MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA (Crítica)

MAD MAX

5estrelas

Por Pedro Vieira

COM EXAGEROS E MUITA AÇÃO, GEORGE MILLER ATUALIZA SUA FAMOSA OBRA

MAD MAX02

Responsável por alçar ao estrelato Mel Gibson, a série de filmes “Mad Max” foi uma das mais famosas no final dos anos 70 e começo dos 80. Hoje em dia, muita gente talvez não se recorte do anti-herói Max Rockatansky, ainda que a série possua uma base sólida de fãs. Porém, a Warner e o diretor George Miller parecem ter total confiança na popularidade de Max, a ponto de se arriscarem a produzir “Mad Max: Estrada da Fúria” (Mad Max: Fury Road), um reboot para a série.

A nova produção, entretanto, tem uma tarefa difícil: tentar agradar o público de uma geração já saturada de mundos pós-apocalípticos e anti-heróis. A fórmula para conseguir isto nada tem de nova, uma vez que Miller aqui “recicla” os melhores elementos dos filmes estrelados por Gibson, como os personagens bizarros e únicos, as cenas de corrida que tanto marcaram a franquia e a violência singular e chocante. Sobra até espaço para fazer uma piada que remete ao início de “Mad Max 3”, quando Max vai reunindo suas armas em um monte – só que no novo filme as armas não são as dele.

Tudo isto é unido ao exagero e efeitos especiais que só puderam ser produzidos graças à tecnologia atual, dando ao filme um estilo que lembra seus antecessores, mas também possuindo suas características próprias. Miller então da vida a diversos novos tipos de carros personalizados, gangues de motoqueiros, explosões sensacionais, vilões que até possuem seus próprios carros de som durante perseguições no deserto – como um guitarrista esquisito e um grupo de tocares de tambor – e cenas de ação mirabolantes. Destaque para a sequência da tempestade de areia, uma das melhores do filme todo.

Tom Hardy é quem vive o novo Max, um homem que tenta sobreviver a um mundo desértico, onde pessoas guerreiam por gasolina e água, enquanto é perturbado pelas lembranças da família que ele não conseguiu salvar. Capturado por um grupo de homens de guerra, ele é enviado a uma cidadela liderada por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne, o mesmo ator que viveu o vilão do primeiro “Mad Max”). Quando Furiosa (Charlize Theron), uma das protegidas de Joe, se rebela contra seu líder e foge com uma preciosa carga, Max é posto no meio da caçada contra a rebelde, resolvendo se unir a ela para tentar solucionar seus próprios problemas.

MAD MAX03

Hardy faz um Max durão, de poucas palavras e que nunca perde a pose, o clássico personagem de filmes de ação, mas de fácil afeição. Já Theron trabalha em uma Furiosa forte, mas que também é afetada pelo passado, com a personagem atuando como figura central da trama e segunda protagonista (de forma que o “Fury” no subtítulo pode até ser visto como uma referência a ela). É ela quem vai guiar o herói e ser guiada. Ao redor dos dois, estão um grupo de mulheres que almejam fugir do vilão Joe e o guerreiro Nux (Nicholas Hoult), que acredita na ascensão de seu espírito através da batalha.

A trama é simples e ágil, mas envolvente. Quem procura algo mais complexo não achará aqui, assim como aqueles que clamam por realismo. A força de “Mad Max” não vem de uma história cheia de reviravoltas, mas sim de uma narrativa visual de ação incrivelmente bem trabalhada e que não se preocupa com o verossímil – a prova disso é que Max perde uma grande quantia de sangue no início do longa, e mesmo assim continua fazendo malabarismo para todos os lados com os carros.

Mas não é só de cenas de ação e explosões que o filme de Miller vive. O diretor sabe pausar as corridas de carro no momento certo, desenvolver seus personagens rapidamente e dar um descanso para o espectador, pois a sequência de ação que virá em seguida fará o público ficar novamente vidrado e preso à cadeira do cinema. Algo similar acontece com a fotografia do filme. Enquanto boa parte da narrativa se passa durante o dia, com cores terrosas fortes, o longa também procura utilizar algumas cenas noturnas de tons frios, descansando os olhos de quem assiste.

“Mad Max: Estrada da Fúria” é maravilhosamente prazeroso e divertido, e tudo isto graças à sua forma espalhafatosa de fazer ação. É uma produção que certamente deve agradar os fãs antigos e adquirir muitos fãs novos.

MAD MAX01

SINOPSE

Um guerreiro das estradas (Tom Hardy) deve resgatar um grupo de garotas envolvidas em uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron).

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”George Miller” espaco=”br”]George Miller[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: George Miller
Título Original: Mad Max: Fury Road
Gênero: Ação , Ficção científica
Duração: 2h 0min
Ano de lançamento: 2015
Classificação etária: 16 Anos

TRAILER

Comente pelo Facebook

3 Comentários