GRAVIDADE (Crítica)

GRAVIDADE

5estrelas

Por Emílio Faustino

Consegue ser belo, nos tirar o fôlego e nos fazer refletir. Imperdível!

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Sabe quando a gente olha para o céu e vemos aquele monte de estrelas brilhantes e nos sentimos pequenos diante do universo? Bom, o longa “Gravidade” do diretor Afonso Cuarón (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban), consegue fazer o mesmo. Só que ao invés de olhar de baixo para cima, o diretor conduz o olhar do telespectador de cima para baixo e em momentos mais inspirados de fora para dentro.

Na trama, Sandra Bullock interpreta a Dra. Ryan Stone, uma brilhante engenheira médica em sua primeira missão espacial com o astronauta veterano Matt Kowalsky (George Clooney) no comando do seu último voo antes de se aposentar. Mas durante uma aparentemente rotineira operação espacial ocorre um acidente. A nave é destruída, deixando Stone e Kowalsky completamente sozinhos, dependendo um do outro em um ambiente de total escuridão.

O silêncio ensurdecedor confirma que eles perderam qualquer ligação com a Terra… e qualquer chance de resgate. Conforme o medo vai se tornando pânico, o oxigênio que resta vai sendo consumido desesperadamente. É dessa relação oxigênio acabando X perspectiva de sobrevivência que o filme nos prende do inicio ao fim. (O clima de tensão do filme é tão bom, que sem perceber estava me contorcendo na poltrona do cinema).

“Gravidade” consegue ser muito mais do que um conglomerado de explosões e de efeitos especiais, inclusive o uso do 3D nunca foi tão bem justificado e aplicado numa história. É o que podemos chamar de um uso sensível do 3D. Destaque para a cena da lágrima que escorre dos olhos da Dra. Ryan Stone e que devido à gravidade sai do rosto flutuando em direção ao pessoal da poltrona do cinema. (Realmente incrível essa cena)

Nome certo entre os indicados ao Oscar 2014, (Ok, não é tão certo, é apenas um palpite) Gravidade chama a atenção por vários aspectos: seja pela atuação de Sandra Bullock, que consegue atuar muuuuito mesmo com uma roupa de astronauta que limita de certa forma os seus movimentos, ou pela fotografia impecável do filme que proporciona ao telespectador, momentos de verdadeiro deleite.

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Some isso a uma direção ousada, uma edição de imagens incrível e uma trilha sonora que consegue potencializar o clima de tensão do filme, temos o que podemos chamar de 7 arte, que em definição significa a junção de todas as 6 artes anteriores: Música, dança, pintura, escultura, teatro e literatura.

A fotografia do filme é um capitulo a parte, as tomadas de câmera são tão boas e pensadas que nos faz acreditar que de fato aquela história esta existindo. As cenas de um take só impressionam e a beleza das imagens do universo e da Terra vista de cima chegam a ser uma verdadeira pintura de tão bela.

Existem muitas analogias que a história suscita, como por exemplo, , a questão do titulo do filme… Em teoria “Gravidade”, é: uma das quatro forças fundamentais da natureza (junto com a força forte, eletromagnetismo e força fraca) em que objetos com massa exercem atração uns sobre os outros. Classicamente, é descrita pela lei de Newton da gravitação universal. Já no filme “Gravidade” assume um plano que extrapola as barreiras da física, esbarrando de cara com velhas questões filosóficas, como a metafísica e a nossa necessidade de pertencer a algum lugar.

Ainda no terreno das analogias, destaque para a cena em que a personagem consegue finalmente entrar em uma das naves. Nessa cena que é precedida de muuuuita tensão, a personagem presa apenas por um cabo se encolhe em posição fetal enquanto a imagem abre. Uma bela metáfora, onde a nave assume o papel de progenitora da astronauta e o cabo que a sustenta o de seu cordão umbilical. (Aqui fica implícito que a personagem nasceu de novo, no que se refere ao jeito de encarar a sua própria vida).

Mas a tensão na trama não para, mesmo com intervalos para reflexão e contemplação o filme não perde o seu tom aflitivo e quase asfixiante. A expressão “de tirar o fôlego” aqui não seria nenhum exagero.

Agora para saber se os personagens conseguem sobreviver no espaço mesmo contra tantas adversidades, você precisará dar um pulinho no cinema. “Gravidade” tem estreia dia11 de outubro e será lançado em 3D, 2D e IMAX®. Sem dúvida é uma excelente opção para quem gosta de filmes repletos de efeitos especiais e para quem gosta de uma boa história!

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DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Alfonso Cuarón” espaco=”br”]Alfonso Cuaron[/do]

SINOPSE

Matt Kowalski (George Clooney) é um astronauta experiente que está em missão de conserto ao telescópio Hubble juntamente com a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock). Ambos são surpreendidos por uma chuva de destroços decorrente da destruição de um satélite por um míssil russo, que faz com que sejam jogados no espaço sideral. Sem qualquer apoio da base terrestre da NASA, eles precisam encontrar um meio de sobreviver em meio a um ambiente completamente inóspito para a vida humana.

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Alfonso Cuarón e Jonás Cuarón
Título Original: Gravity
Gênero: Ficção Cientifica
Duração: 1h 30min
Ano de lançamento: 2013
Classificação etária: 14 anos

TRAILER

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2 Comentários

  1. vinicius

    cara, sensacional esse filme, nos prendiamos uns aos outros toda vez em que els ficavam soltos no espaço

  2. leo vilella

    Da uma olhada no final da matéria… acho q o titulo original não ta 100% certo. rsrsrsrsrsrsr