JESSICA JONES | 1ª Temporada (Crítica)

JESSICA JONES

Por Milena Bento

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Já faz algumas semanas que a internet não para de comentar sobre o novo seriado da Marvel em parceria com a Netflix: Jessica Jones. Depois do sucesso de Demolidor todos estavam ansiosos para a nova série que prometia ser tão boa quanto e que possui um elenco incrível que chamou a atenção de muitos fãs.

Jessica Jones é uma anti-heroína da Marvel que surgiu nos quadrinhos da série Max que possui uma pegada bem mais pesada que o colorido de Vingadores ou dos outros heróis mais aclamados. Seguindo essa linha, o seriado veio com tudo, mostrando tudo de ruim na sociedade, muitas cenas de sexo, bebida, drogas e violência; incluindo a personagem principal que de heroína perfeita e exemplo não tem nada.

O seriado consiste na história de Jessica Jones depois de um momento traumático em sua vida com o vilão Kilgrave que tem o poder de controlar a mente das pessoas fazendo com que elas façam o que ele deseja; o qual ela acreditava estar morto mas que logo no primeiro episódio se mostra vivo através de seu controle de mente perverso em uma adolescente atleta. Toda a primeira temporada se passa na procura de Jessica pelo vilão, tentando fazer justiça por todas as vidas e pessoas que ele machucou.

O que essa série tem de pesada ela tem de incrível! Para os amantes de quadrinhos essa série é um deleite, roteiro muito bem escrito pela Melissa Rosenberg, aparições de outros personagens importantes que darão continuidade em outras séries e até em Os Defensores; e mesmo para aqueles que só acompanham a Marvel pelos filmes e outros seriados, esses 13 episódios são viciantes e cheio de emoções.

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Para citar os personagens nada melhor que dizer que todos estão muito bem construídos, elenco excelentemente escolhido, grandes atuações que nos deixam confusos sobre que lado escolher e em quem acreditar. Não restava dúvidas que David Tennat iria arrasar mais uma vez, para os que o acompanham desde Doctor Who, Harry Potter e Broadchurch, já sabem todo o seu potencial que mais uma vez podemos assistir dessa vez na pele de um vilão que consegue nos enganar muito bem sobre sua história de vida e seus possíveis motivos. Krysten Ritter, conhecida por seus papéis em Breaking Bad e Don’t Trust the B in Apartament 23, ganhou dessa vez um dos papéis mais desafiadores de sua carreira, tendo que mostrar o lado heroína e badass de uma personagem alcoólatra com TEPT (transtorno do estresse pós-traumático) que trabalha como investigadora particular e parece não se importar, mas que sempre tenta trazer a justiça em primeiro lugar.

Muita coisa pode ser dita sobre esse novo fenômeno, mas só assistindo para ter a real noção de sua qualidade e relevância. Com ótimo roteiro, grandes atuações, personagens profundos e intrigantes, histórias viciantes, enquadramentos às vezes confusos em cenas de ação mas que completaram o mistério e lado mais pesado do seriado, são partes que podem ser destacadas. Além de tudo isso, podemos também perceber quão profundos são os temas tratados, quantas verdades e reflexões sobre a sociedade de hoje que mascaramos a maior parte do tempo, e a grande influência de uma personagem feminina que por mais conturbada que seja mostra claramente seu lado heroico pronto para ajudar. O segredo é assistir todos os 13 episódios com mente aberta e aproveitar mais um grande sucesso dessa parceria Marvel e Netflix que promete ótimos sucessos ainda por vir!

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FICHA TÉCNICA

Criador: Melissa Rosenberg
Título Original: Jessica Jones
Gênero: Drama, Policial, Fantasia
Capítulos: 13
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 16 Anos

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1 Comentário

  1. Wally Sedentário

    Que bosta de série!
    É só minha opinião