que estará em cartaz no feriadão do carnaval.

DESTAQUE

Apesar de também clichê, destaque para algumas canções que fazem parte da trilha sonora do filme, as letras caíram como luva nas cenas.

SINOPSE

Jeremy Coleman (Josh Duhamel) é um bombeiro solitário, que considera seus colegas como sua verdadeira família. Um dia, ao entrar numa loja, ele presencia o assassinato do dono do local e de seu filho. Como única testemunha, ele é convenciado pelo detetive Mike Cella (Bruce Willis) a depor contra o autor dos disparos, o sociopata Neil Hagan (Vincent D’Onofrio). Cella tem motivos pessoais para capturar Hagan, já que no passado matou seu parceiro e a esposa dele. À espera do julgamento, Jeremy entra no programa de proteção à testemunha e, com isso, se muda para Nova Orleans. Só que Hagan está em seu encalço, para evitar que seja condenado e preso.

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ELENCO

[do action=”cast” descricao=” Josh Duhamel (Jeremy Coleman)” espaco=”x”]01 Josh Duhamel[/do][do action=”cast” descricao=”Bruce Willis (Mike Cella)” espaco=”x”]02 Bruce Willis[/do][do action=”cast” descricao=” Rosario Dawson (Talia Durham)” espaco=”x”]03 Rosario Dawson[/do][do action=”cast” descricao=”Vincent D’Onofrio (Neil Hagan)” espaco=”br”]04 Vincent D'Onofrio[/do]

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”David Barrett” espaco=”br”]David Barrett[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Tom O’Connor
Título Original: Fire with Fire
Gênero: Drama, Ação
Duração: 1h 37min
Ano de lançamento: 2013
Classificação etária: 16 Anos

TRAILER

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