JOY: O NOME DO SUCESSO (Crítica)

JOY O NOME DO SUCESSO

3estrelas

Por Kadu Silva

Um exemplo de perseverança mal contado

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Pela terceira vez David O. Russell reuni Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert De Niro numa produção cinematográfica, as duas anteriores foram em: O Lado Bom da Vida em 2012 e Trapaça em 2013, mas diferente dessas, em Joy o diretor não acertou a mão nessa dramédia de redenção, além dos atores se mostrarem abaixo do esperado, a narrativa não consegue empolgar ao longo da projeção.

O longa apresenta a história real da norte americana Joy Mangano (Jennifer Lawrence), que desde criança se mostrava criativa, característica essa que levou para a vida adulto, quando foi responsável por inventar um esfregão, que se tornou sucesso nos Estados Unidos, a tornando uma das maiores empreendedoras do país, mas até chegar no sucesso Joy passou por diversos problemas emocionais e financeiros.

O roteiro de David O. Russell narra desde a infância até o estrelato dessa mulher, ele consegue ressaltar os elementos que explicam o porquê Joy se tornou o símbolo de sucesso, no entanto a narrativa em estilo de novela ou telefilme, onde se repete o fracasso para alcançar o objetivo deixa pouco interessante para o espectador essa trajetória.

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O. Russell não inova em nada para contar essa história com víeis clichê, dessa forma um filme que poderia ser inspirador para diversas pessoas se torna só mais um, que pouco após a sessão se torna esquecível.

Jennifer Lawrence é a sempre competente atriz que todos estão acostumados a ver, o problema é que ela está escalada para o papel que não encaixa em sua aparência, por mais que os maquiadores carregassem na maquiagem para dar a ela um ar mais maduro, não dá para a plateia comprar que se trata de uma mulher sofredora com dois filhos e responsável por cuidar de todos da família, falta carga dramática de vida a ela.

Além disso, o diretor focou todo o esforço na protagonista, deixando meio de lado os personagens secundários, como De Niro por exemplo que faz o pai de Lawrence, ele se mostra apático, já que seu personagem não é desenvolvido a altura do ator, o mesmo, mais de forma menor, acontece com Cooper, que ainda tem cenas interessantes e consegue mostrar seu talento, mas também entra e sai da narrativa sem se tornar marcante.

Joy é o filme mais fraco de O. Russell, e isso se mostra uma decepção, já que o projeto é sobre uma história muito interessante, que poderia ser exemplo para várias pessoas e o elenco mais uma vez é maravilhoso, mas infelizmente não dá para embarcar nessa história contada de forma pouco criativa, exatamente o oposto da protagonista.

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SINOPSE

Criativa desde a infância, Joy Mangano (Jennifer Lawrence) entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora e tanto fez que tornou-se uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos.

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”David O. Russell” espaco=”br”]David O Russell[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: David O. Russell
Título Original: Joy
Gênero: Drama, Comedia
Duração: 2h 4min
Ano de lançamento: 2016
Classificação etária: 10 anos
Lançamento: 21 de janeiro de 2016 (Brasil)

TRAILER

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