JASON BOURNE (Crítica)

Kadu Silva

Tem tudo e não tem nada

Uma das poucas franquias de ação que consegue agradar tanto o público como a crítica acaba de ganhar mais um filme, Jason Bourne. A fita além de trazer novamente o protagonista Matt Damon como Bourne, tem no comando o cineasta Paul Greengrass responsável por 2 longas-metragens da trilogia inicial (A Supremacia Bourne 2004 e O Ultimato Bourne 2007).

Uma dica importante antes de prosseguir, caso tenha possibilidade reveja a trilogia, vai agregar bastante no envolvimento desse novo. Mas para facilitar um pouco segue um breve resumo do que passou na franquia até aqui:

“Um jovem brilhante soldado se oferece para um programa experimental das operações especiais de seu país depois de ver seu pai ser morto por um suposto terrorista. Ele ganharia com o programa habilidades memoráveis, logo ele percebe que tudo não passa de uma mentira. Ele na verdade foi submetido a um treinamento brutal que o fez não lembrar de sua identidade, chamando a partir de então Jason Bourne, uma arma humana de um investimento de 100 milhões de dólares que apesar de todas tentativas, falhou.

Bourne então vai em busca de seus criadores para entender o que aconteceu com ele, mas acaba sendo caçado, perdendo assim a única mulher que amava nessa guerra. Ele então se vinga de quem ele acha que foi responsável por tudo que passou e vai viver em paz longe de tudo e todos. Mas um novo programa secreto é ativado e Bourne precisa novamente entrar em ação para evitar que inocentes morram pela gana de poder de alguns”.

Agora sobre o novo filme, uma velha conhecida de Bourne, Nicky (Julia Stiles), entrega a ele documentos que mostram detalhes de seu passado, fazendo com que ele queira se vingar dos responsáveis por antigos traumas, esses mesmos responsáveis estão secretamente se juntando com uma instituição cibernética para deter as informações pessoais de todo o planeta e Bourne vai acabar entrando nessa rede de interesses e novamente tentar achar respostas para de seu sombrio passado.

O roteiro do também diretor Paul Greengrass consegue reativar o universo da franquia e ainda trazer como discussão um sério problema atual que é a falta de privacidade com advento da internet, mas o arco dramático que envolve Bourne soa mais do mesmo, sem criatividade ou ousadia. Outro “problema” é que existem soluções para os conflitos que não são tão orgânicos diante da escolha do tom do filme.

O grande alicerce do filme é sem dúvida o diretor que é exímio condutor em criar cenas de ação, espionagem e suspense. Sua câmera frenética e suas escolhas de ângulos são fundamentais para dar para o filme todos os ingredientes necessários para fazer da obra um produto de entretenimento bem interessante. A montagem de Christopher Rouse (Capitão Phillips) e a trilha sonora auxiliam em tornar a experiência ao assistir o filme, tensa, em quase sua totalidade.

Além da competência notória de Matt Damon (Gênio Indomável) que quase não tem diálogos no filme (sua composição, se faz do trabalho corporal), os antagonistas Tommy Lee Jones (Onde os Fracos não Têm Vez), Vincent Cassel (Cisne Negro) e Alicia Vikander (Ex_Machina: Instinto Artificial) elevam a qualidade dramática do filme (muitíssimo), os três estão excelentes!

Jason Bourne ainda que traga à tona discussões pertinentes justiçando o retorno do filme às telonas, peca na história do protagonista, mas ainda assim é um filme empolgante e com um desfecho brilhante, que acaba por compensar tais equívocos.

JASON BOURNE

SINOPSE

Uma velha conhecida de Bourne (Matt Damon), Nicky (Julia Stiles), entrega a ele documentos que mostram detalhes de seu passado, fazendo com que ele queira se vingar dos responsáveis por antigos traumas, esses mesmos responsáveis estão secretamente se juntando com uma instituição cibernética para deter as informações pessoais de todo o planeta e Bourne vai acabar entrando nessa rede de interesses e novamente tentar achar respostas para de seu sombrio passado.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Paul Greengrass
Título Original: Jason Bourne
Gênero: Ação, Suspense
Duração: 2h 3min
Ano de lançamento: 2016
Classificação etária: 14 Anos
Lançamento: 28 de julho de 2016 (Brasil)

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