O JOVEM MESSIAS (Crítica)

Kadu Silva

A suposta infância de Jesus

Se existe um universo, que podemos denominar como rico de inspiração, esse é sem dúvida o religioso. Repleto de lendas e contos misteriosos, o tema sempre rende diversas produções na literatura, na TV e no cinema, mas algo que pouco foi explorado é a infância de Jesus, afinal como cresceu o filho de Nazaré? Foi exatamente ficcionando esse fato que a escritora Anne Rice (de Entrevista com o Vampiro) escreveu o best-seller ‘Cristo Senhor – A Saída do Egito’ (Christ the Lord: Out of Egypt), do qual o roteiro de Betsy Giffen Nowrasteh (Betsy Giffen Nowrasteh) e do também diretor Cyrus Nowrasteh (Cyrus Nowrasteh) foi baseado.

A trama conta o início das manifestações de “poder” do jovem Jesus, que devido aos boatos de ser capaz de curar apenas com suas mãos, se torna alvo do imperador romano da época, levando o garoto e sua família a fugir dos soldados liderados pelo Severus (Sean Bean).

O roteiro apresenta uma dinâmica muito lenta e cansativa no formato de apresentar a história, com poucos momentos de clímax, algo que dificulta em prender a atenção do espectador a trama, o grande momento é quando mostra que Jesus já sofria bullying, naquela época.

O diretor não sai da zona de conforto e faz um filme simples e escapista, prefere apresentar os fatos e nada além. O grande mérito é ter em seu estreante protagonista Adam Greaves-Neal, um garoto muito carismático na tela, ele consegue convencer o público de ser “alguém” especial, que está ali para mudar as coisas, mas isso é pouco para a história que não inova em nada.

A trilha sonora erudita, figurinos, designer de produção, vistos de relance, parecem ter sido tirados de outras diversas produções sobre o gênero, certamente faltou ousadia e coragem de mostrar algo diferente.

Com um elenco mesclando nomes renomados com rostos desconhecidos, o longa-metragem não consegue em nenhum momento ganhar a atenção do público. Além disso, tem um outro aspecto negativo, a história é construída com um arco dramático maniqueísta, tão démodé que nem as animações da Disney utilizam mais esse enredo, mas como é fruto de algo já antiquado, não poderia esperar outro víeis.

Jovem Messias por si só tinha potencial para ser algo que pudesse sair da mesmice e mostrar um olhar novo para esse universo religioso, mas a “covardia” de ousar para um público-alvo TALVEZ careta, falou mais alto.

JOVEM MESSIAS

SINOPSE

Aos sete anos, Jesus vive com sua família em Alexandria, Egito, onde eles fugiram para evitar o massacre de crianças pelo Rei Herodes de Israel. Jesus sabe que seus pais, José e Maria, mantêm segredos sobre seu nascimento e o tratamento que o faz diferente de outros garotos. Seus pais, porém, acreditam que ainda é cedo para lhe contar a verdade de seu milagroso nascimento e seu propósito. Com a morte do Rei, eles resolvem voltar para sua terra natal, Nazaré, sem saber que o herdeiro do trono, o novo rei, é como seu pai e está determinado a matar Jesus, ao mesmo tempo em que ele descobre a verdade sobre a sua vida.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Cyrus Nowrasteh” espaco=”br”]Cyrus Nowrasteh[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Betsy Giffen Nowrasteh, Cyrus Nowrasteh
Título Original: The Young Messiah
Gênero: Drama
Duração: 1h 51min
Ano de lançamento: 2016
Classificação etária: 10 Anos
Lançamento: 24 de março de 2016 (Brasil)

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