MAGIC MIKE (Crítica)

MAGIC MIKE

3estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: Magic Mike
Ano do lançamento: 2012
Produção: EUA
Gênero: Drama
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Reid Carolin

Sinopse: Mike (Channing Tatum) é um experiente stripper, que está ensinando a um jovem a arte de seduzir as mulheres em um palco, de forma a conseguir delas o máximo possível de benefícios. Ao mesmo tempo que em passa seus conhecimentos para Adam (Alex Pettyfer), começa a se interessar pela a irmã dele, Brooke (Cody Horn). Com o tempo, Adam vai se mostrando cada vez mais confiante e deixa o dinheiro fácil subir na cabeça. Começa a lidar com drogas e a ignorar as pessoas próximas, mas ainda assim contará com a apoio de Mike e Brooke. Dirigido por Steven Soderbergh (Traffic), o longa conta ainda com Matthew McConaughey, Joe Manganiello e Olivia Munn no elenco.

Por Kadu Silva

Um filme com potencial desperdiçando

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Steven Soderbergh tem em seu currículo obras magníficas, entre elas Traffic e Treze Homem e um novo Segredo, mas foi com seu filme de estreia Sexo, Mentiras e Videotape que ele ganhou a fama que carrega até hoje. Com esse filme de estreia Soderbergh ganhou Cannes e a partir desse momento cada novo filme seu tem grande expectativa do público que acompanha cinema, mas o que vemos principalmente nesses últimos anos são filmes fracos principalmente no que diz respeito a roteiro, a exceção fica para o bom Contágio.

Quando foi anunciado que Soderbergh iria fazer um filme sobre strippers masculinos muita gente torceu o nariz e muitas outras ficaram ansiosas já que se esperava um filme que mostrasse com profundidade a vida desses garotos. Ao se questionado sobre o porque do tema, o diretor disse que ainda no período em que filmava À toda prova, conversou com Channing Tatum e o ator revelou que foi stripper e que um dia queria contar sua história para um roteirista para filma-la, foi assim que surgiu Magic Mike.

Channing Tatum então convidou seu amigo Reid Carolin para roteirizar o filme e entrou de cabeça no projeto, se tornando o produtor do longa.

O roteiro de Reid Carolin não é completamente retrato da vida do ator, foi pego partes importantes de sua história, para a partir delas moldar a trama do filme. Nela conhecemos Mike (Channing Tatum) um stripper de bem com a vida que tem a mulher que quiser, na hora que desejar, mas guarda dentro dele um sonho de abrir seu negocio e confeccionar moveis exclusivos, no entanto devido a crise americana e por seu trabalho principal de stripper não ser registrado tem dificuldade de conseguir empréstimo no banco, mas mesmo assim vai levando a vida, até que conhece Adam (Alex Pettyfer) um jovem imaturo e cheio de problemas, só que Mike vê nele potencial para ser um novo membro do clube e assim Adam se torna stripper. Com isso Mike acaba conhecendo Brooke (Cody Horn) a irmã de Adam, uma jovem conservadora, que vai abalar a vida tranquila de Mike.

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Já pela sinopse, vemos que o roteiro não tinha um bom panorama a ser trilhado, mas o inexperiente roteirista deixa ainda mais raso tudo que vemos, não aprofunda no tema principal que é a vida dos stripper, e mostrando com superficialidade algumas dos problemas que pode sofrer alguém que esteja vivendo assim. Mulheres, drogas, a dificuldade de relacionamento, nada aparece de forma tangível na trama. Sem contar que homossexualismo, prostituição, problema com drogas pesadas e outros distribuídos maiores foram simplesmente ignorado no filme e sem dúvida faz parte do universo desses profissionais, ok talvez a ideia fosse levar um clima familiar e assim ter mais lucro com o filme, mas fica difícil comprar esse cenário montado.

E tudo ainda fica pior quando a personagem Brooke entra na trama e desconstrói tudo que já havia sido construído do personagem do Mike. Ele ainda no começa da trama mostrava a intenção de mudar de vida, mas em nenhum momento carregava culpa de ter grande parte de seu dinheiro vindo do trabalho de stripper, pelo contrário se mostrava muito bem resolvido e curtia os benefícios que a profissão podia lhe dar.

O que salva o filme de não ser algo ainda pior é a direção de Soderbergh que sabe muito bem apresentar os personagens no começo do filme. Ele usa de bons enquadramentos e gestos sutis para ir compondo a personalidade e o caráter de cada membro da história. O problema é no roteiro que não deixa o cineasta ir além, mas mesmo assim ele entrou para valer no projeto e além da direção assina a fotografia e a montagem do filme, que por sinal também estão ótimas.

Já sobre o elenco em sua grande maioria temos ótimas performances dentre elas o incrível Matthew McConaughey que mesmo diminuído no roteiro, rouba a cena toda a vez que aparece. O protagonista leva bem o filme, Channing Tatum é um excelente dançarino e tem um enorme carisma em cena, só precisa melhorar nas cenas dramáticas. Os únicos que ficaram abaixo do esperado é Alex Pettyfer e Cody Horn, ele por não conseguir passar verdade e por não tem o carisma necessário para o personagem e ela por não parece estar a vontade com a personagem e além do mais não tem a menor química com Channing Tatum. O romance dos dois além de mal desenvolvido pelo roteiro não consegue convencer na performance dos atores.

Em resumo diria que o filme não é a bomba como estão pintando, talvez por quererem desclassificá-lo pelo seu tema, mas também não é uma grande obra, já que o fraco roteiro prejudicou seu bom andamento. Vale apenas como entretenimento e principalmente para as mulherada que está curiosa. Os corpos sarados dançando de forma sensual vai agradar muita gente, mas só isso, infelizmente.

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PRÊMIOS

MTV MOVIE AWARDS
Indicações: Melhor Ator – Channing Tatum, Melhor Atuação sem camisa – Channing Tatum e Melhor Momento Musical

TRAILER

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