Malila: A Flor do Adeus (Crítica)

Davi Gonçalves

Drama tailandês pré-selecionado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, Malila: A Flor do Adeus narra o reencontro de dois ex-amantes unidos, até certo ponto, pela dor do luto: enquanto Pitch (que sofre de câncer terminal) perdera a mãe, Shane lamenta a morte da filha e o casamento fracassado.

Dirigido pela cineasta transexual Anucha Boonyawatana, Malila é um filme repleto de simbologia, especialmente por tratar questões ligadas a tradições orientais (os próprios Baisri, arranjos florais feitos por Pitch em seus últimos dias, possuem um grande significado para aquela cultura) – o que, fatalmente, pode dispersar o espectador menos acostumado. Além disso, a fita sofre com seu ritmo arrastado e ausência de diálogos, especialmente a partir de sua segunda metade, quando um dos personagens parte em uma jornada espiritual, como se em busca de absolvição. A estrutura narrativa também se mostra confusa: não temos muita noção de tempo, lugar, duração, principalmente durante as cenas entre os dois amantes, já que eles perambulam pra lá e pra cá, em meio à paisagem campestre, como se para o filme promover um estágio de contemplação que, na verdade, não é tão estimulante. Para piorar, a fotografia apagada contribui muito ao clima monótono da obra.

Drama tailandês pré-selecionado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, Malila: A Flor do Adeus  narra o reencontro de dois ex-amantes unidos, até certo ponto, pela dor do luto: enquanto Pitch (que sofre de câncer terminal) perdera a mãe, Shane lamenta a morte da filha e o casamento fracassado.  Dirigido pela cineasta transexual Anucha Boonyawatana, Malila  é um filme repleto de simbologia, especialmente por tratar questões ligadas a tradições orientais (os próprios Baisri, arranjos florais feitos por Pitch em seus últimos dias, possuem um grande significado para aquela cultura) – o que, fatalmente, pode dispersar o espectador menos acostumado. Além disso, a fita sofre com seu ritmo arrastado e ausência de diálogos, especialmente a partir de sua segunda metade, quando um dos personagens parte em uma jornada espiritual, como se em busca de absolvição. A estrutura narrativa também se mostra confusa: não temos muita noção de tempo, lugar, duração, principalmente durante as cenas entre os dois amantes, já que eles perambulam pra lá e pra cá, em meio à paisagem campestre, como se para o filme promover um estágio de contemplação que, na verdade, não é tão estimulante. Para piorar, a fotografia apagada contribui muito ao clima monótono da obra.  Ainda assim, Malila  possui alguns bons momentos – curiosamente, as sequencias de intimidade entre o casal, onde o jogo de sombras é muito bem empregado. É válido também ressaltar que, apesar do roteiro aparentemente desalinhado, Malila  é uma história sobre o amor eterno, daqueles que nem a morte é capaz de separar: o relacionamento entre Pitch e Shane transcende o corpo material, atingindo o espírito (que é perene). O filme sugere que dois espíritos, quando se amam verdadeiramente, de alguma forma estarão sempre unidos – tanto na vida quanto na morte. É uma pena, portanto, que a execução a execução de Malila  não seja das melhores, o que impede que a experiência promovida seja mais satisfatória.  SINOPSE  Pitch (Anuchit Sapanpong) e Shane (Sukollawat Kanarot) são dois ex-namorados amargurados pela forma abrupta como o relacionamento entre eles terminou. Buscando reviver a adrenalina e paixão que já não encontram mais, eles conhecem diversas pessoas e se afastam, mas quando um dos dois morre, o outro larga tudo que tem e vai viver na selva, onde acaba encontrando seu amado de uma forma diferente.  DIREÇÃO  FICHA TÉCNICA  Roteiro: Anucha Boonyawatana, Waasuthep Ketpetch Título Original: Malila: The Farewell Flower Gênero: Drama Duração: 1h 34min Classificação etária: 14 Anos Lançamento: Em Breve (Brasil) | MostraSP

Ainda assim, Malila possui alguns bons momentos – curiosamente, as sequencias de intimidade entre o casal, onde o jogo de sombras é muito bem empregado. É válido também ressaltar que, apesar do roteiro aparentemente desalinhado, Malila é uma história sobre o amor eterno, daqueles que nem a morte é capaz de separar: o relacionamento entre Pitch e Shane transcende o corpo material, atingindo o espírito (que é perene). O filme sugere que dois espíritos, quando se amam verdadeiramente, de alguma forma estarão sempre unidos – tanto na vida quanto na morte. É uma pena, portanto, que a execução a execução de Malila não seja das melhores, o que impede que a experiência promovida seja mais satisfatória.

Pôster de divulgação: Malila: A Flor do Adeus

Pôster de divulgação: Malila: A Flor do Adeus

SINOPSE

Pitch (Anuchit Sapanpong) e Shane (Sukollawat Kanarot) são dois ex-namorados amargurados pela forma abrupta como o relacionamento entre eles terminou. Buscando reviver a adrenalina e paixão que já não encontram mais, eles conhecem diversas pessoas e se afastam, mas quando um dos dois morre, o outro larga tudo que tem e vai viver na selva, onde acaba encontrando seu amado de uma forma diferente.

DIREÇÃO

Anucha Boonyawatana Anucha Boonyawatana

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Anucha Boonyawatana, Waasuthep Ketpetch
Título Original: Malila: The Farewell Flower
Gênero: Drama
Duração: 1h 34min
Classificação etária: 14 Anos
Lançamento: Em Breve (Brasil) | MostraSP

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