HAPPY END (Crítica)

Kadu Silva

Simplório!

Um dos diretores “queridinhos” do público da Mostra de Cinema de São Paulo, Michael Haneke, lança novamente um longa-metragem na edição do evento, dessa vez o filme é Happy End, e diferente de suas demais obras, o filme é bem simples, pouco criativo ou provocador como é de costume, a película foi escolhida pela Áustria para tentar uma vaga entre os finalistas a melhor filme em língua estrangeira, mas…

A trama apresenta o patriarca Georges Laurent (Jean-Louis Trintignant) um homem insatisfeito com a vida, principalmente após ter que se locomover com uma cadeira de rodas. Junto dele mora sua filha Anne (Isabelle Huppert) e o filho dela Pierre (Franz Rogowski). Georges também terá que abrigar seu filho Thomas (Matthieu Kassovitz), sua mulher que acabou de ter um bebê e ainda a filha do seu primeiro casamento, cuja a mãe se suicidou. Todos vivem nessa casa e ainda assim, praticamente não se comunicam entre si, vivendo cada um em sua bolha particular.

HAPPY END (Crítica)

Michael Haneke usa de sua narrativa particular para tentar prender o espectador acerca dos acontecimentos que rondam aquela casa, mas os “truques” que já foram usados em outras obras do diretor acabam por antecipar do que se trata sua obra, ou seja, é um filme pouco inspirado e provocador, mas isso não quer dizer que seja de leitura completamente fácil, Haneke usa de sua trama para criticar a incomunicabilidade e ainda numa camada mais profunda alertar sobre o grave problema dos imigrantes na Europa.

Vemos nos diálogos, e até na câmera utilizada pelo diretor, as redes sociais em destaque, uma clara maneira de apontar como a falta de olho no olho do ser humano, o advento dessas ferramentas. Ele mostra que essa falta de comunicação ganha ainda mais peso quando ela está presente dentro de uma família, onde os problemas não são enfrentados.

Uma escolha pensada, mas que certamente não deve agradar boa parte do público é o ritmo narrativo de Haneke, é extremamente lento que os fatos surgem, uma clara alusão a falta de comunicação, que ele tanto crítica no filme.

Apesar de alguns bons momentos de criatividade do diretor e uma ou outra atuação que chame atenção por parte do elenco repleto de grandes nomes, Happy End está longe de figurar entre os bons filmes de Michael Haneke.

Pôster de divulgação: HAPPY END

Pôster de divulgação: HAPPY END

SINOPSE

Calais, França. Georges Laurent (Jean-Louis Trintignant) é o patriarca da família, que está preso em uma cadeira de rodas. Sua filha Anne (Isabelle Huppert) ainda mora com ele, enquanto que seu filho Thomas (Matthieu Kassovitz) acaba de retornar para a casa do pai, junto com a esposa e a filha Eve (Fantine Harduin), cuja mãe faleceu recentemente. Entre eles existe uma intensa incomunicabilidade, que faz com que todos levem a vida segundo seus interesses pessoais.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Michael Haneke
Título Original: Happy End
Gênero: Drama
Duração: 1h 48min
Classificação etária: 16 Anos
Lançamento: Em Breve (Brasil)

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