GRANDE HOTEL (Crítica)

GRANDE HOTEL

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FICHA TÉCNICA

Título Original: Four Rooms
Ano do lançamento: 1995
Produção: EUA
Gênero: Comedia
Direção: Alexandre Rockwell Allison Anders Quentin Tarantino Robert Rodriguez
Roteiro: Alexandre Rockwell Allison Anders Quentin Tarantino Robert Rodriguez

Sinopse: Véspera de Ano Novo. No Mon Signor Hotel, tradicional hospedaria de Hollywood que agora passa por uma crise, acontecem quatro histórias curiosas que envolvem Ted (Tim Roth), um mensageiro em seu primeiro dia de trabalho. No primeiro segmento uma irmandade de bruxas se reúne na suíte nupcial para tentar desfazer um feitiço. Na segunda história, Ted vai entregar gelo, mas o faz no quarto errado e acaba vendo Sigfried (David Proval) amarrar e amordaçar a esposa, Angela (Jennifer Beals), desconfiado de sua fidelidade. No terceiro conto, um casal com dois filhos quer sair para se divertir e dá 500 dólares para Ted tomar conta dos pequenos. No último segmento o mensageiro se vê no meio de uma aposta em que o hóspede da cobertura apostou um carro de colecionador contra um dedo mindinho.

Por Kadu Silva

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Quentin Tarantino logo após ser ovacionado pelo seu segundo filme, Pulp Fiction, resolveu juntar os amigos e se divertir numa produção totalmente sem pé no chão. Assim como fez mais para frente no alternativo Planeta Terror, ele aqui, junto de Allison Anders, Alexandre Rockwell e Robert Rodriguez produziu uma comedia bem maluca – a fraca obra, Grande Hotel.

O longa é dividido em quatro partes, cada uma delas é dirigida e escrita por um dos diretores, o único personagem recorrente em todas elas é o mensageiro Ted (Tim Roth), que por sinal é caricato em sua composição e se mostra sempre um tom acima dos outros atores, chega a irritar em alguns momentos.

Na primeira parte que tem a direção de Allison Anders, Ted (o mensageiro) terá a missão de ajudar um grupo de mulheres que estão fazendo um ritual na suíte do hotel, para dar novamente vida a uma bruxa, para isso, ele vai ter que ceder seu esperma (isso mesmo). Com efeitos visuais, bem trash e interpretações fracas, essa primeira história é a mais entediante do longa. Chama atenção a participação de Madonna.

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Em seguida vem a história dirigida por Alexandre Rockwell, e Ted mais uma vez tem papel fundamental. Dessa vez sem querer, já que entra no quarto errado e acaba encontrando um casal que está em discussão, porque o marido desconfia que a mulher está o traindo, exatamente com o Ted. Os bons diálogos, é o principal ingrediente para deixar essa segunda parte um pouco mais atrativa que a primeira. Aqui a participação de Jennifer Beals (Flashndance) é o grande destaque.

A partir desse momento o filme começa a ganhar corpo e se torna interessante, na terceira parte dirigida por Robert Rodriguez, vemos uma trama bem mais ágil e divertida, onde dois pestinhas, ficaram sobre a responsabilidade do mensageiro Ted, pois seus pais irão para uma das festas de reveillon, que está acontecendo na cidade de Los Angeles, o único problema é que essas duas crianças são extremamente endiabradas e deixam o apartamento de cabeça para baixo. Nessa parte temos a participação do ator favorito de Rodriguez, Antonio Bandeiras, que faz é o pai das crianças.

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E para fechar o sempre talentoso Quentin Tarantino, mesmo sem grandes pretensões não deixa de lado sua característica de sempre que é abusar dos excelentes diálogos e do humor negro. Ele além da escrever e dirigir, também é o personagem central da trama, Tarantino é o diretor de cinema, Chester Rush, que está passando o reveillon com os amigos no hotel, e após chamar o mensageiro Ted, para trazer mais bebidas, resolve o convidar para participar de uma aposta, que o mensageiro acaba aceitando. Quem faz uma ponta aqui é Bruce Willis, como um dos amigos do cineasta.

Entretanto o excesso de diálogos e de personagens que nada tem de importante para o desenrolar da trama, acaba por tirar um pouco do brilho da história, mas, a homenagem a Hitchcock e desfecho brilhante, salva o filme como um todo de uma classificação menor que a merecida.

Mesmo sendo claramente uma grande diversão dos cineastas, o resultado final desse projeto é desastroso e só conseguiu divertir de fato os envolvidos na produção, porque o público não conseguiu comprar a ideia dessa comedia que infelizmente não consegue fazer rir.

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PRÊMIOS

FRAMBOESA DE OURO
Ganhou: Pior Atriz Coadjuvante – Madonna

TRAILER

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1 Comentário

  1. Keila

    Como assim, cara. Eu dei muita risada nesse filme, principalmente na história do 3ª quarto, com as crianças. O começo é um pouco entediante, os efeitos visuais são uma bosta, mas eu achei hilário mesmo assim. A cena do Ted vomitando vendo a mulher morta é de chorar!!