FRANKENSTEIN: ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS (Crítica)

FRANKENSTEIN

3emeio

Por Kadu Silva

Sem profundidade, mas cumpre o que promete

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Eu não tenho domínio da obra clássica de Mary Shelley, minhas referencias para Frankentein vem de outras produções baseadas no livro. Portanto meu olhar vai mais para o resultado final que essa produção alcançou, e não buscando comparações com o texto da autora.

Posso adiantar que é um longa apenas regular, mas felizmente melhor que o trailer (por exemplo), apresenta. Consegue cumprir o que promete, que é entreter o público.

A história mostra o surgimento de Adam Frankenstein, um hibrido, que após romper com o seu criador, vive num mundo dominado por duas raças que vivem em guerra, os demônios e os Gárgulas e ele precisa escolher um lado para ajudar. Durante essa guerra descobre que seu criador, deixou um diário, onde relata como o criou e que esse diário é um dos objetos a quem o líder dos demônios quer, para dar vida a um exercito do mal.

Lendo a sinopse até que parece uma tentativa de modernizar a história que já conhecemos, a não ser uma questão simples o roteirista do longa é Kevin Grevioux, o idealizador da franquia Anjos da Noite, ou seja, ele simplesmente pegou a ideia de um filme e adequou no outro.

E o diretor Stuart Beattie, não buscou em nenhum momento fugir dessa clara “copia”, então o que vemos é um ambiente no filme idêntico ao Anjos da noite, uma fotografia em tons escuros, durante toda a projeção, visual gótico, criaturas grotescas, enfim. Para quem gosta da franquia, talvez, ao assistir esse longa se sinta a vontade…, ou não.

Mas isso não é o principal “problema” do filme, o que mais incomoda é a falta de profundidade da história, que é exatamente o difícil convívio do criador e da criatura, o seres humanos querendo serem Deus, enfim, tudo é mostrado, mas nada é detalhado. A narrativa opta por enfatizar os momentos de ação, em que as lutas em câmera lenta, extremamente coreografadas, ganham destaque e consequentemente muitos minutos durante o filme.

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E por falar nessas cenas, mesmo sendo o grande chamariz do longa, falta um acabamento mais fino a elas. Fica nítido para quem tem um olhar mais treinado os defeitos na computação gráfica e o uso de maquetes em determinados momentos (fato que não deferia ser notado).

Ainda pode-se apontar o visual moderno e elegante do Frankenstein como um equivoco, mas também não é algo que prejudica o filme como um todo. É claro que algo mais cru e próximo do que conhecemos, talvez daria mais credibilidade para a história, mas se pensar que ele, mesmo sem alma se encanta por uma humana, é justificável tal escolha. Afinal acredito que o roteirista não iria querer mais uma referencia como a Bela e a Fera (vinculada) a sua produção.

Sobre o elenco, ninguém consegue se destacar em meio a trama com vários núcleos. Nem Aaron Eckhart, que vive o Frankenstein, mas nesse caso não é somente culpa dele, o roteiro não querer desenvolver por completo o personagem – o mais importante é dar espaço para a ação.

Como em Anjos da Noite, esse filme tem um ritmo bom, alternando momentos dramáticos com MUITA ação, é o típico produto para quem busca diversão no cinema, o puro entretenimento.

Portanto Frankenstein: Entre Anjos e Demônios é uma escolha que dá para se divertir bastante, desde que você não leve para a sala do cinema seu cérebro e fique somente hipnotizado pelas cenas de ação, que são embaladas por uma trilha sonora pra lá de envolvente.

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SINOPSE

O monstro (Aaron Eckhart) criado pelo cientista Victor Frankenstein (Aden Young) foi o primeiro ser nascido pelas mãos do homem. Entretanto, pouco após a criação o monstro foi abandonado para ser morto. Revoltado, ele retorna e se vinga do criador, matando sua esposa. O dr. Frankenstein parte em sua busca, mas acaba morrendo durante a perseguição. Ao retornar à sua cidade natal para enterrar seu criador, o monstro é atacado por demônios, que desejam capturá-lo. Ele é salvo por gárgulas, que o levam até o local onde vivem: a catedral de Notre Dame. Após ser nomeado como Adam pela líder das gárgulas, Eleonore (Miranda Otto), ele resolve ir embora e seguir sua vida. Porém, 200 anos depois, ele descobre o porquê dos demônios estarem tão interessados em capturá-lo.

ELENCO

[do action=”cast” descricao=”Aaron Eckhart (Adam)” espaco=”x”]Aaron Eckhart[/do][do action=”cast” descricao=”Bill Nighy (Naberius)” espaco=”x”]Bill Nighy[/do][do action=”cast” descricao=”Miranda Otto (Leonore)” espaco=”x”]Miranda Otto[/do][do action=”cast” descricao=”Yvonne Strahovski (Terra)” espaco=”br”]Yvonne Strahovski[/do]

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Stuart Beattie” espaco=”br”]Stuart Beattie[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Kevin Grevioux
Título Original: I, Frankenstein
Gênero: Ação
Duração: 1h 33min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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