MAGIA AO LUAR (Crítica)

MAGIA AO LUAR

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Por Emílio Faustino

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Eu sei, vão dizer: “Não é um dos melhores filmes do Woody Allen”, mas ainda que não seja a sua obra mais genial, sem dúvida se trata de um filme acima da média e com certeza vale a pena o ingresso.

Sobre tudo por conta da atuação do casal protagonista, o vencedor do Oscar Colin Firht (O Discurso do Rei) e da bela e carismática Emma Stone (Histórias Cruzadas / O Espetacular Homem Aranha). Ele um ateu charmoso de mão cheia e ela uma garota mística encantadora, personagens bem construídos que sofrem uma verdadeira reviravolta em suas vidas quando se conhecem.

“Magia ao Luar” é o tipo de filme leve, que flui e nos proporciona verdadeiros momentos de prazer através de seus diálogos inteligentes com pitada de humor sarcástico, marca registrada do diretor Woody Allen que também assina o roteiro do filme.

“Você era mais feliz quando deixava a mentira entrar em sua vida”. Como não amar um filme que te presenteia com uma frase dessas? E esta é apenas uma de muitas frases bem sacadas do filme, que te fazem rir, pensar e rir mais um pouco.

A história do filme se passa na Riviera Francesa durante as décadas de 1920 e 1930. No filme, Colin vive Stanley, um inglês que é convidado para desmascarar uma possível fraude.

O alvo dessa investigação é a misteriosa Sophia vivida por Emma Stone. Impressionante como essa personagem é hipnotizante, é quase impossível tirar os olhos dela durante o filme, não só por conta de sua beleza que é muito bem captada pelas lentes de Woody Allen, mas por conta do carisma que seduz a todos na trama, inclusive quem a assiste.

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Outro ponto alto do filme é o seu visual, eles conseguiram recriar com veracidade a década de 20, e não me surpreenderia se este filme ganhasse indicações ao Oscar do ano que vem nas categorias melhor Figurino, Direção de Arte e Fotografia. Além dos figurinos deslumbrantes e dos cenários paradisíacos, a trilha sonora de muito bom gosto composta na maior parte por jazz dá ao filme um clima ideal para embarcar na história e se esquecer por alguns momentos do século XXI.

Assim como o último filme de Allen (Blue Jasmine), a grande força desta obra esta em seus personagens. Existe uma química inegável no trabalho de Colin Firht e Emma Stone, ainda que a diferença de idade dos dois seja um tanto quanto gritante. (Um assunto que eu no lugar do Woody Allen evitaria, após tantos escândalos envolvendo acusações de que o próprio teria se envolvido com suas filhas adotadas).

Embora o desfecho da história seja previsível, acredito que isso seja apenas um detalhe, mais vale a forma como o filme é conduzido, do que o desfecho em si. E embora o final não seja o mais original, ele não chega a ser ruim, apenas não surpreende. (Ainda sim, é o tipo de filme que você fica com um sorriso no canto de boca quando acaba).

“Magia ao Luar” é um excelente filme para se ver a dois, em família ou até mesmo sozinho. Sem palavrões, sem sexo, sem drogas, sem efeitos especiais gritantes, é o tipo de filme que te ganha sem apelações. Se eu tivesse que definir o filme em uma palavra, diria: prazeroso.

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SINOPSE

Stanley (Colin Firth), um falso mágico com talento para desmascarar charlatões, é contratado para acabar com a suposta farsa de Sophie (Emma Stone), simpática jovem que afirma ser médium. Inicialmente cético, ele aos poucos começa a duvidar de suas certezas e se vê cada vez mais encantado pela moça.

DIREÇÃO

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FICHA TÉCNICA

Roteiro: Woody Allen
Título Original: Magic in the Moonlight
Gênero: Comédia , Romance
Duração: 1h 38min
Ano de lançamento: 2014
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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