HORA DE VOLTAR (Crítica)

HORA DE VOLTAR

3estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: Garden State
Ano do lançamento: 2004
Produção: EUA
Gênero: Comedia
Direção: Zach Braff
Roteiro: Lawrence Sher, Michael Wilkinson e Zach Braff

Sinopse: Andrew Largeman (Zach Graff) é um ator de televisão razoavelmente bem sucedido, que vive em Los Angeles e leva sua vida num estado de torpor induzido por lítio há anos. Após a morte de sua mãe ele decide retornar à sua casa em Garden State, a qual não via há 9 anos. Mesmo distante por tanto tempo, Andrew não conseguiu escapar da dominação de seu pai, Gideon (Ian Holm). Preocupado em ter que retornar para casa após tanto tempo, ele encontra pelas esquinas de sua cidade-natal antigos conhecidos, que lhe relembram bons momentos de quando morava no local.

Por Igor Pinheiro

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Zach Braff é conhecido principalmente por interpretar o médico J.D. na saudosa série Scrubs (2004-2009), mas é quase certo que você já tenha visto algum filme “fofo” com a presença do ator, porque ele está em vários deles. Mais do que isso, Hora de Voltar (2004) é escrito e dirigido por Zach e pode se passar por um bom filme alternativo e com mensagem bonitas, mas acho que se esforça um pouco demais para ser isso tudo, quase errando a mão e se tornando mais um filme “bonitinho” no meio de tantos outros.

Na verdade, sua qualidade é maior do que a de tantos outros, mas isso não o faz fugir de clichês irritantes do gênero. Acompanhamos o retorno de Andrew (Zach Braff) à cidade onde cresceu após a morte da mãe. Lá, ele reencontra velhos amigos, que permaneceram no lugar enquanto Andrew foi tentar a vida fora como ator, mas trabalha como garçom em um irrelevante restaurante vietnamita.

O filme acaba revelando uma história sobre remédios e dependência por trás, mesmo que de forma sutil. Andrew, que se culpa por ter deixado a mãe paraplégica quando tinha nove anos, toma bastante medicamentos desde então e tem um difícil relacionamento com o pai. Seu par romântico, Sam, interpretada por Natalie Portman, também possui alguns distúrbios, como mentir em excesso.

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Os personagens são mais carismáticos do que os que costumamos encontrar mesmo com um roteiro batido. Peter Sarsgaard (Educação) está ótimo e convincente no papel de Dave, viciado em drogas, mas que nunca se esqueceu de Andrew e ainda o considera um bom amigo.

O papel de Natalie Portman também precisa ser destacado. Sam não faz parte do passado de Andrew, mas o transforma emocionalmente de forma radical em apenas quatro dias, se tornando parte essencial de sua vida. A atriz, que já se destacava desde sua participação no Star Wars de 1999, consegue nos confundir, se misturando com a simplicidade e atração causada por sua personagem: uma garota cativante e simpática que não deixa transparecer tanto o seu interior problemático.

A trilha sonora combina com o ritmo do filme, repleto de bandas indies que surgiam na época ou que não eram tão antigas na época, como The Shins, e músicas que fazem a gente pausar o filme para anotar algum trecho e procurar depois na internet. Os momentos mais tocantes estão completamente relacionados à trilha e a bons enquadramentos de câmera, nos fazendo sentir na medida certa.

Hora de Voltar ainda fica um pouco chato antes do final que chega com uma grande lição para a vida, mas fica difícil aceitar isso tudo diante de algumas simples falhas tanto em roteiro quanto em direção. Zach Braff não é um excelente ator, ainda mais na parte dramática, e frequentemente é carregado por Sarsgaard e Portman, que são mais carismáticos. Para quem gosta de um bom drama jovem e romances alternativos, é uma boa pedida, mas está longe de ser o melhor de seu gênero.

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PRÊMIOS

MTV MOVIE AWARDS
Indicações: Melhor Atriz – Natalie Portman, Melhor Beijo e Revelação Masculina – Zach Braff

TRAILER

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