KILL BILL – VOLUME 1 (Crítica)

KILL BILL - VOLUME 1

 

4estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: Kill Bill: Vol. 1
Ano do lançamento: 2003
Produção: EUA
Gênero: Drama, Thriller
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino e Uma Thurman

Sinopse: A Noiva (Uma Thurman) é uma perigosa assassina que trabalhava em um grupo, liderado por Bill (David Carradine), composto principalmente por mulheres. Grávida, ela decide escapar dessa vida de violência e decide se casar, mas no dia da cerimônia seus companheiros de trabalho se voltam contra ela, quase a matando. Após cinco anos em coma, ela desperta sem um bebê e com um único desejo: vingança. A Noiva decide procurar, e matar, as cinco pessoas que destruiram o seu futuro, começando pelas perigosas assassinas Vernita Green (Vivica A. Fox) e O-Ren Ishii (Lucy Liu).

Por Igor Pinheiro

KILL BILL - VOLUME 101

A vingança é um prato que se come frio.” É com esse provérbio Klingon que Quentin Tarantino dá início a uma história de vingança, com milhares de referências a cultura pop, cenas marcantes do cinema e muito (MUITO, leitor) sangue.

Kill Bill seria um filme único, mas sua longa duração fez com que fosse dividido em duas partes. O que, de modo geral, faz bem. Não que fosse ficar ruim se fosse um único e longo filme, mas a divisão é feita de forma tão boa que é difícil imaginar um único longa.

Com Uma Thurman no papel principal, chamado apenas de A Noiva ou Mamba Negra no primeiro filme, Kill Bill – Vol. 1 nos mostra a vingança de uma mulher que foi brutalmente espancada no altar por seu futuro marido Bill e o Esquadrão Assassino de Víboras Mortais, do qual também fazia parte. O desejo de vingança se intensifica pelo fato dela estar grávida durante o ataque, e é por aí que A Noiva ganha a compaixão de todos os que assistem ao filme.

KILL BILL - VOLUME 102

De forma errada, Kill Bill é visto por muitos como uma série de plágios por parte do Quentin Tarantino, mas não precisa pensar pesquisar muito para perceber que tudo é referência, homenagem a grandes diretores e filmes orientais e até mesmo a outras maneiras de contar uma história, como mangás e animes (a sequência da história da personagem de Lucy Liu (O-Ren/Boca de Algodão) é genial, toda feita em animação, parece um curta-metragem). As principais (e mais comentadas) referências são: a história Lady Snowblood, com o plot bem parecido, e o filme Game of Death, com Bruce Lee (que morreu durante a produção), pelo antológico uniforme amarelo com listras pretas. A longa lista e inspirações de Tarantino para Kill Bill deu origem ao famoso vídeo Everything is a Remix, que aponta boa parte das homenagens presentes no longa.

Outro ponto importante no filme de 2003 é sua já citada violência, principalmente nas sequências finais. Partes de corpos são decepadas e o vermelho (que praticamente só está presente no filme em sangue) chove na tela a cada segundo. Desnecessário? Talvez, mas quem conhece Tarantino sabe que violência é uma de suas assinaturas como diretor. Um pouco acima de média em Kill Bill, a marca é exagerada por um motivo, não para chamar atenção. O longa não seria o mesmo com a violência moderada, mais presente na segunda parte da história na sequência de 2004, mas isso fica pra depois.

E é bem bacana rever a parceria do diretor com Uma Thurman, que ganhou o papel principal no aniversário de 30 anos. Presentão. Indicada na categoria de Melhor Atriz em diversas premiações pelas quais o filme passou, incluindo o Globo de Ouro, Uma ganhou mais destaque para o mundo depois de uma época apagada. Mas ela não é o único destaque no elenco do filme, muito pelo contrário, o time é de peso. Lucy Liu, David Carradine (Bill/Encantador de Cobras) e Daryl Hannah (Elle Driver/Cobra Californiana) participam muito bem do clima ação/comédia presente na produção.

Passando pelo BAFTA Awards, diversas premiações de efeitos especiais e até mesmo o irritante MTV Movie Awards (e vale destacar a presença de filmes do Tarantino em premiações com propósitos completamente distintos), Kill Bill cria tantas referências quanto cria e agrada pessoas de gostos completamente diferentes, é um tipo raro de filme. Fato é que o assobio de Twisted Nerve, de Bernard Herrmann, a caminhonete Pussy Wagon e vários outros ícones da história (S2 Pai Mei, no segundo filme) da Noiva e sua vingança montam um cultuado filme. Kill Bill não chega a ser o favorito dos fãs do diretor e o considero até um pouco esquecido no meio de outros longas como Pulp Fiction, Cães de Aluguel e Bastardos Inglórios, mas me agrada de uma maneira surreal (e é meu favorito do Tarantino, julguem), do jeito que poucos filmes conseguem fazer.

KILL BILL - VOLUME 103

PRÊMIOS

GLOBO DE OURO
Indicação: Melhor Atriz – Drama – Uma Thurman

BAFTA
Indicações: Melhor Atriz – Uma Thurman, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Edição

MTV MOVIE AWARDS
Ganhou: Melhor Atriz – Uma Thurman, Melhor Vilão – Lucy Liu e Melhor Luta – Uma Thurman e Chiaki Kuryama

GRAMMY
Indicação: Melhor Trilha Sonora – Cinema/TV

TRAILER

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