MANSÃO MACABRA (Crítica)

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FICHA TÉCNICA

Título Original: Burnt Offerings
Ano de lançamento: 1976
Direção: Dan Curtis
Roteiro: Dan Curtis, Robert Marasco, William F. Nolan

Sinopse: Ben e Marian conseguem alugar uma mansão por um valor estranhamente baixo e depois que se mudam para a casa Ben começa a ter explosões de violência, enquanto Marian passa a maior parte do tempo no quarto da velha senhora que tem que cuidar mas que ninguém jamais conheceu. À medida que “acidentes” vão acontecendo a casa parece ficar cada dia mais nova, e seus habitantes não tem como sair.

Por Jason

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Bette Davis é coadjuvante nesse filme de terror, como a tia espalhafatosa Elisabeth. Ela, seu sobrinho e um casal com um filho saem da cidade para morar em um casarão isolado, que o casal conseguiu por um preço bem abaixo. Dois moradores antigos do casarão, no entanto, condicionam a temporada do casal a cuidar de sua mãe, uma velha que mora num quarto de cima e que nunca sai para fazer nada. A condição imposta para a nova moradora, Marian, é que ela cuide da velha Allardyce, desde que não a incomode no quarto, deixando apenas uma bandeja de comida na porta do quarto para que a mesma se alimente.

O grande mistério do filme, então, é ver e saber quem é a velha Allardyce. Marian coloca religiosamente a comida na porta do quarto, mas começa a perceber que a velha não está comendo. Enquanto isso, o marido começa a mudar de comportamento, que vai culminar numa tentativa de afogamento do próprio filho na piscina, agora aparentemente reformada. A tia Elisabeth começa a adoecer misteriosamente e Marian começa a mudar sua postura, seu tom de voz e sua expressão. Paralelo a isso, o marido começa a perceber que a casa está mudando, como se estivesse renovada, porque o jardim, outrora morto, começou a florir.

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Mansão Macabra dispensa efeitos especiais portentosos – eles existem, mas são poucos e bem pobres – para criar um tom de mistério e terror psicológico, o que é bom, se contarmos que filmes de terror de hoje em dia vivem apelando para efeitos especiais toscos e sustos baratos. A questão central do filme é a deterioração do casamento de Marian e da relação com seu filho. Há um mistério em torno da figura da velha, que nunca é mostrada no filme – e é o que segura a atenção do espectador até o final trash. Em determinado momento, a tia Elisabeth tenta ver a Sra Allardyce, mas descobre que Marian está dentro do quarto e não deixa ninguém ter contato com ela. Marian passa a ser cúmplice a esconder um segredo em relação a Allardyce e cabe ao espectador descobrir o que é.

Mas Mansão Macabra envelheceu horrores. Apesar do cenário ainda bonito da mansão, as atuações são todas horríveis, excetuando Bette Davis, que chega a impressionar em certos momentos, principalmente quando está em cima da cama sofrendo de dores que não sabe dizer o que é. O ritmo do filme também prejudica a produção, que embora não chegue a ter duas horas, parece ter quatro. E o final, tirando a parte da revelação, que realmente choca o espectador, as mortes que ocorrem em seguida são o tiro de misericórdia e um atestado trash.

Vale por Bette Davis e pelo mistério em torno da figura da Sra Allardyce.

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TRAILER

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1 Comentário

  1. Gildo

    Assisti a esse filme há bastante tempo e na época gostei muito. Agora em 2015, assisti novamente pelo Youtube e, como estamos numa democracia, discordo da opinião da crítica postada. Há muita diferença realmente dos filmes das décadas de 70 e 80 para os atuais, mas a história me agradou e inclusive todas as atuações. Não é porque a grande diva Bette Davis atua que tira o vislumbre da atuação dos demais atores, especialmente do ator Oliver Reed. Eu aprecio o gênero terror/suspense e toda a trama conseguiu me prender do início ao fim, inclusive o cenário, o figuro e época das gravações nos remete a alguns filmes ingleses. Respeito a opinião de quem escreveu a crítica, mas talvez para uma melhor apreciação faltou ao autor o gosto por esse estilo.