LADO A LADO

LADO A LADO

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FICHA TÉCNICA

Título Original: Stepmom
Ano do lançamento: 1998
Produção: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Jessie Nelson e Steven Rogers

Sinopse: Uma jovem de doze anos (Jena Malone) e um garoto de sete (Liam Aiken), filhos de pais separados, não aceitam a nova namorada de seu pai (Ed Harris), uma bela e renomada fotógrafa (Julia Roberts). O garoto ainda tolera a situação, mas a adolescente não se conforma com a separação e com fato de seu pai e a namorada viverem juntos, pois isto significa que as chances de reconciliação de seus pais se tornam quase nulas. Por sua vez, a mãe das crianças (Susan Sarandon) ainda alimenta esta briga, fazendo o gênero “mãe perfeita”. A fotógrafa faz de tudo para agradar as crianças, chegando ao ponto de dar tanta atenção aos enteados que acaba perdendo o emprego, pois deixou de ser a profissional competente que era. Até que uma notícia inesperada muda completamente a relação entre os familiares.

Por Igor Pinheiro

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Me lembro de assistir Lado a Lado bem novo, talvez na Sessão da Tarde, porque minha mãe gosta muito. Lembro que eu gostava também, mesmo sem entender direito, e algumas cenas ficaram marcadas em mim para sempre, sem querer ser cafona. É impossível para mim, por exemplo, escutar Ain’t No Mountain High Enough e não lembrar da cena em que Jackie (Susan Sarandon) dança e canta com os filhos pela casa. É um filme muito marcante.

Isabel (Julia Roberts) é uma fotógrafa que mora com o namorado Luke (Ed Harris) e tem dificuldades em lidar com os filhos que ele teve em seu primeiro casamento, com Jackie, que tenta se manter forte diante do ex-marido e da futura madrasta de seus filhos, mesmo quando precisa começar seu tratamento de câncer. E é com essa história bem amarrada que Lado a Lado conquista todo mundo, sem muitas dificuldades.

O roteiro consegue abordar todos os lados das difíceis situações, separação e doença. E conseguimos entender e até mesmo nos identificar com todos os participantes dessa relação. Não ficamos com raiva de Isabel por ter, a princípio, certa intolerância às crianças e também entendemos todas as atitudes de Jackie, por mais frias que pareçam. E a relação entre as duas é incrível. O diálogo perto do fim, sobre uma aceitar a outra, sobre uma ter o passado das crianças e a outra ter o futuro é muito bem construído. E elas se aceitam, da maneira delas, tudo isso simbolizado em gestos simples, como o pedido de Jackie para que Isabel tire as fotos da família e até mesmo nas duas segurando as mãos para a fotografia no fim do filme (quando todos nós já estamos em lágrimas).

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Chris Columbus dirige com facilidade, sabendo dosar o drama e a comédia na medida certa, nada é exagerado. Até mesmo as cenas finais, em que o drama vem mais a tona com os diálogos de Jackie com seus filhos, você se emociona sem ser forçado, é tudo muito natural. E o diretor mostra também que realmente sabe trabalhar com crianças, Jena Malone e Liam Aiken estão incríveis como os filhos de Jackie e Luke.

E o “resto” do elenco dispensa comentários. Susan Sarandon te envolve a cada momento, Ed Harris é incrível até mesmo em papéis menores e Julia Roberts mostra que consegue fazer bem qualquer tipo de papel, já que a maioria costumava, na época, costumava ser parecido.

Talvez o filme se perca ao ir deixando de lado alguns personagens, como Luke, ao decorrer da história, mas nada que tire toda sua qualidade. Até porque o filme acaba sendo sobre Jackie, Isabel e sobre como temos que aprender a passar por cima de nós mesmos para ignorar os problemas (que muitas vezes não existem fora da nossa cabeça) que vemos no próximo e o aceitar. Pelo menos é assim que eu vejo, vale a pena conferir.

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PRÊMIOS

GLOBO DE OURO
Indicação: Melhor Atriz – Drama – Susan Sarandon

TRAILER

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