GREY’S ANATOMY | Crítica

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Por Igor Pinheiro

É extremamente complicado fazer um texto sobre minha série favorita. Não quero dizer que seja a melhor série já feita, com o melhor elenco, melhor produzida, etc. Mas é a minha série favorita, por diversos motivos. Em 2005, Shonda Rhimes levou ao ar a série sobre a vida de novos cirurgiões de um hospital em Seattle e, hoje, em sua décima temporada, apesar dos recorrentes questionamentos sobre a necessidade de ainda estar no ar, Grey’s Anatomy ainda nos garante bons momentos.

A série é focada em Meredith Grey, filha de uma famosa cirurgiã que acabou afastada por Alzheimer. A protagonista não teve uma forte presença do pai, que trocou de família quando ela ainda era nova. Problemática e confusa, Meredith se apaixona por Derek, o neurocirurgião do hospital e a história começa por aí.

É um novelão e, como já dura muito tempo, fica difícil contar a história de cada personagem. Mas é bom ressaltar que o texto de Shonda Rhimes envolve e diverte mostrando a vida pessoal de cada um dos médicos, ao contrário de focar nos pacientes, como é o caso da maioria das séries médicas que existem.

Mas é claro que alguns personagens merecem muito destaque. Cristina Yang e Miranda Bailey são as favoritas dos fãs. A primeira é completamente dedicada ao trabalho e não mede esforços para ser uma excelente cirurgiã, sendo conhecida por sua frieza. Bailey começa a série tentando manter a pose de durona, mas percebemos que no fundo tem um bom coração e ama seus colegas de trabalho.

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A principal crítica feita à série é em relação ao grande número de tragédias que acontecem na vida dos personagens. Explosões, tiroteio dentro do hospital, acidente de carro, atropelamento de ônibus, queda de avião, tempestade e por aí vai… Sim, tudo isso acontecer ao mesmo grupo de pessoas é extremamente verossímil. Mas de feliz já basta a vida, né? Na série queremos sofrimento e lágrimas. E Grey’s Anatomy garante muitas lágrimas, não só por suas mortes, mas os momentos marcantes são inúmeros, as narrações, as falas… Muitos elementos fazem sentir, com uma fórmula clichê extremamente bem feita.

As polêmicas nos bastidores da série também não ajudam para sua boa fama, e acredito que seja por conta delas que Grey’s Anatomy parou de aparecer pelas premiações. Briga dentro do elenco, demissões repentinas, demissões anunciadas e gente trocando a série a qual tanto deve a largando do nada (estamos de olho, Katherine Heigl)… Tudo, infelizmente, teve impacto na reputação que a série tem hoje, mesmo com uma base de fãs muito fiel.

O que eu mais gosto de destacar é crescimento de seus personagens, principalmente na relação de Meredith e Cristina (umas das melhores amizades da televisão). É incrível perceber como uma vai ganhando cada vez mais estabilidade emocional, quando no começo era completamente destruída mentalmente (Meredith), enquanto a outra (Cristina) vai ficando com a cabeça cada vez mais abalada depois de cada tragédia, mesmo sendo uma ótima profissional.

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Enfim, poderia agora começar a citar os momentos marcantes, fazer uns três posts sobre a série maravilhosa (sério), mas vamos parar por aqui. Só não recomendo muito, mesmo amando, porque é uma série muito longa. O episódio de nº 200 vai ao ar essa semana nos EUA e você pode ler mais sobre ela no meu post maravilhoso de fim de semana, o Falando Série.

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